The Park (PC) - #Realtalk no final

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The Park (PC) - #Realtalk no final

Mensagem por Alexandre em Qua Out 28, 2015 6:43 pm


Produtora: Funcom
Plataforma: PC
Lançamento: 2015
Motor: Unreal Engine 4


The Park é um jogo em primeira pessoa com elementos de Survival Horror (Embora não seja possível morrer nesse game).

A história foca em Lorraine, uma mãe que leva seu filho Callum até um parque de diversões. Porém, no momento em que desce do carro para pedir ajuda no balcão, seu filho a desobedece e sai do carro, entrando sozinho no parque.

Quando ela corre atrás do garoto, absolutamente do nada, o sol desaparece, dando lugar a uma assustadora e escura noite... E o parque já não parece mais tão divertido como deveria ser. Sua missão é investigar o parque e encontrar seu filho.



Logo no início do game, temos uma mensagem da Funcom, dizendo que "O jogo vai manipular os gráficos e sons para te perturbar. Em nenhum momento isso quer dizer que você precisa de ajuda psicológica"... E, depois de zerá-lo, posso garantir que isso é um baita exagero. O jogo te dá sustos, mas nem tanto assim. Além do mais, isso não é nenhuma novidade. Eternal Darkness para Game Cube já usava a manipulação da imagem, e às vezes até fingia desligar a TV para te enlouquecer. The Park nem chega perto disso.

O jogo pode ser considerado um daqueles "Simuladores de Caminhada". Tudo que você vai fazer nas 2 horas que o game dura é andar de um lado para o outro, investigar e ler papéis deixados pelo parque, e ocasionalmente ouvir a trágica história de Lorraine enquanto ela vai narrando durante as cutscenes. Há um ou outro "jumpscare" durante algumas cenas, alguns podem até ser bem fortes, mas no geral, The Park não é tão apavorante quanto parecia.

Enquanto caminha, você pode usar o botão direito do Mouse para gritar por Callum. Ele vai te responder indicando pra onde você deve ir. Quando você chama por ele, há também algum tipo de distorção no cenário indicando um item que você deve pegar ou interagir.



Os gráficos usam a Unreal Engine 4. Nós já sabemos do que essa engine é capaz, e na minha opinião, a Unreal é capaz de fazer os gráficos mais lindos em games para PC. Porém, eu não acho que The Park usou tudo que a UE4 oferece, especialmente nos personagens, que não são tão bem desenhados e animados assim. Por outro lado, o parque é bem bonito, com direito a luzes coloridas, e uma atmosfera excelente.

No entanto, The Park foi uma grande decepção para mim, especialmente por sua história, que além de possuir uma temática extremamente batida em jogos de terror, ainda apelou para o tradicional clichê onde você termina o game e parece não ter entendido tudo que aconteceu. Eu perdi a conta de quantos jogos de terror atuais apelaram para essa fórmula.

Ok, o review termina aqui, mas ainda tem o #Realtalk depois. Não vá embora ainda.

Prós: Boa atmosfera com sustos ocasionais.

Contras: Jogabilidade fraca; Jogo muito curto; Enredo ultrapassado; Pouca originalidade.



#Realtalk

Depois de terminar o The Park, algumas idéias me passaram pela cabeça...

Certa vez eu vi um comentário dizendo que depois que a Unreal Engine 4 foi disponibilizada para todos, surgiram uma enxurrada de jogos medíocres na Steam. Talvez pelo fato do pessoal pensar: "Ora, estamos fazendo um game com uma engine top de linha, não precisamos de mais nada". E acho que parte disso está certo.

O fato é que The Park é um perfeito exemplo disso... Um game que dura menos de 2 horas, usa uma história de terror extremamente básica, que parece ser usada em boa parte dos jogos de terror atuais (Um dos trechos foi claramente inspirado no demo do Silent Hills), colocaram um final confuso para deixar o jogador pensativo, o que é outro clichê, e apostaram numa jogabilidade que consiste apenas de andar.

Eu não sei se a Unreal Engine tem algo a ver, mas o fato é que eu já vi outros títulos nesse estilo. Dear Esther também é um "simulador de caminhada" e fez sucesso quando foi lançado. Talvez por isso muita gente achou que apenas copiar a idéia já resultaria em um novo sucesso, mas não acho que isso é totalmente verdade.

The Park está recebendo reviews positivos, mas acho que há uma explicação para isso: A maioria dos jogos indies que não são feitos por uma Capcom ou Konami da vida são bem aceitos por serem feitos por grupos pequenos. Se The Park fosse um jogo da Capcom, provavelmente estaria sendo massacrado.

Enfim, o jeito é esperar até que alguém finalmente se aproveite da facilidade de se lançar um game na Steam, aproveite os recursos, e entregue algo realmente criativo.

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Alexandre
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