Ainda existe gamer hardcore?

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Ainda existe gamer hardcore?

Mensagem por infernosword em Qua Abr 19, 2017 2:03 am

Muitos sabem que eu faço tópicos com alto teor critíco e que nem eu mesmo me aguento em certas circunstâncias. Hoje mesmo eu fui a um evento, e o que era para ser diversão, se tornou uma frescurada do caramba e claro, eu só me estressei. Por isso, apesar do tema ser espinhoso, eu quero levar uma discussão saudável e leve com aquelas que são as pessoas que mais entendem de videogame que eu conheço na Internet, logo depois de eu mesmo, claro. Vou falar umas bobagens aqui, mas é tudo na melhor vibe. Youtube, musiquinha calma e vamos lá!

Li naqueles sites que vendem notícias sobre tecnologias que, segundo um instituto de pesquisa reconhecidíssimo pela atuação nos campos de cu e piroca, a maioria dos jogadores do Brasil são, na verdade, jogadoras. Isso mesmo, a mulherada tomou conta. Isso é interessante, porque eu diria exatamente o contrário, caso me perguntassem. A única mulher que eu vi jogando videogame pra valer foi a mãe de um amigo meu, que zerou o Donkey Kong Country, há uns 300 anos atrás.

Confesso, contudo, que os tempos mudaram. Recentemente fui ao paraguaizinho (conhecido como camelô no resto do mundo) da minha cidade com um primo meu para comprarmos coisas inúteis e lá, conhecemos um maluco e sua namorada. Ele queriam descolar um jogo para jogarem juntos (algo impensável na minha geração, há uns 10 anos atrás, afinal videogame era coisa de boiola que não sai de casa). Muito simpáticos, o piá tomou a frente de desferiu: "Cara, você não tem aí o Diablo 4 para Playstation 3?" Antes que eu pudesse sequer terminar o trajeto de minhas sinapses nervosas de sarcasmo, a dama o corrigiu: "Não, você quer o Diablo 3 para Playstation 4.". O cara tentou se corrigir falando mais algumas abobrinhas sobre o existente (pelo menos na cabeça dele) Diablo 4, calou a boca e pagou a cópia (original) do jogo (até porque feminismo vai, feminismo vem, mas quem sempre morre numa moeda é o homem).

Meu primo me olhou, eu olhei para ele, aí rolou um clima... ops história errada xD e aí, sem falarmos nada, percebemos que as coisas não eram mais como antes, onde meninos brincavam de boneca e meninas de assalto ao posto do Gugu, ou algo que o valha. Percebemos que fomos testemunhas de uma transformação social digna dos relatos de Piaget, ou algo como uma experiência social marxista pós-moderna.

Não se tratavam de gamers hardcore, pelo menos não ao meu ver, que por sinal é bem aguçado (o rapaz, pasmém, pede um jogo que nem existe e a menina é uma bem informada). Não são aqueles seres cujo o interesse central da vida era fechar um jogo, que eu conheci nos anos 90-00, que frequentavam corujões, lan-houses de péssima segurança, locadoras e faziam campeonatos informais oficiais. Essa é a minha definição de jogador hardcore, os caras das antigas que veneravam os games, independente da plataforma (depois começou essa putaria de gamer de console e gamer de PC, mas isso é para uma outra Quarta-Feira). Será que esses caras morreram? Ou encaretaram? Ou "evoluiram"? Não sei dizer. Só sei que os namorados eram pessoas que estavam de bobeira e queriam curtir um game. Juntos.

Penso nisso porque na famigerada matéria tinha, claro, os tóxicos comentários, esses sim dignos da "comunidade gamer", desde os primórdios. A maioria esmagadora era de homens que provavelmente tinham certa experiência no assunto e, assim como eu, duvidando da pesquisa. O que esses caras fizeram, no entanto, e onde eu me excluo, foi falar coisas do tipo "Veia jogando Candy Crush também conta?", "Mulher gamer é como sapato sem sola" e "Ninguém desses aí é hardcore". Coisas do tipo, pra não baixarmos o nível.

O fato é que, sem um parâmetro para o tal Hardcore gamer, nós não sabemos nada de porra nenhuma. Portanto, fica difícil pesquisar o assunto (como o tal instituto fez) e ainda mais difícil comentar algo sobre, seja a favor ou contra, afinal o tema é tão abstrato e subjetivo que gera uma conversa caótica entre loucos. Eu mesmo tenho que me basear pura e simplesmente na minha própria experiência para poder sequer traçar um pequeno esqueleto daquilo que eu acho que seja próximo do assunto tratado e, à partir disso, tirar conclusões igualmente subjetivas, na esperança fútil de estar sendo o mais científico possível.

Pensando bem, se fosse para questionar, começaria com um "Hard quem?", seguido de um "e isso lá quer dizer alguma coisa?"

Escrito por um gamer hardcore.
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Re: Ainda existe gamer hardcore?

Mensagem por Eder em Qua Abr 19, 2017 10:29 am

Respondendo a pergunta do tópico, existe sim. Chama-se Ana Maria Braga xD

Mas falando sério, qual é a definição de gamer hardcore? A pessoa que passa várias horas jogando? Mas aí, a "Veia que passa horas jogando Candy Crush" seria considerada hardcore?
Ou é o jogo que influencia? Para ser hardcore gamer você tem que fechar aqueles jogos quase impossíveis, pegando todos os finais, até aquele mais trabalhoso em que seu personagem morre só de respirar? Então o cara que terminou o jogo no modo normal ou não coletou todas as bugigangas para conseguir 289% no save file não é hardcore? Todo o esforço dele é desmerecido por conta disso?

Parando para pensar, será que essa definição de "casual x hardcore" não entra no mesmo quesito de "console x PC" ou "games antigos x games novos", só para que algumas pessoas se achem melhor do que as outras por conta do que ela dispõem? Para exemplificar, será que o cara que montou um PC gamer de última geração não se acha um jogador melhor do que os outros, só para tentar justificar seus gastos? Ou então o cara que não tem condições de comprar o console recém-lançado diz que jogos antigos são melhores só por causa disso? Ou, para finalizar, o cara que comprou um "Diablo 4 para PS3" quer desdenhar da "véia do Candy Crush", só porque ela se diverte com um jogo simples, enquanto ele comprou um jogo por impulso, seja porque ele recebeu boas notas no Metacritic, seja porque todo mundo que tem esse console comprou esse jogo.

No fim, acabei falando muito e não disse nada. Se for para sintetizar minha opinião, acho que mais do que títulos, o importante é jogar para se divertir.

Escrito por um cara que joga com certa frequência, para se divertir (e que talvez tenha escrito tudo isso só para justificar o seu estilo como jogador).
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Re: Ainda existe gamer hardcore?

Mensagem por Willi em Qua Abr 19, 2017 10:43 am

Minha criação consumindo conteúdos dos anos 90 durante os anos 2000 (filmes, animes, desenhos, games) não me permite considerar como "jogo" esses caça-níqueis de celular, entupidos de microtransações e cheios de "travas" atreladas a convites de redes sociais e vidinhas doadas por amigos. Pra mim, isso é tanta sujeira, spam, bloatware, quanto joguinhos em flash encontrados em sites cheios de vírus, que funcionam sob o mesmo comportamento. Não me entendam mal: não é por "estar no celular" que "não é jogo". Há pérolas ali, East New World e Badland que o digam. Mas a maioria é lixo, lixo consumido em massa pela massa, e se consumir esse tipo de "jogo" é critério de avaliação em pesquisa de público, quer dizer que a pesquisa está errada e que quem fez ela não entende caralha nenhuma de games.

Aprendi a não ser tão chucro. Uma vez eu também dizia que "FIFA não era jogo", mas é fato que jogos não são só os de zerar campanha. Existe FIFA, existe Tetris, existe Top Spin, e todos estes são, sim, jogos. Mesmo não tendo uma história ou um personagem que sofre upgrades e vai ficando mais forte, esses jogos possuem uma estrutura, um acabamento, uma integralidade, um "peso". O mesmo não pode ser dito de fazendinhas e Candy Crushes da vida.

Um exemplo: o supracitado Impacto Doce e o Bejeweled, que o Alexandre me deu de presente na Steam (). Ambos são games cuja mecânica é juntar peças iguais para eliminá-las, à fim de completar quests naquele tabuleiro e avançar para a próxima fase. Em Bejeweled, existem várias mecânicas de jogabilidade diferentes, uma trilha sonora que eu sempre imagino sendo executada por uma orquestra num grande salão, efeitos visuais exuberantes, vários modos de jogo, e tudo que o jogador precisa para progredir é aprender os truques e manhas, como se faz em qualquer Mario ou Sonic. Já no jogo dos docinhos, temos UMA mecânica, UM modo de jogo, trilha sonora genérica, efeitos visuais que rodam com fluidez em pouquíssimos celulares, uma sensação de progresso quase imaginária, MAAAS, a dependência social ou monetária para conseguir avançar. Algo que não está ao alcance do jogador, algo que precisa ser feito em comunidade mas que também não chega a ser enquadrado como "multiplayer". Eu chamo isso de spam. Dois jogos semelhantes, um íntegro e bem feito, Jogo, o outro uma merdinha mobile, joguete, que é o termo menos agressivo que eu consigo usar pra jogo que não é jogo.

Uma vez tinha aquela ideia de que "Wii é pra casuais e PS3/X360 é pra hardcores". Não é bem assim. Casual ou hardcore vai da maneira com a qual você quer "comer" aquele jogo (*comer = expressão emprestada do meu pai que sempre a utiliza para dizer que "comia" livros em sua juventude, de tanto ler). Seja do gênero que for, pode ser FIFA ou The Witcher. Tenho um amigo que destrinchou FIFA 07 até as entranhas, e outro que tem The Witcher 3 e só joga quando vamos na casa dele. Quem faz o hardcore ou o casual é o jogador, e não o jogo. PORÉM, você é um gamer casual ou gamer hardcore, desde que jogue games. Você não é, e nunca será, nem nos seus melhores sonhos, porra de gamer nenhum por jogar Clash of Clans. E isso quem diz não é um véio ranço de 40 no corpo de um jovem de 20, mas sim a experiência, a vivência e a base crítica que este jovem de 20 tem pra falar. Então senta e ouve quieto, seu modinha de merda.

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Re: Ainda existe gamer hardcore?

Mensagem por Alexandre em Seg Abr 24, 2017 12:17 pm

Willi escreveu:Uma vez tinha aquela ideia de que "Wii é pra casuais e PS3/X360 é pra hardcores". Não é bem assim. Casual ou hardcore vai da maneira com a qual você quer "comer" aquele jogo (*comer = expressão emprestada do meu pai que sempre a utiliza para dizer que "comia" livros em sua juventude, de tanto ler). Seja do gênero que for, pode ser FIFA ou The Witcher. Tenho um amigo que destrinchou FIFA 07 até as entranhas, e outro que tem The Witcher 3 e só joga quando vamos na casa dele. Quem faz o hardcore ou o casual é o jogador, e não o jogo. PORÉM, você é um gamer casual ou gamer hardcore, desde que jogue games. Você não é, e nunca será, nem nos seus melhores sonhos, porra de gamer nenhum por jogar Clash of Clans. E isso quem diz não é um véio ranço de 40 no corpo de um jovem de 20, mas sim a experiência, a vivência e a base crítica que este jovem de 20 tem pra falar. Então senta e ouve quieto, seu modinha de merda.

Eu ia fazer um comentário sobre gamer casual e hardcore, mas o texto do Willi já resume tudo.

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Re: Ainda existe gamer hardcore?

Mensagem por infernosword em Ter Abr 25, 2017 4:09 am

Peraí. Vocês falarem que não existe esse negócio de plataforma e jogo hardcore e em seguida falarem que quem joga tal coisa é modinha não faz sentido algum. Ou existe jogo e plataformas hardcore ou não existe.
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Re: Ainda existe gamer hardcore?

Mensagem por Alexandre em Ter Abr 25, 2017 6:40 pm

infernosword escreveu:Peraí. Vocês falarem que não existe esse negócio de plataforma e jogo hardcore e em seguida falarem que quem joga tal coisa é modinha não faz sentido algum. Ou existe jogo e plataformas hardcore ou não existe.

Eu penso igual o Willi: Se a pessoa joga com gosto, com vontade, determinado(s) jogo(s) já pode ser chamada de Hardcore, não importa se é GTA, Mario ou Pong. Agora a parada da modinha eu não sei o que dizer.

EDIT: Acho que eu entendi o que ele quis dizer: Gamer hardcore é aquele que joga porque gosta, porque é gamer mesmo. Mas tem aquelas pessoas que só jogam um jogo porque tá todo mundo jogando, como Candy Crush.

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Re: Ainda existe gamer hardcore?

Mensagem por Vibastos em Ter Abr 25, 2017 8:20 pm

Mas e se o cara for tipo um pro no candy crush ou joguinhos desse tipo? O cara ta no topo do leaderboard e mesmo assim não é hardcore?
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Re: Ainda existe gamer hardcore?

Mensagem por Sage Of Light em Qui Abr 27, 2017 11:56 pm

Eu tenho a visão mais parecida do que disseram, o "hardcore" vai pela determinação do jogador.
Criando dois cenários no A podemos ter um pro de um Candy Crush da vida que tem todos os macetes de como terminar mais rápido e etc jogando por horas e no B podemos ter um jogador no seu hack n slash com a dificuldade very easy we não se importa com o universo do jogo e termina sem procurar finais secretos e armas novas e nunca mais toca no jogo.


O que mais me preocupa é o user friendly dos jogos que em consequência estão matando os hardcores. Tipo franquia A mudando radicalmente com medo do público maior que chegou agora poder largar na primeira tentativa por ser "difícil".
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Re: Ainda existe gamer hardcore?

Mensagem por infernosword em Sex Abr 28, 2017 12:29 pm

Willi escreveu:Aprendi a não ser tão chucro. Uma vez eu também dizia que "FIFA não era jogo", mas é fato que jogos não são só os de zerar campanha. Existe FIFA, existe Tetris, existe Top Spin, e todos estes são, sim, jogos. Mesmo não tendo uma história ou um personagem que sofre upgrades e vai ficando mais forte, esses jogos possuem uma estrutura, um acabamento, uma integralidade, um "peso". O mesmo não pode ser dito de fazendinhas e Candy Crushes da vida.

Esse é o parágrafro que resume a minha opinião, só que ao contrário. Esse papo de estrutura, acabamento, integralidade... quer dizer, que merdas são essas? Como passei a minha vida jogando sem saber o que é isso? Parece-me, na verdade, que tais adjetivos são baboseiras genéricas que os entendidões dos jornalistas e reviewers (não me refiro a você, obviamente) inventam para justificar um artigo e por consequência colocam na mente da piazada como se fosse um padrão de qualidade. Uma bobagem, já que esses caras não sabem nada e quando sabem, as empre$as em que trabalham fazem o favor de deixá-lo$ e$quecer. Abra sua mente, chucrão! Mídia = Money.

Ale escreveu:Eu penso igual o Willi: Se a pessoa joga com gosto, com vontade, determinado(s) jogo(s) já pode ser chamada de Hardcore, não importa se é GTA, Mario ou Pong. Agora a parada da modinha eu não sei o que dizer.

EDIT: Acho que eu entendi o que ele quis dizer: Gamer hardcore é aquele que joga porque gosta, porque é gamer mesmo. Mas tem aquelas pessoas que só jogam um jogo porque tá todo mundo jogando, como Candy Crush.

Tem muita gente que jogou GTA V e LOL, por exemplo, só por modinha. E mesmo que o tenham feito, eles não podem se tornar hardcores? Quer dizer, não estamos ajudando a definir e manter o estereótipo de castas intransponíveis entre as pessoas que jogam, de novo pelo tipo de jogo jogado? Vai de cada um. Eu acho que sim.

Vibastos escreveu:Mas e se o cara for tipo um pro no candy crush ou joguinhos desse tipo? O cara ta no topo do leaderboard e mesmo assim não é hardcore?

Imagine se não... O jogo é jogado por trilhões de pessoas e o cara ainda consegue ser top, mesmo com tanta concorrência (diga-se bem maior do que muitos jogos tidos como competitivos). Se esse cara não é hardcore, então eu não sei o que ele é. Alienígena, talvez.

Sage escreveu:O que mais me preocupa é o user friendly dos jogos que em consequência estão matando os hardcores. Tipo franquia A mudando radicalmente com medo do público maior que chegou agora poder largar na primeira tentativa por ser "difícil".

Esse é um bom ponto, muitas franquias fizeram isso. Muitas só pelo dinheiro que conseguiriam em um público "casual". Mas aí, nesse caso, eu acho que se trata mais de "se vender" e prostituir a qualidade de um jogo do que realmente se adaptar e mostrar "como cuidamos e nos importamos com experiência do jogador/cliente/mané que joga". Não lembro de um bom caso onde isso tenha dado certo. Certo?
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Re: Ainda existe gamer hardcore?

Mensagem por Sage Of Light em Sex Abr 28, 2017 1:45 pm

Quando eles faturam em cima de um nome acaba dando errado cedo ou tarde, mas até lá o faturamento eles já conseguiram.


Infelizmente hoje é mais difícil manter um coisa mais "hardcore" no.nível de conseguir se sustentar financeiramente. Por isso acabo dando mais crédito a equipes como a Platinum que fazem trabalhos mais "freelancers" em outras.empresas em troca de conseguir criar depois algo mais autoral com maior liberdade independente dos riscos (tinha a Konami uma certa época mas depois de umas tretas recentes [vamos ferrar o último título da franquia cortando os recursos e depois demitir o diretor e criar um jogo survive de zumbis com o que sobrou da franquia "viva pachinkos"] fica complicado).
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Re: Ainda existe gamer hardcore?

Mensagem por infernosword em Sab Abr 29, 2017 6:43 am

Cabe também uma outra discussão sobre a qualidade dos games, já que o assunto foi para esse lado. Algo como, o que define um jogo ser AAA ou indie. É só dinheiro, número de pessoas envolvidas, tempo de desenvolvimento, aclamação. Outra coisa, ser um AAA, ser um indie, ou qualquer outra coisa nesse meio é garantia de sucesso?
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Re: Ainda existe gamer hardcore?

Mensagem por Sage Of Light em Sab Abr 29, 2017 9:00 am

infernosword escreveu:Cabe também uma outra discussão sobre a qualidade dos games, já que o assunto foi para esse lado. Algo como, o que define um jogo ser AAA ou indie. É só dinheiro, número de pessoas envolvidas, tempo de desenvolvimento, aclamação. Outra coisa, ser um AAA, ser um indie, ou qualquer outra coisa nesse meio é garantia de sucesso?
Costuma Ser considerado AAA pela equipe e investimento.
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Re: Ainda existe gamer hardcore?

Mensagem por Willi em Qui Jun 29, 2017 11:55 am

Ressuscitando o tópico, tem alguns pareceres que não dei anteriormente e gostaria de trazê-los para a mesa novamente.

infernosword escreveu:Esse papo de estrutura, acabamento, integralidade... quer dizer, que merdas são essas? Como passei a minha vida jogando sem saber o que é isso? Parece-me, na verdade, que tais adjetivos são baboseiras genéricas que os entendidões dos jornalistas e reviewers (não me refiro a você, obviamente) inventam para justificar um artigo e por consequência colocam na mente da piazada como se fosse um padrão de qualidade. Uma bobagem, já que esses caras não sabem nada e quando sabem, as empre$as em que trabalham fazem o favor de deixá-lo$ e$quecer. Abra sua mente, chucrão! Mídia = Money.
Esses elementos eu não peguei de nenhum site ou redator. Desde criança, eu sempre diferenciei jogo de joguinho. Sempre. Antes da internet, antes do acesso à mídia, antes dos amigos que falavam de games, antes de tudo. Lá no começo, quando era só eu e meu console, eu já sabia que o Mario era "o" Mario. Minha preferência era Aladdin, Mickey 3, Turtles in Time, mas eu sempre entendi que o Mario era mais. O Donkey Kong andava perto. Aí vinham Aladdin, Mickey, Tartarugas. E lá embaixo, beeeem depois, ficavam Universal Soldier, Astérix... Creio que eu não precise explicar a quê estou me referindo, vocês entenderam. E é mais ou menos por aí que a indústria funciona, e que a classificação dos jogos funciona.

Hoje em dia eu amo Far Cry. Ele estaria onde Donkey Kong estava. Mas ele nunca será maior que o "Mario" de hoje em dia (aquele barbudo careca com as correntes). Isso se mede por hype, por vendas, por experiência proporcionada, por acabamento do produto, etc. E joguinhos de celular, esses lixos mobile, cheios de microtransações e travas de tempo para continuar jogando, são menos que Universal Soldier. Soldier podia ser uma hack de Super Turrican lançada sem licença, mas ainda era bem feitinho, divertido, tinha seus bugs e jogabilidade dura, mas no frigir dos ovos proporcionou uma experiência épica para quem o jogou, nostálgica até hoje. E o que um joguinho mobile nos proporciona? Que legado ele deixa? Cadê o impacto do "pós-jogo"? Não tem nada. É vazio. Apenas desinstalamos para trocar por outro que possa oferecer a mesma coisa com menos travas. Esse é o ponto a que me refiro.

Você pode não conhecer os adjetivos que usei acima (estrutura, acabamento, integridade), mas isso não quer dizer que eles não existam. Na verdade, esta pode ser uma oportunidade pra você abrir sua mente e aprender com os outros, tal como os outros tanto fazem para aprender contigo.

Existem jogos, joguinhos e lixo. A gente sabe qual é qual. Não precisamos de hipocrisia para reconhecê-los corretamente.

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