Noções sobre o desenvolvimento de jogos eletrônicos - Parte V - Freezie!

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Noções sobre o desenvolvimento de jogos eletrônicos - Parte V - Freezie!

Mensagem por infernosword em Sex Nov 27, 2015 3:17 am

Nos tópicos anteriores passamos pelos assuntos físicos, lógicos, comerciais e humanos que envolvem a produção de consoles e games. Vimos uma breve teoria sobre esses assuntos, afim de dar uma noção e um norte a discussão e porventura, aguçar a curiosidade para cada um deles. Lembro que o objetivo desses pequenos textos é dar informações para a formação da argumentação do leitor e não o de criar axiomas fixos e imutáveis sobre esses assuntos. Portanto, não tome como verdade absoluta o que foi escrito aqui, mas tome como referência e ponto de início para uma eventual pesquisa. Tendo isso dito, voltemos a discussão deixada ao vento no tópico passado: Por que, apesar das inúmeras otimizações, os PCs são (ou parecem ser) mais performáticos em relação aos consoles quando falamos de games?

Já vimos que os consoles são na verdade PCs cujo principal objetivo é o de reproduzir games. Vimos também que a forma em que são desenhados, concebidos e produzidos difere um pouco dos PCs convencionais, além do fato de atingirem o mercado de uma forma diferente. A pergunta a cima já pode, portanto, ser respondida com o conteúdo dos tópicos anteriores individual ou coletivamente, além de com base nos conhecimentos do leitor, mas permita-me fazer uma pequena comparação que eu acho que ilustra bem essa questão, pontua os tópicos e põe um ponto final na minha argumentação.

Peguemos como exemplo o console Xbox 360 e a linha de processadores para computadores pessoais da Intel. Sabemos que o Xbox foi lançado no fim de 2005, então podemos estimar, com base em algumas pesquisas rápidas, que o desenvolvimento do console iniciou-se em meados de 2003. Nessa mesma época, o que havia de acessível e avançado para o consumidor comum era o processador Pentium 4 3.2 GHz. Portanto, era de se esperar que se o console tivesse o conceito de sair na vanguarda do processamento, daqui há uns dois anos, teria que ser com um processador que tivesse capacidade semelhante ao que havia disponível. Foi o que aconteceu. A Microsoft firmou uma parceria com a IBM e desenvolveram o processador Xenon, de frequência 3.2 GHz, repetida por três núcleos, algo que na época era inovação. Contudo, a produção de novos processadores para PC não parou: nesse ponto da linha do tempo (ou seja 2005) o que havia disponível por parte da Intel era o Pentium 4 Extreme Edition 4.0 GHz 64-bit (que veio a ser um dos últimos exemplares da longínqua família Pentium 4 e um dos últimos processadores de um único núcleo que vieram a ser produzidos), que trazia suporte a arquitetura 64 bit. Note que aqui já temos um salto de tecnologia do computador de mesa, mesmo o console ainda nem ter sido lançado. Continuamos seguindo a linha de raciocínio: em 2007 o Xbox 360 recebeu uma atualização de hardware (devido aos desbloqueios descobertos na época e uma falha de super-aquecimento da placa anterior). Essa revisão trouxe um processador de mesma capacidade, porém produzido na tecnologia de 65 nm afim de evitar o aquecimento da peça. No mesmo ano, tínhamos a consolidação dos processadores de múltiplos núcleos no mercado, como os famosos Core 2 Duo. Seguindo a linha, temos os lançamentos de revisões do Xbox 360, acompanhadas da recíproca dos processadores Intel acessíveis na época. Note que no lançamento do Xbox 360 Slim, houve uma nova troca de tecnologia do processador, para 45 nm, mas sem alteração de frequência significativa.


Se pegarmos o ano de 2014, que é praticamente o fim da vida comercial intensa do console (e início de um novo ciclo de produto), temos dois processadores para comparar. Se você adquirir um Xbox 360 Super Slim nesse período, vai contar com um videogame equipado com um processador muito parecido com o que equipava o antigo Xbox 360 do lançamento. Em compensação nos processadores de PC, estaremos falando de um i7 de sexta geração, que dispões de oito núcleos, 64 bit, rodando a quase 4 GHz de frequência. Portanto, a resposta está aqui. O que acontece é que a retrocompatibilidade entre as versões antigas do Xbox 360 e as novas deve existir para garantir que um jogo adquirido em 2012, por exemplo, rode num console de 2004. Já imaginou você ter que comprar um Xbox 360 Slim para jogar um jogo novo para Xbox 360? Ninguém iria fazer isso, não é mesmo? Seguindo esse princípio, a Microsoft inteligentemente não "deu um upgrade" no processador do Xbox 360 durante as revisões. Primeiro porque se os processadores mais novos fossem mais poderosos, rodariam os jogos mais antigos muito mais rápido do que os processadores originais, podendo causar problemas de performance entre os consoles. Segundo porque para sanar esse problema, teriam que colocar os processadores novos rodando a um clock inferior, ou seja, usariam um processador mais poderoso (e caro) para rodar a mesma frequência que um processador mais antigo (e barato). Não faz sentido.

Em compensação, quando analisamos o quadro PC, vemos que não há preocupação de retrocompatibilidade. O jogos saem com uma lista de requisitos mínimos e caso o seu equipamento não se aproxime deles, o jogo não rodará com a performance desejada. Como estão sempre evoluindo, tanto os processadores quanto os jogos se aproveitam da máxima tecnologia disponível no momento, porém que rapidamente se desfaz, num período de no máximo uns 4 anos. Portanto sim, os computadores possuem melhor performance porque estão sempre atualizados e as versões dos games lançadas para eles não precisam respeitar tantas regras de compatibilidade, ainda que as opções de mudanças gráficas seja já para minimizar esse efeito. Porém se você analisar de uma outra forma, notará o seguinte detalhe: Um computador novo, comprado em 2007, por exemplo, vai poder desfrutar de jogos até 2011, 2012, sem perda de performance. Por outro lado, um Xbox 360 comprado em 2004, pode desfrutar de uma biblioteca de jogos que vai de 2003 até 2013.

Portanto, a melhor escolha é aquela que é feita sob os termos apontados por esses tópicos. Espero que as informações sejam úteis no melhor entendimento da questão e que de uma maneira ou outra ajude no embasamento das opiniões e claro, que fomente a curiosidade de todos sobre o assunto.



Última edição por infernosword em Sex Nov 27, 2015 6:53 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Noções sobre o desenvolvimento de jogos eletrônicos - Parte V - Freezie!

Mensagem por J. Marlon em Sex Nov 27, 2015 6:03 am

Ei, Sr. Inf, põe uns botões/links no final de cada texto ligando os tópicos, apontando os assuntos (Anterior e próximo), ou quem sabe uma espécie de índice logo no começo. Isso pode facilitar leituras futuras (De marujos trazidos pelo Google, principalmente), além de não deixar o material completamente largado (E perdido) pelo fórum.

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Re: Noções sobre o desenvolvimento de jogos eletrônicos - Parte V - Freezie!

Mensagem por infernosword em Sex Nov 27, 2015 5:28 pm

Vou fazer!

EDIT: Adicionado índice master e navegação entre os tópicos!

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Re: Noções sobre o desenvolvimento de jogos eletrônicos - Parte V - Freezie!

Mensagem por Willi em Sab Nov 28, 2015 11:56 am

Portanto sim, consoles possuem melhor otimização. Faz-se jogos mais modernos rodarem em equipamentos não tão atualizados, e em uma performance à qual o computador munido de peças equivalentes não rodará, justamente pelo fato de o console ser todo projetado para reproduzir games, e o computador ter toda uma gama de tarefas para dar conta além do game.

Inclusive, me lembro de quando o PlayStation 3 foi lançado, ele era o ápice da tecnologia, o santo-graau dos games, PC nenhum rodava os jogos que ele rodava. Tanto ele quanto o Xbox 360 foram concebidos com algo próximo do top de linha em sua época. Apenas PCs NASA podiam se equiparar aos dois.

O mesmo não ocorre com a atual geração de consoles. O PlayStation 4 e o Xbox One foram concebidos com peças equivalentes às que o pessoal usava para jogar jogos da geração passada no High ou Ultra no PC. i5 de 2.X GHz, GTX 660 e 8GB de memória é o que esses consoles contém em si (claro que não estas peças, mas peças equivalentes), ao invés de algo próximo do top de linha dos PCs hoje em dia, como i7 3.X GHz, GTX 780 e os mesmos 8GB de memória. Dessa maneira, esses consoles foram lançados ao mercado já mais defasados do que o normal, e também se tornarão ultrapassados mais rapidamente. Isso somado aos sistemas pesadíssimos que eles contém em si, e ainda as trocentas funções online e de menus e submenus, faz com que eles praticamente sejam um PC, e como todo PC, tenham seu poder de fogo "sugado" pelo sistema. E aí, é The Witcher 3 caindo para 20 FPS, Call of Duty Black Ops 3 que não segura em 60 FPS, Fallout 4 com quedas a 0 FPS, entre outros escândalos.

E aqui vem a magia negra: Os mesmos PCs de i5 e GTX 660 que rodavam os jogos da geração passada no High ou Ultra, continuam rodando os games atuais no Médio ou High (ou até no Ultra falando de títulos bem otimizados, como GTA V). Tem-se PCs inferiores aos consoles, como os basicões de i3 e GTX 750Ti, se equiparando aos consoles, e PCs em teoria equivalentes aos consoles, os batendo de longe.

Agora me diga se qualquer PC dos anos 90 era capaz de rodar os jogos com a qualidade que os mesmos tinham no Super Nintendo e no Mega Drive. Ou um computador do início dos anos 2000 que aguentasse Call of Duty 2 com a maestria que o PS2 tinha para com a obra. E o GTA San Andreas que só o PC da Lan House da esquina ou do amigo ricolino conseguiam rodar? Consoles nessas épocas eram lançados com o hardware tão próximo do top de linha, que até os PCs alcançarem, a geração de consoles já tinha mudado. Ao contrário de hoje, jogar em videogame é que era motivo de admiração e até inveja branca dos amigos. Queria jogar? Comprava um videogame, o PC que tínhamos em casa nunca rodava nada.

Que fique claro que não sou nenhum "ista", gosto de todas as plataformas, mas mais do que plataforma, gosto de jogos rodando bem na minha frente. Na geração passada o PS3 me serviu muito bem, e somente com alguns títulos finais, como Far Cry 4 e Shadow of Mordor, passei por situações de quedas de framerate ou gráficos feios. Não sei se o console já não dava conta mesmo, ou se era descaso das produtoras. Vendo que no PS4 o salto em desempenho não era o milagre que eu queria ver, migrei para o PC, para então poder controlar os gráficos e framerate sempre usufruindo do máximo da minha máquina. Eu fazendo minha própria otimização, e não mais torcendo para que a produtora não lance o jogo com a sombra desse ou daquele jeito, a grama de tal maneira, o field of view pequeno, etc.

Só que mais do que desempenho, existem diversos outros fatores que influenciam alguém a escolher sua plataforma de jogo. Conheço pessoas que nem notam as sombras do GTA V do PS4 surgindo a metros do personagem, bem como a galera que simplesmente quer sentar e jogar, sem ter que setar nada. Cada um é cada um.

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Re: Noções sobre o desenvolvimento de jogos eletrônicos - Parte V - Freezie!

Mensagem por infernosword em Seg Nov 30, 2015 8:56 am

E aí, quando você escreve uma série de tópicos sobre o assunto, vem uma tecnologia nova e muda toda a lógica desse pensamento.
Link da notícia

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Re: Noções sobre o desenvolvimento de jogos eletrônicos - Parte V - Freezie!

Mensagem por Willi em Seg Nov 30, 2015 9:51 am

Jogo tu tem que ter. Streaming na minha opinião é viadagem.

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Re: Noções sobre o desenvolvimento de jogos eletrônicos - Parte V - Freezie!

Mensagem por J. Marlon em Seg Nov 30, 2015 10:50 am

Usei o OnLive algumas vezes, que era um serviço semelhante a esse daí.

Eu prefiro a idéia de ter todos os jogos em posse, mas a verdade é que essas tecnologias [nem tanto] novas de streaming e computação em nuvem possuem seus prós. Quem conseguiria imaginar Just Cause 2 ou Batman: Arkham City rodando [com tudo setado no máximo] num Pentium III com 512 de RAM??

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Re: Noções sobre o desenvolvimento de jogos eletrônicos - Parte V - Freezie!

Mensagem por infernosword em Seg Nov 30, 2015 8:06 pm

Pois é, aí todo mundo pode jogar. Mesmo. Agora eu não sei se dá muito lag.

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Re: Noções sobre o desenvolvimento de jogos eletrônicos - Parte V - Freezie!

Mensagem por J. Marlon em Seg Nov 30, 2015 11:57 pm

No caso do OnLive as configurações eram auto reajustadas às condições da rede. Por exemplo, eu usava com uma internet de 2 megas, e, durante a jogatina, a qualidade do vídeo recebido constantemente variava em 480p, 360p e - pasmem! - 144p. Lag ou qualquer coisa do gênero era muito raro. O tempo de resposta dos comandos, curiosamente dependia do jogo. No Batman tinha um dalay de pouco mais que meio segundo. Sim, incomodava muito, e muitas vezes até atrapalhava na jogabilidade. Por outro lado, neste mesmo quesito Just Cause 2 rodava perfeito, tendo um atraso praticamente imperceptível.

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Re: Noções sobre o desenvolvimento de jogos eletrônicos - Parte V - Freezie!

Mensagem por infernosword em Ter Dez 01, 2015 12:15 am

Exatamente o que eu queria saber! Como não é um filme, o jogo tem que receber os comandos para executar uma ação e assim, renderizar o frame e mandar. Logo, minha dúvida era sobre a jogabilidade nesses termos. Muito interessante!

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Re: Noções sobre o desenvolvimento de jogos eletrônicos - Parte V - Freezie!

Mensagem por Alexandre em Ter Dez 01, 2015 2:08 am

Professor Inf, eu tenho uma pergunta. Pode parecer algo meio óbvio, mas eu queria a sua opinião. Talvez você até já respondeu antes, mas eu acabei perdendo.

Eu sempre achei que os games para consoles, mesmo sendo produzidos em um hardware "fixo", ou seja, sem a possibilidade de upgrades, se tornam melhores com o tempo. Por exemplo, se você pegar o Super Mario World que foi lançado em 1990 e comparar com o Donkey Kong Country 3 lançado em 1996, ambos para o Super Nintendo, vai notar uma diferença absurda nos gráficos, no áudio e na qualidade em geral. Isso parece acontecer com todos os vídeo-games.

Esse tipo de avanço tem a ver com alguma otimização que se consegue com o passar dos anos, alguma evolução na tecnologia em si, ou as produtoras simplesmente decidem aproveitar todo o potencial dos consoles quando estão no fim de seu ciclo?

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Re: Noções sobre o desenvolvimento de jogos eletrônicos - Parte V - Freezie!

Mensagem por infernosword em Ter Dez 01, 2015 7:56 pm

Quando você passa mais tempo desenvolvendo para uma plataforma, mais você entende suas características e limitações e melhor você desenvolve pra ela. Se há alguma melhora técnica, ela acontece no software, se dando na forma de otimizações nesse sentido.

Outro fato interessante é que o como o hardware não muda, a experiência é sempre progressiva, afinal funciona num console, funciona em todos. Isso no PC nunca existiu.

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