TTA Game Awards 2017 - O que importa é o que interessa!

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TTA Game Awards 2017 - O que importa é o que interessa!

Mensagem por Willi em Sab Dez 09, 2017 5:06 pm



Afinal, a principal função dos videogames é nos divertir. E a gente só se diverte de verdade quando joga um jogo pra valer.

Eu entendo que o papel exercido pelo The Game Awards como o "óscar dos videogames" é nada mais, nada menos do que publicitário. Afinal, o que define um título como "melhor jogo do ano"? Maior quantidade de pessoas que jogaram? Hmm, e quanto a No Man's Sky? Foi um lixo que muita gente jogou. E que tal "o jogo mais esperado"? Bem, hype não faz jogo, faz empolgação, e um game é bom pela experiência que proporciona, e não pela expectativa gerada por seus trailers (se fosse assim, a Ubisoft estaria ganhando o prêmio consecutivamente nos últimos anos). Talvez o jogo mais vendido seja o melhor? Não necessariamente, pois vendas não refletem o prazer sentido ao desfrutar da experiência de um título. Para mim, o melhor jogo do ano é aquele que mais me divertiu. Se ele introduziu uma nova mecânica que nunca havia sido experimentada e, portanto, levou a indústria para frente, ótimo. Mas se ele apenas reinventou a roda de um jeito agradável e me proporcionou bons momentos, ótimo também! O que importa é ter cumprido com sua principal função, que é a de divertir.

Durante o ano, passamos por todo tipo de jogo. Daquele título ignorante que largamos na primeira hora, até aquela experiência viciante na qual engajamos e não pensamos em outra coisa até finalizar a aventura. Quando as pessoas não se divertem com os videogames, elas deixam de jogá-los. Mas quando os videogames proporcionam às pessoas um misto de experiências singulares, elas continuam jogando. E são os bons jogos que nos fazem, ano após ano, continuarmos apreciando esse hobby e não o substituindo por outro.

Jogar videogame demanda tempo, e eu tive em 2017 o ano com a rotina mais corrida da minha vida. Houveram momentos em que cogitei parar de jogar. Sempre joguei o ano todo, e ter este como um entretenimento "só de férias" não me pareceu algo muito interessante. Porém, os bons jogos não me deixaram largar essa paixão, mantendo ela acesa perante os empecilhos do dia-a-dia. Além de cumprirem bem a sua função de divertir, me seguraram como cliente de sua indústria. Portanto, foram eficazes tanto sentimental quanto comercialmente. Isso, pra mim, é ser o melhor (ou os melhores) jogo(s) do ano.

Pensando nisso, pensei em compartilharmos entre nós quais foram os títulos que mais nos divertiram neste ano. Não me refiro aos lançados em 2017, mas aos que jogamos em 2017. Elencar quais foram os mais cativantes, envolventes, marcantes. Farei um top 5 com breve descrição, vocês podem fazer como quiserem, top 10, top 5, ou apenas o mais divertido do ano, não importa. Vamos celebrar as boas experiências gamísticas vividas neste ciclo que se finda no próximo dia 31.

Dying Light



É o Far Cry urbano de zumbis. O game não foi feito pela Ubisoft, mas sua dinâmica se assemelha demais aos títulos da produtora. Apesar de apresentar alguns elementos cansativos que a maioria dos jogos de mundo aberto têm, Dying Light é magnificamente instigante e divertido por duas razões: a durabilidade limitada de suas armas e seu multiplayer. Uma coisa é jogar uma fase linear de Left 4 Dead com os amigos, outra muito diferente e melhor é brincar com eles por toda uma vasta cidade (+DLC do tamanho de não sei quantos campos de futebol). Dying Light permite que joguemos todo o game em co-op, naquele sistema de check-in de missões do Borderlands, onde os players não necessitam estar no mesmo ponto da história para jogarem juntos, apenas entrando na sala do player principal e se divertindo com liberdade conforme der vontade. E as armas que eventualmente se quebram garantem um grinding por peças e itens que impede que o jogador se sinta "confortável com o que tem", sempre precisando buscar mais recursos. Dying Light é fantástico e eu realmente gostaria de jogar com vocês em alguma oportunidade.

BioShock Remastered



O único BioShock que eu havia jogado até então era o Infinite, do qual gostei bastante. Mas este primeiro é sensacional. Daqueles jogos que você entra de cabeça, não apenas indo para frente e limpando a fase, mas sentindo todas as emoções que o jogo se propõe a lhe transmitir. BioShock é tenso quando estamos numa área vazia. É agonizante quando estamos cercados de inimigos. É instigante quando nos apresenta sua obscura história. É motivador quando encontramos um novo upgrade. É maravilhoso quando nos deixamos envolver por sua maravilhosa direção de arte. E é viciante quando implicamos concentração total em nossa jogatina e viajamos para dentro da aventura. Eu não havia jogado um FPS com tanto peso desde F.E.A.R.. Esse é sem dúvida um daqueles títulos que todo mundo precisa experimentar, indiferente da época em que tenha começado a jogar videogames.

Middle-Earth: Shadow of Mordor



Eu não poderia ter jogado esse jogo em momento melhor. Nos últimos anos, me encontrei fascinado por jogos de mundo aberto, e tudo que vinha desse gênero eu consumia alucinadamente. De tanto jogar essa fórmula, acabei me cansando, não do gênero em si, mas de alguns vícios que todo santo jogo de mundo aberto insiste em cometer. E Shadow of Mordor não comete. Por isso ele veio em tamanha boa hora: justo num momento em que estou de certa forma enjoado de jogos desse estilo, conheço um que se difere da maioria e me proporciona uma boa experiência novamente. Primeiro ponto: o mundo aberto do game realmente é um "mundo". Não se trata de um enorme HUB de missões em que coisas se materializam conforme você chega perto. De fato, o background de Shadow of Mordor vive enquanto você joga. O game gira em torno de caçarmos os capitães e chefes do exército do Deus da Escuridão Sauron. Esses líderes brigam entre si, outros tomam suas posições, sobem e descem na hierarquia, vagam pelo mundo. Não é uma mecânica que gira em torno de você, mas na qual você está inserido e deve fazer algo a respeito. Segundo ponto: o mapa não é exageradamente grande. Você vai aonde quiser correndo e chega a seu destino em menos de um minuto (ou um pouco mais se quiser atravessar o mapa) e AINDA TEM FAST TRAVEL, desta forma o jogo é dinâmico e nunca cai na morosidade. As missões apresentam objetivos claros que precisamos cumprir, ao invés de serem compostas por toda uma sequência de acontecimentos scriptados. E são rápidas, portanto dá pra jogar uma "partidinha" de Shadow of Mordor quando não se tem muito tempo, ao contrário de Far Cry, por exemplo. E o terceiro ponto: os coletáveis ajudam nos upgrades, não sendo mero "lixo". Curioso ressaltar o bom uso dos coletáveis neste jogo, um diferencial para 99% dos jogos que têm coletáveis, quando pensamos que Shadow of War, a sequência, sofre represálias por causa de microtransações.

Sonic Mania



Tudo de melhor em Sonic está aqui. A jogabilidade, os visuais, a trilha sonora, as referências. MEU DEUS QUANTAS REFERÊNCIAS. A própria Sega, se tivesse tentado, seria incapaz de fazer um game que acertasse tanto nas demandas dos fãs como o estúdio de Christian Whitehead fez (e nós sabemos disso). Se você conhece a franquia, consegue captar cada detalhe inserido ali, consegue identificar de onde veio a ideia para pôr aquilo no lugar onde está, de onde surgiu a inspiração para o elemento X ou Y. Spoiler: tem um chefão ao estilo Robotnik's Mean Bean Machine! Numa fase que lida com elementos químicos (sabem de qual estou falando). Cara, que sacada sensacional! Fan service puro e simples é estupidez, mas fan service bem inserido dentro da obra, como Sonic Mania fez, é outro nível. Um game simplesmente único, que captou toda a essência da franquia inteira e traduziu numa das obras mais sensivelmente bem concebidas dos videogames. Desenvolvedora nenhuma jamais conseguiu fazer isso com reboot/remake de clássico antes, afirmo com toda a certeza. Tem muita coisa boa, mas do patamar de Sonic Mania, ele é único.

Bejeweled 3



Ganhei de presente do Alexandre há pouco mais de um ano e nunca deixei de jogar, até então, apenas como passatempo. Este ano resolvi baixá-lo no celular para jogar no ônibus no caminho para a faculdade, e aí levei a sério. Apesar de ser um ótimo passatempo, os medalhões (Badges), que são as conquistas do jogo, são extremamente instigantes de se conseguir, fazendo você sempre querer continuar jogando. No momento estou jogando esse título tanto no celular quanto no PC, E AS CONQUISTAS NEM SÃO SINCRONIZADAS, tamanho o prazer que isso aqui dá. Recomendo fortemente como o melhor jogo simples que já joguei na vida (por jogo simples entendam: Paciência, Campo Minado, Mahjong, esses de mouse que você mexe com peças ou tabuleiros). A trilha sonora é FANTÁSTICA e os efeitos sonoros mais ainda, cumprindo sua função de fazer a gente viciar no joguito.


Agora eu quero saber de vocês!  cheers cheers cheers


Última edição por Willi em Dom Dez 10, 2017 1:32 pm, editado 1 vez(es)

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Re: TTA Game Awards 2017 - O que importa é o que interessa!

Mensagem por Alexandre em Sab Dez 09, 2017 11:33 pm

Opa, vou postar a minha assim que conseguir pensar nos vencedores. Adorei a ideia!

Sobre Bejeweled 3... Aquela trilha sonora ainda me encanta.

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Re: TTA Game Awards 2017 - O que importa é o que interessa!

Mensagem por Alexandre em Dom Dez 10, 2017 5:43 pm

South Park: The Fractured But Whole



O Stick of Truth foi uma grata surpresa para os fãs de RPG clássico. E comigo não foi diferente, eu adorei aquele jogo. Então, minha ansiedade para jogar o The Fractured But Whole era bem grande.

Acabou que o jogo foi mais uma ótima experiência. Talvez eu esperasse um pouco mais de ousadia no enredo, que ficou até leve para os padrões de South Park. Mas no geral foi muito agradável a partir do momento em que você consegue se adaptar à nova jogabilidade. A dublagem em português também ficou excelente e deixou o gameplay ainda mais semelhante ao desenho.


Sonic Boom: Fire & Ice



Todo mundo já sabe o desastre que foi o primeiro Sonic Boom para 3DS e Wii U. Mas dessa vez a coisa ficou diferente, e tivemos um jogo muito bom.

Sonic Boom Fire & Ice nos coloca para controlar todos os principais personagens da série (Sonic, Tails, Knuckles, Amy e Sticks) e traz fases gigantes, cheias de rotas alternativas, segredos, e velocidade. A única coisa que eu não gostei muito nesse jogo foram as fases em que você controla o Sonic em visão 3D. O problema é que essas fases são muito longas e não tem checkpoints, fazendo você reiniciar várias vezes.

O jogo é ótimo, pra mim foi uma das melhores experiências com Sonic que eu tive na atualidade.



Mario Kart 8



Se teve um jogo de Wii U que me marcou muito além do Super Mario 3D World, esse com certeza foi o Mario Kart 8. Que jogaço!

Eu já era muito fã do Mario Kart Wii, e assim que consegui jogar a versão de Wii U, pude ter certeza de que a Nintendo continua fazendo um excelente trabalho com suas franquias. Pistas coloridas de encher os olhos, ótima sensação de velocidade, dezenas de personagens selecionáveis... Um jogo de corrida que traz de tudo que eu gosto nesse gênero.

Eu não sou muito fã de jogos realistas quando se trata de corrida, então Mario Kart 8 com certeza merece destaque. Um jogo completo e lindo!


The Letter



Desde o imbatível Umineko, eu venho sempre lendo uma ou outra Visual Novel. Mas acho que é seguro dizer que The Letter se destaca entre elas. Cenários lindos, personagens animados, um enredo que te prende a cada capítulo... Sensacional.

Além do mais, é raro ver uma Visual Novel que te deixa moldar a história através de decisões no caminho. Algumas já tentaram fazer isso mas não conseguiram de forma tão bem feita quanto em The Letter. Com certeza uma Visual Novel que eu não vou esquecer tão cedo.



Se eu lembrar mais eu posto aqui depois.

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