Deathmatch

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Deathmatch

Mensagem por Alexandre em Sab Out 14, 2017 10:29 pm

Capítulo 01 - Bem-vindo ao Jogo

Spoiler:
Um homem estava em sua cela na prisão. Ele olhava de cabeça baixa para uma foto, sentado em sua cama. Alguns segundos depois, um policial se aproximou.

- Vamos... É a sua hora...


O homem levantou a cabeça e olhou para o policial. Em seguida, levantou-se enquanto o policial abria a cela.

Alguns minutos se passaram. O homem se encontrava parado em frente à um muro. Quatro policiais estavam na sua frente, segurando suas metralhadoras. Um dos policiais olhou para o homem.

- Você tem direito a dizer alguma coisa antes da execução.

O homem encarou o policial nos olhos.

- Vocês estão cometendo um grande erro... Eu sou inocente...
- Sinto muito, mas nesse país é assim que as coisas funcionam... Você foi pego em flagrante, e não existe outra opção a não ser a execução.

O homem baixou a cabeça.

- Alyssa... Me perdoe...


O Sol começava a nascer no horizonte. As nuvens corriam pelo céu. O homem continuava de cabeça baixa. Os quatro policiais apontaram suas armas para ele.

Após um momento de silêncio, as quatro armas dispararam ao mesmo tempo. Uma chuva de balas percorria o corpo do homem.

Alguns segundos depois, os policiais pararam. Lentamente, seu corpo caiu no chão.




SEIS ANOS DEPOIS


- Ãh... Ahh!! O quê?!

Vincent acordou assustado. Ao olhar ao redor, notou que aquele não era seu quarto. Era um quarto totalmente branco.

- Onde... Onde eu estou...? Ai!!

Ao se levantar, sentiu uma pequena dor em seu pescoço.

- O que aconteceu comigo...?

Em sua frente, havia uma porta. Lentamente, ele se aproximou e a abriu. Em seguida, encontrou um corredor com outras portas, provavelmente mais quartos.

Não havia ninguém por perto. No entanto, havia uma porta no final do corredor que parecia levar para uma área aberta.

- ...Olá?! Tem alguém aqui?!

Ninguém respondeu. Como aquela situação estava começando a assustá-lo, ele resolveu se apressar até a porta no final do corredor. Ao abrí-la, encontrou uma escadaria que levava para algo que parecia ser uma grande sala. E haviam mais pessoas por lá.

- Quem... Quem são vocês?!

Haviam seis pessoas no total. Vincent desceu as escadas. O primeiro a se pronunciar foi um homem que usava um uniforme de soldado.

- Ah, então você acordou...? Acho que só faltava você...

Vincent esfregou o rosto. Em seguida, uma mulher de cabelos vermelhos que aparentava não ter muito mais de vinte anos se pronunciou.

- Putz... Mais um agora... Afinal que diabos está acontecendo aqui?

Um outro homem, de óculos, foi o próximo a falar.

- A sua dúvida é a mesma de todos nós... Mas afinal, porque não nos apresentamos logo?

A próxima a falar foi outra mulher, que usava um vestido.

- Boa ideia... Vamos, aproxime-se, novato.

Vincent, que apenas observava a situação, se aproximou. Um outro homem, de cabelos castanhos resolveu se pronunciar primeiro.

- Bem, se me dão a honra de começar... O meu nome é Joel. Eu tenho 29 anos e sou humorista. Prazer em conhecê-los.

O homem com roupa de soldado, foi o próximo:

- Meu nome é Marco, tenho 37 anos e sou um soldado como já deu pra perceber pelo meu uniforme. Todo mundo me chama de "Zero", porém.

A garota ruiva se espantou.

- Zero...? Isso soa meio negativo, não?
- Pois é... Mas é um apelido que pegou por causa do meu primeiro uniforme, que tinha um "zero" estampado.

Vincent resolveu finalmente falar.

- Bem... Meu nome é Vincent, eu tenho 38 anos e sou advogado.

A mulher de vestido deu sequência.

- Meu nome é Valentina, sou atriz e trabalho em teatros. Tenho 30 anos, a propósito.

A garota ruiva foi a próxima.

- Meu nome é Diana, tenho 25 anos, embora muitos dizem que eu pareço mais jovem. Sou apenas uma garota qualquer que gosta de fazer o que quiser.

Vincent notou pelo tom de voz de Diana que ela parecia meio... Difícil.

O homem de óculos deu sequência às apresentações.

- Meu nome é Sérgio, tenho 34 anos e sou repórter.
- Emissora local? - Perguntou Valentina.
- Não. Eu sou repórter de uma rádio.

Todos se espantaram.

- Ninguém mais ouve rádio?
- Bem... Acho que não está mais entre os costumes das pessoas. - Respondeu Valentina.

Naquele instante, todos notaram que havia alguém que ainda não havia dito nenhuma palavra... Uma pequena garota de longos cabelos loiros que estava afastada do grupo.

- Ei... Só falta você. - Disse Vincent.
- Qual o problema dela? - Perguntou Zero.
- Vamos lá, amiguinha... - Disse Joel, chamando-a.

A garotinha se aproximou.

- Qual o seu nome? - Perguntou Valentina.

No entanto, ao invés de dizer algo, a garota retirou um bloco de notas de seu bolso e começou a escrever.

- [Emily]

Naquele instante, Vincent se espantou.

- Espera... Ela...

Emily voltou a escrever.

- [Eu só consigo me comunicar assim]

Todos ficaram em silêncio. Aparentemente, Emily não tinha o dom da fala.

- E... Qual a sua idade? - Perguntou Zero.

Novamente ela voltou a escrever.

- [13]

Diana cruzou os braços.

- Bem... Acho que isso fecha as apresentações...
- Sim, mas... O que viemos fazer aqui mesmo? Alguém se lembra? - Perguntou Sérgio.

Naquele instante, Vincent foi tomado pelo medo. Será possível que ninguém se lembrava?

- Ei, vocês... Também perderam a memória?
- Adivinhou. - Respondeu Diana.

Joel esfregou o rosto.

- Ah, cara... Se isso for alguma piada de algum programa humorístico... Não tem graça...

De repente, quando Joel terminou sua frase, uma voz ecoou pela sala.

- A-Hahahahahaha!!

Uma voz ecoou pela sala. Era uma risada feminina. Bem alta.

- Ei!! - Gritou Vincent.
- Quem está aí?! - Gritou Valentina.

O grupo todo sentia estar sendo observado.


Capítulo 02 - Gato e Rato


Spoiler:
Naquele instante, ao olharem para cima da escada, ninguém acreditou no que via: Lá estava uma garota, que usava um belo vestido preto e tinha longos cabelos escuros. Mas o mais incrível era a sua aparência: Ela possuía algo que parecia um par de orelhas de gato em sua cabeça, assim como uma cauda comprida que balançava continuamente.

- Ah... Aaahhh!! - Gritou Joel.
- Mas que diabos?! - Disse Valentina.
- Que coisa é aquela?! - Perguntou Diana.
- Ela... Ela está olhando pra nós! - Disse Zero

Em um belo gesto, a criatura pulou do alto da escada, como um verdadeiro felino. E, delicadamente, parou em pé, em frente à eles. Em seguida, ela segurou seu vestido pelas pontas, e fez um gracioso gesto.

- Bem-vindos, caros participantes... Meu nome é Alma.

Vincent continuava não acreditando no que via.

- Vo... Você nos trouxe pra cá...? - Perguntou Vincent.
- Precisamente!

Sérgio cruzou os braços.

- O que é você afinal?

Alma olhou para Sérgio com um olhar confuso.

- Miau? Você não consegue enxergar?
- Bem... Sim, mas... Eu ainda duvido um pouco do que vejo. - Respondeu Sérgio.

Diana parecia irritada.

- Ok, dá pra parar com essa palhaçada? O que viemos fazer aqui?

Alma colocou as mãos em suas costas.

- Ah é... Como dá pra ver, vocês estão participando do meu mais novo Reality Show... O "Sobrevivente".

Joel se espantou.

- Espera um pouco... Eu não me lembro de me inscrever em nenhum Reality Show!
- Miau?
- É isso mesmo! Eu não me inscrevi em nada disso! Eu quero ir embora.

Alma baixou a cabeça.

- Aiai... A gente faz de tudo para tentar agradar os participantes, mas eles parecem não mostrar o menor interesse... Oh, bem...

Alma apontou para o teto.

- Estão vendo aquilo?

Todos olharam para onde Alma apontava. Era uma câmera. Diana se espantou.

- Não me diga que...
- Essa câmera está nos filmando nesse momento? - Perguntou Valentina.
- Precisamente! Vocês estarão sendo transmitidos 24 horas por dia na internet! Eu mesma estou cuidando da divulgação.

Vincent se irritou.

- Isso é errado! Parece que nenhum de nós concordou com isso!
- Tarde demais... Já começou...

Sérgio cruzou os braços e baixou a cabeça.

- Que seja então... Como fazemos para sair daqui afinal?

Alma cobriu a boca.

- Hehehe...

De repente, um clima tenso tomou conta do local.

- Qual é a graça? - Perguntou Zero.
- Que pena... Eu não preparei uma forma divertida de explicar isso... Enfim, vocês estão vendo aquilo?

Alma apontou para uma grande porta que havia na sala. Havia um grande número "1" pintado em tinta vermelha.

- Sim, o que tem? - Perguntou Zero.
- Veja bem... Vocês nesse momento são 7 participantes... Mas aquela porta só vai se abrir para 1 participante...

Alma tentou segurar o riso.

- Em outras palavras, ela não pode se abrir enquanto houverem 7 participantes... Vivos!

Aquela palavra fez todos estremecerem.

- Ah, que pena... Eu vou ter que assistir a gravação pra pegar o susto de todos vocês... Hehe...

Vincent parecia furioso.

- Você... Você não pode estar falando sério!!
- Que pena... Eu queria tanto ter visto a cara de cada um de vocês...
- Isso não tem graça! - Gritou Joel.
- Pelo contrário, tem sim...

Valentina fechou sua mão, com raiva.

- Sua... Sua...
- Opa!! Devo avisar que linguagem obscena não é legal em um Reality! Tem crianças assistindo!
- Você não está sugerindo que matemos um ao outro aqui, não é? - Perguntou Sérgio?

Alma cruzou os braços.

- Não... Claro que não... Suicídio também vale.
- Isso não pode ser verdade... Essa coisa só pode estar de brincadeira! - Disse Diana.

Alma se virou para Diana e mostrou suas unhas.

- Fssst!! Eu estou percebendo uma ameaça vindo de você!
- Que seja, sua criatura medonha!
- O quê?!! Medonha?! Não!! Eu era o gato mais bonito do Pet Shop!!

Naquele momento, Emily estava escrevendo em seu bloco de notas. Em seguida, mostrou para todos.

- [Isso é sério?]
- Ei, que pergunta é essa? Claro que é sério... Eu juro pelas minhas 7 vidas que estou falando a verdade.

Alma olhou para o grupo todo.

- E agora, se me dão licença, eu tenho que checar as câmeras e a transmissão.

Alma retirou de seu bolso um controle remoto. Em seguida apertou um dos botões.

- Tcha-au!

De repente, as luzes se apagaram. Escuridão total.

- Ei!! - Gritou Vincent.
- As luzes! Ela apagou as luzes! - Gritou Zero.

Alguns segundos depois, as luzes se acenderam.

- Ei... Pra onde ela foi?! - Perguntou Vincent.
- Sumiu... - Disse Sérgio.
- Mas... O que faremos agora?! - Perguntou Valentina.

Vincent ficou em silêncio. Aparentemente, algo terrível estava para começar.

- Nãão!!!

Diana batia com força na porta com o número "1" pintado. Sérgio andava de um lado para o outro.

- Não vai funcionar, Diana...

Diana parou de bater, enquanto respirava ofegante.

- Isso é inacreditável... Ela realmente quer que comecemos uma matança para escapar daqui? - Perguntou Vincent.

Valentina cruzou os braços.

- O que faremos agora?

Sérgio se virou para o grupo.

- Por acaso... Alguém aqui já está pensando em matar?

Todos se viraram espantados para ele.

- Co... Como assim, cara? - Perguntou Joel.
- Todos queremos sair daqui, e Alma quer que a gente mate. Se esse Reality for real, e estiver mesmo sendo transmitido pela internet, ela certamente quer audiência. - Respondeu Sérgio.

Vincent se assustou com as palavras de Sérgio.

- Você realmente pensa isso?
- Naturalmente.

Emily começou a escrever. O grupo se virou para ela.

- [Como vamos evitar que alguém morra?]
- Por hoje, vamos focar na individualidade. Cada um vai para o seu quarto e se tranca lá dentro. Eu notei que as portas possuem chave por dentro. Não abram pra ninguém! Ouviram? - Disse Sérgio em tom alto e claro.

Sérgio parecia estar tomando uma atitude de líder, mas por enquanto todos resolveram que era melhor concordar.

- Se é pra não morrer... Que seja. - Disse Diana.
- Ótimo... Então, vamos encerrar esse encontro por aqui.

Zero olhou para seu relógio de pulso.

- São 11 e meia da noite praticamente...
- Isso encerra nosso dia então. Amanhã nos encontraremos e pensamos numa estratégia. Além do mais, eu tenho certeza que a Alma vai aparecer de novo. Lembrem-se: Tranquem a porta!

Todos acenaram positivamente. E assim, o primeiro dia estava se encerrando... Um dia curto, que serviu apenas para a apresentação do Reality Show...


Capítulo 03 - A Estratégia

Spoiler:

Na manhã seguinte, Vincent acordou e pela primeira vez notou que havia uma câmera apontada para ele no teto de seu quarto.

- Ah, é mesmo... Estão nos assistindo na Internet... Espero que pelo menos estejam aproveitando o show.

Vincent saiu do quarto. Ao fazer isso, notou que no final do corredor, Valentina estava observando algo.

- Ei, Valentina...

Valentina se virou.

- Ah, oi Vincent... Bom dia...

Vincent notou que o que Valentina observava era um enorme quadro na parede, que ia do chão até perto do teto. A figura era um castelo.

- Esse quadro é enorme...
- É, mas eu gosto... Esses cenários que lembram contos de fantasia me agradam bastante.
- Ah, sim, você é atriz, não é? Deve gostar desse tipo de cena.
- Bem, por enquanto eu apenas atuo em teatros... Mas meu sonho é um dia trabalhar na Televisão.

Naquele instante, uma voz ecoou de um alto-falante que estava no canto da parede.

- Atenção! Vincent e Valentina, não toquem ou danifiquem os quadros ou qualquer item desse laboratório! Se fizerem isso, serão duramente castigados... Mas se quiserem, talvez suba nossa audiência! Hehehe...

Vincent se virou para Valentina.

- Eu acho melhor nos afastarmos daqui.
- Concordo...

Os dois resolveram sair do corredor e foram até a sala de jantar.

- Ei, bom dia! - Disse Joel.

Todo mundo estava reunido na mesa. Era hora do café da manhã. A mesa estava cheia com vários pães torrados, leite, suco, manteiga e café.

- Ei, quem preparou tudo isso? - Perguntou Vincent.
- Eu... Bem, na verdade eu tive uma grande ajuda... Certo? - Disse Zero.

Emily olhou para Zero e sorriu.

- Ei! Emily te ajudou? - Perguntou Valentina.
- Uau, isso é impressionante! Você gosta de cozinhar, Emily? - Perguntou Vincent.

Emily pegou seu bloco de notas e escreveu.

- [Sim, eu adoro! :-) ]

Vincent sorriu. Diana, Sérgio e Joel já estavam sentados.

- Ei, sentem-se! - Disse Diana.
- Nós temos sorte de ter alguém tão dedicado quanto Emily para fazer isso por nós. - Disse Sérgio.

Zero olhou para Sérgio com certo desprezo.

- Ei... Eu ajudei.

Sérgio riu.

- Ela fez quase tudo sozinha, Zero.

Zero decidiu não argumentar. Todos se sentaram e tomaram o café da manhã em paz. Porém, mais tarde, o grupo se reuniu na sala para uma discussão mais séria...



- Então... Todos dormiram bem? Nenhum evento estranho ou algo do tipo? - Perguntou Sérgio.

Diana negou com a cabeça.

- Estamos todos vivos, então é seguro dizer que tudo correu bem, não?
- E a Alma...? Alguém viu ela novamente? - Perguntou Joel.

Todos negaram.

- Com certeza ela está nos observando agora... Afinal, há câmeras espalhadas em cada cômodo desse laboratório. - Disse Vincent.
- Eu odeio saber que estamos sendo vigiados à todo momento... - Disse Valentina.

Zero, que estava sentado no sofá, tomou a palavra.

- Se realmente isso é um Reality Show sendo transmitido pela internet, não vai demorar muito até a polícia ficar sabendo, não é?

Aquilo fez todos se virarem para Zero.

- Ei... Isso é verdade... Digo, o que ela está fazendo não pode ser legal, não é? - Perguntou Joel.
- Claro que não... Afinal, matar alguém não é algo que você transmite na internet e todo mundo fica calado, não é? - Disse Diana.
- Ela deve ter algo planejado... - Disse Sérgio.

Vincent se virou para Sérgio.

- Como assim? Você quer dizer, um plano para driblar as autoridades?
- Ela deve estar preparada se houver uma invasão nesse laboratório. Eu diria até que... Ela deve ter ameaçado as autoridades.

Valentina se assustou.

- Como... Como assim?!

Sérgio cruzou os braços.

- E se houver algo perigoso nesse laboratório? Algo que ela pode usar como arma para impedir que a polícia sequer nos procure?

No momento em que Sérgio terminou, a grande televisão na frente do sofá se ligou exibindo estática por alguns segundos... Até que Alma apareceu.

- Plim!! Resposta correta!!

Todos se espantaram ao ver Alma na TV.

- Talvez eu não deixei algo claro pra vocês... Se a polícia, ou qualquer autoridade tentar mover um dedo para tirá-los daqui e estragar meu Reality... Tem um enorme explosivo plantado no subsolo desse laboratório que eu posso detonar de onde estiver!

Um frio percorreu a espinha de Vincent.

- Um... Explosivo... Meu Deus...
- Precisamente... Eu não quero fazer isso, e acho que nem as autoridades... Então espero que todos colaborem.

Um instante de silêncio se seguiu.

- Ah, a propósito... Tem um presentinho pra vocês atrás do sofá!

Zero, que estava sentado, se levantou.

- Atrás do sofá? - Perguntou Zero.

Emily foi até atrás do sofá e se abaixou.

- Tem alguma coisa aí, Emily? - Perguntou Valentina.

Emily se levantou e trouxe uma caixa azul com um laço vermelho. Havia a silhueta de um gato preto desenhada na caixa.

- Eu não abro! Pode ser uma armadilha. - Disse Diana.
- Eu gosto de receber presentes, mas esse aí... Eu dispenso, obrigado... - Disse Joel.

Alma riu.

- Não se preocupem, uma das regras do jogo é que o apresentador não pode ferir os participantes.

Emily entregou a caixa para Vincent.

- Ok... Vamos ver...

Vincent tirou o laço da caixa e o entregou para Emily. Em seguida, retirou a tampa. Para sua surpresa, dentro da caixa havia não uma... Mas sete armas. Vincent colocou a caixa no chão e todos olharam.

- Cada revólver possui apenas uma bala, e tem um para cada participante. Eu espero que saibam usá-los bem, hehe... Ah, eu pensei em dar "munição infinita", mas aí não teria graça... Hahahahaha!

A TV se desligou sozinha. Vincent olhava sem saber o que fazer para todas aquelas armas.

- Isso... Isso é um absurdo... - Disse Diana.
- Opa!! Essas armas são de verdade?! - Perguntou Joel.

Zero acenou positivamente.

- Eu já estive em uma guerra e sei muito sobre armas... Esses revólveres são todos reais, eu posso garantir.

Sérgio cruzou os braços.

- Bem... Ela realmente tem pressa, não?
- Não... Eu não vou dar esse prazer pra ela! - Disse Vincent.
- Então, o que faremos? - Perguntou Zero.

Sérgio pensou.

- Vamos colocar essa caixa em algum lugar afastado e escondido. Ninguém toca nessas armas.

Todos concordaram.


Capítulo 04 - Promessa

Spoiler:
Algumas horas depois, Vincent estava deitado em sua cama olhando para o teto. Sua cabeça era tomada por várias perguntas, cujas respostas ele não sabia. Alguém bateu na porta.

- Se quiser conversar comigo, entre... Se for me matar, volte mais tarde.

Emily entrou. Vincent se sentou na cama.

- Ah, é você, Emily... Sente-se.

Emily se sentou ao lado de Vincent. Ela parecia triste.

- O que houve? Você está triste...?

Emily escreveu em seu bloco de notas e mostrou para Vincent.

- [Eu estou com medo.]
- Eu imagino... Essa situação está deixando todos apreensivos, e isso não é bom... Mas vamos tentar manter a calma, Ok?

Emily escreveu em seu bloco de notas novamente.

- [Eu confio em você, Vincent!]

Vincent sorriu.

- Obrigado Emily...

Vincent pensou.

- Emily... Você sempre teve esse... Bem, você sempre teve que se comunicar assim?

Emily escreveu no bloco.

- [Não.]
- Não...? Então você conseguia falar antes? Mas o que aconteceu? Se você quiser me contar...

Emily baixou a cabeça. Em seguida voltou a escrever. Dessa vez, foi um texto bem mais longo do que o normal.

- [Quando eu tinha 9 anos, meus pais e eu sofremos um grave acidente de carro. Eu fiquei em coma durante uma semana. Os médicos disseram que sofro de um trauma, mas eu não entendo o que é isso... Parece que algo me impede de usar minha voz como antes. Algo que eles chamam de psicológico.]

- Eu... Eu não fazia ideia.

Emily escreveu novamente.

- [É difícil pra mim usar a minha voz. Alguma coisa me bloqueia. Meus pais dizem que eu vou voltar a falar normalmente, mas ainda não sei quando. Por enquanto eu me sinto melhor assim...]

Vincent baixou a cabeça.

- Emily, eu... Desculpe se eu te fiz lembrar de alguma coisa...

Vincent se aproximou de Emily e a tocou em seu ombro.

- Emily, eu vou te fazer uma promessa: Todos nós vamos sair vivos desse jogo! Eu não vou deixar que ninguém se machuque! Mas eu peço que você mantenha a calma e confie em mim, certo?

Emily olhou para Vincent e sorriu.

- Ninguém vai morrer! Eu farei tudo que for possível para que todos nós possamos sair desse laboratório!

Emily baixou a cabeça.

- O... Obri... gada...

Vincent se espantou. Pela primeira vez ele ouviu a voz de Emily. Uma voz doce que fez seu coração acelerar.

Naquele instante ele tinha certeza de uma coisa: Ele teria que dar tudo de si para proteger os participantes daquele jogo. Ele não ia deixar que ninguém morresse, seja pelas mãos de Alma ou por algum outro membro do próprio grupo.



Em uma sala escura, haviam vários televisores ligados. Alma estava sentada em uma cadeira tomando um copo de refrigerante, com as pernas cruzadas. Sua cauda balançava enquanto ela assistia uma das TVs que mostrava a sala de estar do laboratório, onde o grupo decidia o que fazer com as armas.

- Hehehe... Vamos logo... Eu estou começando a ficar entediada aqui...

De repente, um celular começou a tocar. Alma colocou o copo em cima da mesa onde estavam os televisores, e retirou o celular do bolso de seu vestido.

- Eu sabia... Tava demorando...

Alma atendeu.

- Miau? Ah, olá... Eu estava esperando a sua ligação... O que posso fazer por você?

A outra pessoa no telefone falava com Alma.

- Você quer que eu os liberte...? Que patético... Você mais do que ninguém devia saber que é o culpado pelo que está acontecendo com eles, não é?

A pessoa continuava falando.

- Hehehe... Está querendo bancar o herói agora? Desculpe, mas eu não posso parar esse jogo... Além do mais, eu acredito que no fundo você deve estar gostando disso... Afinal você apoia a morte, não é verdade?

A conversa continuava.

- Lamento, mas não tenho mais tempo à perder com você... Eu tenho um Reality Show para comandar, sabia? Cara... O público é exigente... E eu não posso desapontá-los... Adeus!

Alma desligou o celular. Em seguida voltou a olhar para os televisores com um assustador sorriso.

- Vamos, participantes... Ou eu vou ter que tomar atitudes mais drásticas...

Alma continuou observando o grupo... Enquanto pensava se não estava na hora de fazer mais alguma coisa.


Capítulo 05 - Incêndio?

Spoiler:
Capítulo 5 - Incêndio?


Vincent abriu os olhos mais uma vez. Acordar de cara para uma câmera não era mais algo que o surpreendia tanto, apesar daquela ser apenas a terceira vez que ele acordava no laboratório.

Lentamente, se levantou da cama. Até que uma voz ecoou do auto-falante do laboratório.

- Atenção, queridos participantes! Eu estou muito furiosa com vocês!
- Essa não... Lá vem...
- Peço encarecidamente que todos compareçam à sala de estar para uma atualização sobre o nosso Reality! Beijos, Alma!

Alma desligou. Vincent tratou de ir logo até a sala.


Zero, Emily e Sérgio já estavam na sala.

- Bom dia... - Disse Vincent.

Emily sorriu.

- Bom dia, Vincent... - Disse Zero.
- Bom dia... Ansioso para ouvir o que Alma tem a nos dizer? - Perguntou Sérgio.

Vincent sentou-se no sofá.

- Não exatamente... Mas temos que fazer o que ela nos manda, certo?

Enquanto falavam, Valentina, Diana e Joel chegaram.

- Bom dia... - Disse Diana.
- Bom dia, pessoal... É aqui o pronunciamento, não é? - Perguntou Joel.
- Bom dia! - Disse Valentina.

Todos se cumprimentaram. De repente, a TV ligou. Alma apareceu, olhando furiosa para eles.

- Bom dia, Alma... - Disse Vincent.
- Como assim, "Bom dia?" As coisas não podiam estar piores!! Já estamos no terceiro dia e ninguém tomou nenhuma atitude!!

Joel coçou a cabeça.

- Bem... Isso significa que estamos todos vivos, não é?
- Exato!! E adivinhem? Ontem eu entrei no Twitter e vi um cara acusando o meu Reality de ser uma farsa!! Vocês estão acabando com meu show!!

Vincent cruzou os braços.

- Talvez seja porque nenhum de nós concordou com isso pra começo de conversa!
- Exato! E se você espera que as coisas vão mudar, pode esquecer! - Disse Zero.
- Cancele logo isso pra irmos pra casa! - Disse Diana.

Alma mostrou suas garras.

- Fsssstt!! Eu não vou sair desse Reality com fama de mentirosa! O meu público é fiel, e eu tenho que manter a qualidade do programa!

Alma riu.

- É por isso que eu preparei mais um... "Incentivo" pra vocês!
- Outra vez? - Perguntou Valentina.
- Garota... Ou gata, sei lá... Você não se cansa disso? - Perguntou Joel.
- É questão de honra... Eu tenho um Reality para manter, sabia?

Sérgio pensou.

- Estranho... Você diz que está nos mantendo em um Reality Show transmitido 24 horas por dia na internet, certo?
- Exatamente!
- Você faz tudo isso sozinha?

Alma se espantou com a pergunta.

- Miau? Você está preocupado com o meu trabalho forçado?
- Eu sou repórter. Eu sei que por trás de um simples programa é necessário toda uma equipe de produção. Me espanta alguém como você agir sozinha.

Alma riu.

- Hehehe... Não se preocupe comigo. Gatos trabalham muito bem sozinhos. E além do mais, eu planejo tudo com muita antecedência.

Sérgio estranhou.

- Enfim, esse Reality está me entediando. Está entediando vocês, e também está entediando meu público. Então, acho melhor vocês se esforçarem um pouco mais!

A televisão desligou.

- Mas que diabos?! Ela não desiste! - Disse Diana.
- Não vai ser fácil sairmos dessa... - Disse Sérgio.
- Eu sinto que ela vai nos torturar cada vez mais... - Disse Zero.

Vincent olhou para todo o grupo.

- Pessoal! Temos que manter a calma! Não podemos nos deixar influenciar pela Alma. O nosso desespero é tudo que ela quer!

Emily começou a escrever em seu bloco de notas.

- [Temos que manter a confiança em nós!]
- Emily tem razão. Não podemos deixar que Alma faça com que nos tornemos inimigos. - Disse Valentina.
- Bem... Talvez se continuarmos vivos, ela cedo ou tarde desista desse Reality...? - Sugeriu Joel.
- Eu acho difícil... Não seria nenhum problema pra ela estender isso até que uma tragédia aconteça. - Disse Sérgio.
- Ei, escutem... Nós já sobrevivemos à primeira tentativa dela, certo? Temos apenas que continuar vivos! - Disse Vincent.

O grupo resolveu encerrar esse encontro e voltar à rotina diária. Porém Vincent notava que aos poucos, os ânimos pareciam ficar mais intensos.


Algumas horas se passaram. Vincent resolveu sair de seu quarto e passar algum tempo com alguém. Ele resolveu ir até uma sala onde haviam vários equipamentos de laboratório. Lá ele encontrou Joel.

- Ei, Joel! Vai tentar fazer algum experimento para nos tirar daqui?
- Ah, é você, Vincent... Não, infelizmente é impossível usar esses equipamentos.

Vincent estranhou.

- Por quê?
- Está tudo quebrado, e parece que um furacão passou por aqui.

Agora que Joel disse isso, Vincent notou que o laboratório estava uma bagunça. Haviam vários frascos quebrados pelo chão, equipamentos derrubados, papéis com fórmulas espalhados por toda a sala, e as mesas estavam totalmente desorganizadas.

- Uau... A Alma não se preocupa em limpar as coisas? - Perguntou Vincent.
- Estou mais preocupado com o que estava acontecendo por aqui... Será que ela estava tentando criar algum tipo de arma química ou um monstro daqueles filmes de terror dos anos 80?
- Bem, ela já disse que tem uma bomba implantada no subsolo dessa construção, então acho que não precisaria disso...

Joel foi até perto de uma das mesas.

- Olha isso aqui!

Vincent se aproximou. Havia algo que parecia ser marcas de queimado na madeira da mesa.

- Mas o que é isso...? Houve fogo por aqui?
- Se foi um incêndio, explica porque está tudo destruído dessa forma. Eu notei algumas cinzas no chão, provavelmente dos papéis...

Vincent coçou a cabeça.

- Um incêndio... Quando será que isso aconteceu?
- Não dá pra saber... Pode ter sido semana passada, ou anos atrás, supondo que Alma nunca tenha limpado nada. Bem, eu trabalho como humorista, não sou detetive...

Vincent olhou para a parede atrás de um armário.

- ...Hã?

Na parede havia um suporte para extintor de incêndio. Porém não havia nada dentro. Em outras palavras, alguém havia usado o extintor...


Última edição por Alexandre em Qua Out 18, 2017 8:36 pm, editado 11 vez(es)

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Re: Deathmatch

Mensagem por Eder em Seg Out 16, 2017 9:29 am

Ei, eu ainda ouço rádio! Inclusive, estava ouvindo enquanto lia o capítulo xD

Pelo visto, é mais uma história no estilo sobrevivência. Aguardando os próximos capítulos (e o primeiro a morrer xD).
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Re: Deathmatch

Mensagem por Alexandre em Seg Out 16, 2017 8:17 pm

Eder escreveu:Ei, eu ainda ouço rádio! Inclusive, estava ouvindo enquanto lia o capítulo xD.

xD

Coloquei os capítulos em Spoiler pra não ficar muito grande na página. Eu já tenho a fic pronta aqui (Ela é do ano passado na verdade), mas vou postar aos poucos.

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Re: Deathmatch

Mensagem por Alexandre em Seg Out 16, 2017 9:04 pm

Capítulo 2 adicionado.

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Re: Deathmatch

Mensagem por Filme Sentimental em Seg Out 16, 2017 10:55 pm

Boa, Alexandre. Eu não esperava entrar aqui e ver fic nova tão cedo.
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Re: Deathmatch

Mensagem por Alexandre em Ter Out 17, 2017 1:27 am

Filme Sentimental escreveu:Boa, Alexandre. Eu não esperava entrar aqui e ver fic nova tão cedo.

É... Na verdade essa que eu tô postando eu escrevi no ano passado, mas tá valendo. xD

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Re: Deathmatch

Mensagem por Eder em Ter Out 17, 2017 9:04 am

Capítulo 2 lido. Não esperava que a apredentadora fosse parente da Felicia xD
Bom, pelo menos não é o Pedro Bial com seus discursos...
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Re: Deathmatch

Mensagem por Alexandre em Ter Out 17, 2017 8:00 pm

Eder escreveu:Capítulo 2 lido. Não esperava que a apredentadora fosse parente da Felicia xD
Bom, pelo menos não é o Pedro Bial com seus discursos...

Eu não tinha pensado nisso! Os discursos do Bial são essenciais. xD

Capítulos 3 e 4 adicionados.

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Re: Deathmatch

Mensagem por Eder em Qua Out 18, 2017 8:25 am

A "atitude drástica" da Alma poderia ser o uso dos discursos do Bial xD
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Re: Deathmatch

Mensagem por Alexandre em Qua Out 18, 2017 8:36 pm

Eder escreveu:A "atitude drástica" da Alma poderia ser o uso dos discursos do Bial xD

Mas se fosse assim ninguém ia sobreviver até o final. xD

Capítulo 5 adicionado.

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Re: Deathmatch

Mensagem por Eder em Qui Out 19, 2017 9:33 am

#ORealityDaAlmaÉUmaFarsa

Será que foi experimento de algum inventor (que criou uma churrasqueira de controle remoto)?
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Re: Deathmatch

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