DmC: Devil May Cry (PC/PS3/360)

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DmC: Devil May Cry (PC/PS3/360)

Mensagem por Alexandre em Sex Out 16, 2015 12:57 am

Dedicado ao Willi.


Devil May Cry é uma franquia que nunca me desceu muito bem. Acho que o principal motivo é o fato de eu odiar o protagonista da série. Eu não tinha ido com a cara do Dante no DMC 3, e achei o Nero em DMC4 um pouco melhor, mas o jogo em si não me atraiu muito. Quando eu vi que em DmC: Devil May Cry o Dante não era tão "exibido" como nos outros jogos (O que fez muitos fãs não gostarem do game), achei que valia a pena dar uma chance.

Este é o quinto jogo da série, porém, ao invés de ser uma sequência, ele age como um reboot. Portanto, você pode jogá-lo tranquilamente, mesmo se não conhece muito da franquia. Então... Acho que vou me sair bem no review.

Vamos ao game.




No início da história, temos Dante. Um cara descolado que tem tudo que precisa (Sim, garotas) e vive a típica vida de alguém que não quer nada além de diversão. Mas tem uma diferença: Dante vive no Limbo. O Limbo é como se fosse uma espécie de versão distorcida (Ou seria "demoníaca"?) do nosso mundo. Lá, os demônios estão sempre à solta, e não é exagero dizer que tudo parece possuir vida própria.

As coisas mudam quando Dante conhece Kat. Uma estranha mulher que diz ser possível tirar Dante do Limbo e trazê-lo de volta ao mundo real. Ele não entende muito bem pra quê ela quer fazer isso, mas acaba aceitando a ajuda. Eis que Dante escapa do Limbo apenas para conhecer um homem chamado Vergil. E é aí que Dante começa a notar que ele não é exatamente um ser humano comum... E também começa a lembrar de quem foram seus pais... E a forma horrível como sua mãe morreu, e seu pai acabou recebendo um "destino pior que a morte".

Dante resolve se juntar a Kat e Vergil, para caçar o Demônio responsável por tudo isso: Mundus.



DmC: Devil May Cry mexe muito com a transição entre o mundo real e o Limbo. Por exemplo, no mundo real o que é um confronto contra terroristas se transforma em uma luta envolvendo Demônios e outras criaturas das trevas no Limbo. Mundus, o Demônio responsável pela morte da mãe de Dante aparece como um poderoso e influente homem no mundo real. Em outras palavras, o jogo mexe muito com as transições entre a visão real e o que se vê quando está no Limbo. Essas transições ocorrem só durante as cutscenes, porém. Você não pode alterar as dimensões quando bem entender.

A jogabilidade, pra quem já conhece a série, dispensa apresentações: Dante começa com uma espada, seu par de revólveres e a possibilidade de executar um pulo duplo. Porém, aos poucos, conforme ele vai se lembrando de quem realmente é, você começa a desbloquear novas armas e técnicas, como a habilidade de usar um gancho para puxar objetos e inimigos, ou se agarrar em plataformas. Você tem dois tipos de habilidade: A Sagrada, que vem da mãe de Dante, e a Demoníaca, que vem de seu pai.

Essas habilidades também vão te ajudar em momentos especiais. Por exemplo, no caminho você pode encontrar paredes e portas com uma luz azul ou vermelha, indicando qual tipo de arma você precisa para quebrá-las. Em outros casos, inimigos possuem escudos que só podem ser quebrados com armas demoníacas ou sagradas.

Durante o game, você adquire upgrades que podem ser usados tanto para fortalecer suas armas, quanto para aumentar as habilidades de Dante. Também temos uma loja onde você compra itens de cura, itens que aumentam a fúria de Dante (Que é usada para ativar um modo especial onde ele libera toda sua força) vidas extras, e upgrades na saúde e fúria máxima.

Outro item que pode ser adquirido durante as fases são as chaves. Elas são meio difíceis de serem encontradas, e às vezes requerem certa habilidade desbloqueada. Com elas, você abre portas que levam para missões secretas, onde você precisa cumprir algum desafio, como matar uma quantia de inimigos em determinado tempo, ou coletar todas as bandeiras antes do tempo acabar, recebendo um prêmio se conseguir. Mas, lembre-se que essas portas às vezes ficam bem escondidas, portanto, não se preocupe se não encontrá-las na primeira vez em que passar por uma missão. Você pode jogá-las novamente a qualquer momento, no menu principal. Nas fases você também vai encontrar as Almas Perdidas, que são corpos saindo de paredes. Ao atacá-los, você os liberta, ganhando mais pontos no final de cada missão.

Esses itens que eu falei ali em cima são opcionais.



Usando suas armas físicas (Espadas, foices), Dante pode desferir combos devastadores nos inimigos. Já as armas de fogo são bem mais fracas, e geralmente servem apenas para aumentar seu rank de combos, ou afastar e paralisar os inimigos por algum tempo. Vale lembrar que usando os upgrades, você pode desbloquear novos movimentos e poderes para as armas.

Agora, falando numa experiência mais pessoal: Dessa vez eu realmente gostei do Dante. Ele continua fazendo algumas das suas brincadeiras que meio que me desagradavam nos games anteriores, mas numa forma bem mais leve. Além do mais, aqui vemos um Dante mais "humano", que parece ter um pouco mais de "juízo" em suas ações e diálogos. Como eu disse antes, sei que isso desagradou vários fãs da franquia, mas comigo foi o efeito contrário.

DmC: Devil May Cry foi lançado para PS3, Xbox 360 e PC em 2013, que foi o último ano em que os consoles da sétima geração ficaram como exclusividade no mercado. Talvez por isso os gráficos sejam tão lindos.

Logo no início do game você já se depara com um Limbo recheado com cores fortes, efeitos visuais e tudo isso aliado ao rápido movimento do game resulta em uma incrível experiência.

A trilha sonora é composta por músicas de rock pesado durante as batalhas. Porém, quando você está apenas explorando o cenário, geralmente vai ser acompanhado por um silêncio mortal, ou uma suave e baixa música de fundo. Acho que isso também é meio normal para esse tipo de game.

Sobre a dificuldade, o game em si é até fácil no modo Normal, já que Dante tem uma barra de vida generosa, e os continues são infinitos. Porém, assim que completá-lo, você desbloqueia modos extremamente cruéis. Em um deles, Dante morre com um simples golpe.

No final, DmC: Devil May Cry acabou sendo uma grata surpresa para mim.

Prós: Gráficos excelentes; Missões que se alternam entre longas e curtas; Dificuldade equilibrada (No modo normal); Batalhas contra chefes criativas; Boa jogabilidade; Otimização excelente no PC.

Contras: Inimigos normais se tornam repetitivos após um tempo.


Última edição por Alexandre em Sex Out 23, 2015 4:11 pm, editado 1 vez(es)

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Re: DmC: Devil May Cry (PC/PS3/360)

Mensagem por Willi em Sab Out 17, 2015 2:04 pm

Obrigado pela dedicatória! 1f604

Ótima review, descreveu muito bem o game. Deu até vontade de rejogá-lo.

DmC é um baita jogo. Eu particularmente achei o Dante quase o mesmo, só que com cabelo diferente. Dá pra ver que ele está "começando", aí nos jogos que se passam cronologicamente depois desse, ele já tá "afiado" na zuera, kkkkkkk.

Aliás, falando nisso, Ale, o pessoal comenta deste jogo ser um reboot da série, mas pelo que percebi não é bem isso, ele encaixa certinho com a cronologia dos demais. Depois desse a história vai para Devil May Cry 3, onde Dante e Nero já se conhecem como irmãos e se enfrentam como inimigos, aí a espada do Vergil cai lá, o escritório Devil May Cry é fundado, no DMC 1 tem seu primeiro caso investigativo, no 4 tem o lance do Nero e a ordem religiosa que resgata a espada do Vergil e se apossa (e depois o Nero consegue pra ele), dá-se mais uns eventos e então vai para Devil May Cry 2, que cronologicamente é o último. A cronologia fecha certinho. O que eu queria mesmo era um Devil May Cry 5 agora pra continuar a história do Nero e fazer ele encontrar com o Vergil.

EDIT: Ah, Ale, as gloriosas primeira e última imagem não estão abrindo. Could you re-up?

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Re: DmC: Devil May Cry (PC/PS3/360)

Mensagem por Alexandre em Sex Out 23, 2015 4:11 pm

Willi escreveu:EDIT: Ah, Ale, as gloriosas primeira e última imagem não estão abrindo. Could you re-up?

Pronto!

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Re: DmC: Devil May Cry (PC/PS3/360)

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