Mercado orientado a remaster

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Mercado orientado a remaster

Mensagem por infernosword em Sab Mar 21, 2015 11:18 pm

Contém muitos palavrões.

Já não são novos a prática e os efeitos monetários dos famosos remakes. A já anciã prática da indústria fonográfica, que permitiu dar sobrevida a clássicos que vão de Rolling Stones a King Crimson, passando por Michael Jackson, parece estar se desenvolvendo a passos largos na nossa queria indústria de jogos eletrônicos. Sem surpresas, afinal tudo é entretenimento, baby. Mas o que me intriga de fato é que mesmo as mais clássicas e tradicionais softhouses estão aderindo ao modelo de negócios orientado a remaster. Empresas cuja marca no passado era a inovação, passam agora (não tenho outra expressão) "viver do passado criativo". Vamos agora parar com essa bobagem jornalística e cair de pau como se deve. Opinião.

Nintendo. Eu sou fã dessa empresa. Admiro muitos jogos e pra (na verdade pra todo mundo) são dela os melhores jogos já criados até hoje. Se fizessemos um TOP 100 com os melhores jogos já inventados nos últimos 50 anos, concerteza uns 40 jogos seriam dela. Enfim, não preciso dizer o quanto esses jogos foram e são importantes para mim. Mas eu não consigo engolir o quão patética essa empresa se tornou. Chega a ser ridículo. Os primeiros sinais foram essa infantilização (ou será que eu envelheci demais?) de tudo que a empresa faz. Confesso que eu sempre fui contra o realismo a todo custo desses jogos FPS, porque pra mim, quanto mais fantástico e doido o negócio for, mais artístico é. Porém, praticamente tudo que a Nintendo faz é voltado para o público 8 - 12 anos. É vergonhoso. Nós é que somos realmente Peter-pans da vida e gostamos de jogar essas doideiras. Fique claro que isso não é uma crítica aos jogos da Nintendo, mas a essas bobagens que a Nintendo sempre faz e que aumentaram muito nesses últimos anos:
- Amiibos. Que negócio patético;
- Acessórios de um jogo só. A Nintendo é campeã nessa merda. Assim como a babaquíssima guitarra de Guitar Hero e Rock Band das respectivas Activision e Harmonix, a Nintendo consegue lançar coisas ridiculamente inexplicáveis, como o Nintendo 2DS, o Wiimote com WiiMotionPlus imbutido (porra, porque não lançam essa caralha ao invés de só o WiiMotionPlus sozinho) e mais um caminhão de coisas que eu nem gosto de falar, porque esse é um assunto que realmente me irrita;
- Bonecos de McDonalds que não são os Amiibos. Puta que pariu. Se vocês botam a porra dos Amiibos, que já é uma merda, de brinde nesse negócio, todo mundo que tem Wii U ia comprar o caro sanduíche sem pestanejar. Mas não, nós queremos ganhar muito dinheiro, portanto vamos desenvolver (olhe que absurdo) novos bonecos para o mercado brasileiro e mandar vender no MCDonalds. Ai, quando der o dinheiro, fechamos nossas contas e que se foda essa bunda de país;
- Remakes. Saiu o remake do Wind Waker. Bacana. Agora saiu mais um. Beleza. Mais outro. Maravilha. E derrepente, os maiores carros-chefe do console são remakes. Esse início do Wii U foi bizarro. Foi concertado com depois com os realmente lançamentos da Nintendo, mas mesmo com jogos maravilhosos como Mario Kart e Super Smash, eu ainda acho que a Nintendo pode mais;

Rare. Mesmo quando você curte Pearl Jam, você vai querer ouvir uma música do Alice in Chains, uma do Soundgarden, uma do Nirvana e por aí vai. Ou muitas. Nós temos preferências. Os sábios não permitem limitar-se por essas escolhas. Meu segundo ponto de apoio sempre foi a Rare. Os jogos dessa empresa são, em sua grande maioria, fenomenais. Eles tem um jeito totalmente diferente de fazer jogos, com humor, com gráficos maravilhosos e mais uma porção de coisas que eu nem sei descrever a não ser pela expressão "atmosfera Rare". Porra, eu joguei Starfox Adventures uma vez e achei que nunca a indústria dos jogos iria superar aquilo. Até que ela foi vendida para a Microsoft, em 2002 ou 2003, não lembro.
- Remakes. Joguei dois remakes dos caras, Banjo kazzoie e Tooie. Bons remakes, arrumaram algumas coisas dos jogos, melhoraram a resolução e mais algumas outras coisinhas. O problema é que os únicos lançamentos de peso da Rare, nos últimos anos tenham sidos esses. E isso é demais pra mim. Agora, no Xbox one, anunciaram vários jogos da Rare. Eu não entendo o porque de tanta demora.

Todas as outras. Fora um ou outro estúdio no mercado, a grande maioria de empresas se apegam a séries de jogos, ou sequências. Dessas, uns 90% acabam lançando um jogo sequência que se torna O classico. E esse jogo acaba virando um remake. Nada contra. O problema é quando a empresa deixa de lançar a série ou cancela ou atrasa um novo jogo da série para lançar o remake do clássico para a nova plataforma. Minha indignação é que eu tenho visto acontecer em muitas empresas. Isso é horrível para o mercado.
Ubisoft. A Ubi eu respeito(ava). Mas a política de DLC deles se tornou algo que eu não aceito. Isso, pra mim, é prostituição de games.
EA. O respeito que eu tenho pela Ubisoft é diretamente proporcional ao desprezo que eu tenho a EA. Então, foda-se a EA.
Activision. A activision sempre foi um reduto de boas franquias e inovadores jogos. Mas, pior do que remake, é remake mal feito. Eu joguei o remake do THPS e aquilo ficou um vômito, me desculpem...
Microsoft. A Microsoft tem se mostrado uma surpresa, apesar de terem "fechado" a Microsoft games, que produzia bons títulos. Ainda estou avaliando.
Sony e parceiras. Não posso comentar sobre algo que não estou a par. Deixo pros sonystas.

Não sou contra o remake, sou contra o SÓ REMAKE! E já encheu o saco! Terminem o texto pra mim.

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Re: Mercado orientado a remaster

Mensagem por Alexandre em Dom Mar 22, 2015 10:08 pm

Excelente texto, Inf. E não acho que teve muitos palavrões. Li esperando encontrar algo pesado, mas me decepcionei. xD

Sobre a Nintendo, eu admirei bastante o que fizeram no Wii com o Virtual Console, onde dá pra comprar jogos de NES, SNES e N64 por preços acessíveis. É uma ótima maneira dos gamers mais velhos relembrarem os clássicos e dos mais novos conhecerem a história da empresa. Não sei como funciona a PSN e a XBLA, mas deve ser algo parecido. Até onde eu sei, a maioria dos jogos antigos ela lança nos serviços virtuais do Wii U/3DS. Eu acho isso bem válido. Tudo bem que os jogos não ficam com gráficos atualizados, mas evita que o mercado se encha de remakes. Tá, teve o Wind Waker HD, e o Ocarina of time / Majora's Mask 3D, mas não acho que é o bastante para saturar o mercado.

Sobre a infantilização, eu realmente não sei o que dizer. Gostei do New Super Mario Bros. Wii, Super Smash Bros. Brawl, Maro Kart Wii, Kirby's Return to Dreamland e Wario Land: Shake It. São jogos mais recentes, mas que na minha opinião são tão divertidos quanto os clássicos. Não sei como andam as coisas no Wii U, talvez jogos como Super Mario 3D Land e Kirby and the Rainbow Curse sejam exageradamente "alegres", mas não posso dizer.

Sobre os Amiibos... Cara, não tem jeito. Eles vieram, venderam pra caramba, deve ter dado um lucro gigantesco pra Nintendo, e vai ficar quer a gente queira ou não. E é óbvio que isso vai ser explorado até o fim. O Mario Party 10 por exemplo, foi promovido em cima dos Amiibos. Dá pra jogar sem eles, mas claramente não é o que a Nintendo sugere. Eu vou mais longe e digo que isso vai continuar até na próxima geração. Ou então a Nintendo vai encontrar algum substituto para eles.

Acredito que um dos motivos das empresas optarem por remakes ao invés de lançar digitalmente é o fato de que o jogador vai se empolgar mais quando ler que o jogo vai rodar muito melhor do que no console anterior. Isso faz até com que quem já possua o jogo em outra plataforma se interesse em comprá-lo. Sei lá, pode ser viagem minha, mas é o que me passou pela cabeça agora.

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Re: Mercado orientado a remaster

Mensagem por J. Marlon em Seg Mar 23, 2015 12:03 am

infernosword escreveu:Os primeiros sinais foram essa infantilização (ou será que eu envelheci demais?) de tudo que a empresa faz. Confesso que eu sempre fui contra o realismo a todo custo desses jogos FPS, porque pra mim, quanto mais fantástico e doido o negócio for, mais artístico é. Porém, praticamente tudo que a Nintendo faz é voltado para o público 8 - 12 anos. É vergonhoso.
Não tem nem o que discordar. Basta pegar, por exemplo, os Mario's do GC para trás e comparar com os recentes 3D Land e 3D World, que essa mudança de postura é claramente visível. O 3D World com o tema de gatinhos e aquele "Miauuu" chega a ser um belo exemplo de como se abaitolar um game.

infernosword escreveu:- Bonecos de McDonalds que não são os Amiibos. Puta que pariu. Se vocês botam a porra dos Amiibos, que já é uma merda, de brinde nesse negócio, todo mundo que tem Wii U ia comprar o caro sanduíche sem pestanejar. Mas não, nós queremos ganhar muito dinheiro, portanto vamos desenvolver (olhe que absurdo) novos bonecos para o mercado brasileiro e mandar vender no MCDonalds. Ai, quando der o dinheiro, fechamos nossas contas e que se foda essa bunda de país;
Segundo o UOL Jogos aquela promoção com os bonequinhos do Mario rendeu mais de 5 milhões de unidades vendidas aqui no Brasil.

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Re: Mercado orientado a remaster

Mensagem por Eder em Seg Mar 23, 2015 1:09 pm

Não pensei que as formas de RElançamento (sejam remake/remaster que também começam com o mesmo "re" de Restart e de retardado - não sei porque escrevi isso xD) de jogos seriam motivo de tantos debates aqui no fórum. Enfim, vamos às minhas opiniões sobre o assunto, com direito ao uso exaustivo de quotes xD

infernosword escreveu:Mas o que me intriga de fato é que mesmo as mais clássicas e tradicionais softhouses estão aderindo ao modelo de negócios orientado a remaster. Empresas cuja marca no passado era a inovação, passam agora (não tenho outra expressão) "viver do passado criativo".
Já dizia o Chacrinha, "nada se cria, tudo se copia". É sabido que uma fórmula de sucesso será repetida e repetida (olha, mais um "re").
Peguemos o clássico Donkey Kong, um dos responsáveis por projetar a Nintendo na indústria dos games. Segundo uma publicação da própria empresa, era para ser um jogo do Popeye, mas eles não conseguiram adquirir a licença. Para não jogar um projeto fora, REaproveitaram as ideias, mudando apenas os personagens: sai o vilão Brutus e entra Donkey Kong (REferência ao King Kong?!), no lugar de Olívia Palito surge Lady/Pauline e, substituindo o herói marinheiro temos o carpinteiro Jumpman/Mr. Video/Mario. A coisa deu tão certo que duas sequências foram lançadas, DKJR e DK3. Não só isso, os personagens ganharam série própria, o então carpinteiro virou encanador e ganhou um irmão gêmeo (um sprite de outra cor, na verdade). Então, veio Super Mario Bros., onde os irmãos reaparecem, tal como os canos, com o propósito de salvar a Princesa Peach Toadstool, sequestrada pelo Bowser. Nem preciso comentar que Super Mario ganhou várias sequências, sem contar spin-offs esportivos e afins. Mais tarde foi a vez de DK ser resgatado do limbo e protagonizar os clássicos DK Country. REsumindo, não é de hoje que as empresas têm REciclado ideias, a diferença é que as coisas ficaram mais escancaradas, só não sei dizer se somos nós que ficamos mais críticos e passamos a perceber isso, afinal, não somos mais crianças que apenas sentam em frente da TV e ficam jogando, sem questionar o porquê das coisas, ou se elas é que perderam a vergonha e estão fazendo isso na cara dura.

infernosword escreveu:Nintendo. Eu sou fã dessa empresa. Admiro muitos jogos e pra (na verdade pra todo mundo) são dela os melhores jogos já criados até hoje. Se fizessemos um TOP 100 com os melhores jogos já inventados nos últimos 50 anos, concerteza uns 40 jogos seriam dela. Enfim, não preciso dizer o quanto esses jogos foram e são importantes para mim. Mas eu não consigo engolir o quão patética essa empresa se tornou. Chega a ser ridículo. Os primeiros sinais foram essa infantilização (ou será que eu envelheci demais?) de tudo que a empresa faz. Confesso que eu sempre fui contra o realismo a todo custo desses jogos FPS, porque pra mim, quanto mais fantástico e doido o negócio for, mais artístico é. Porém, praticamente tudo que a Nintendo faz é voltado para o público 8 - 12 anos. É vergonhoso. Nós é que somos realmente Peter-pans da vida e gostamos de jogar essas doideiras. Fique claro que isso não é uma crítica aos jogos da Nintendo, mas a essas bobagens que a Nintendo sempre faz e que aumentaram muito nesses últimos anos:
- Amiibos. Que negócio patético;
- Acessórios de um jogo só. A Nintendo é campeã nessa merda. Assim como a babaquíssima guitarra de Guitar Hero e Rock Band das respectivas Activision e Harmonix, a Nintendo consegue lançar coisas ridiculamente inexplicáveis, como o Nintendo 2DS, o Wiimote com WiiMotionPlus imbutido (porra, porque não lançam essa caralha ao invés de só o WiiMotionPlus sozinho) e mais um caminhão de coisas que eu nem gosto de falar, porque esse é um assunto que realmente me irrita;
- Bonecos de McDonalds que não são os Amiibos. Puta que pariu. Se vocês botam a porra dos Amiibos, que já é uma merda, de brinde nesse negócio, todo mundo que tem Wii U ia comprar o caro sanduíche sem pestanejar. Mas não, nós queremos ganhar muito dinheiro, portanto vamos desenvolver (olhe que absurdo) novos bonecos para o mercado brasileiro e mandar vender no MCDonalds. Ai, quando der o dinheiro, fechamos nossas contas e que se foda essa bunda de país;
- Remakes. Saiu o remake do Wind Waker. Bacana. Agora saiu mais um. Beleza. Mais outro. Maravilha. E derrepente, os maiores carros-chefe do console são remakes. Esse início do Wii U foi bizarro. Foi concertado com depois com os realmente lançamentos da Nintendo, mas mesmo com jogos maravilhosos como Mario Kart e Super Smash, eu ainda acho que a Nintendo pode mais

Sobre a Nintendo, não digo que sou fã da empresa. Pelo contrário, cada vez menos tenho gostado das atitudes que tem tomado. Mas não há como negar que grande parte dos jogos criados por ela estão entre meus favoritos (não que eu tenha uma lista de 100 melhores jogos, talvez uns 30).
Quanto aos amiibos, não acho tão patético assim, do ponto de vista comercial. Muita gente gosta de colecionar bonecos de seus personagens favoritos. Se antes a Nintendo apenas licenciava seus personagens para fabricantes de figuras, obtendo apenas uma parte do lucro, agora ela recebe tudo. Se for fã que gosta de colecionar, compra. Se quer desbloquear conteúdos extras para seus jogos, compra. Se não liga para nada disso, não compra. Simples assim.
Com relação aos acessórios, é, não tem como defender. Até acho a ideia do volante de Mario Kart bacana, mas, pelo que vi, a maioria do pessoal prefere jogar com os controles tradicionais. Não vejo qual a necessidade do Motion Plus. E, para o Smash Wii U temos aquele adaptador + controle do Cube, que também serviria para outros jogos, mas a informação foi desmentida. Já o 2DS eu não vejo tanto problema, é só uma versão mais simples do 3DS, para aqueles que não tinha condições de comprar o portátil ou que não gostam do efeito 3D do aparelho.
Dos brinquedos do McDonald's, a questão é essa mesma: dinheiro. É como falei dos amiibos, mas, ainda assim, ganhar pouco com o licenciamento é melhor do que não ganhar nada, ainda mais num país em que "todos pirateiam os meus jogos, por isso, vou recuperar parte da grana e cair fora daqui".
Também não sou fã de remakes. Achei a linha New Play Control, para o Wii, um tanto idiota, já que a premissa era relançar jogos do GC para ser jogados com o Wii Mote. Para que serve a retrocompatibilidade mesmo? Aí voltamos àquela parte em que disse que isso já acontece faz tempo. Prova disso: Mario All-Stars, a coletânea de jogos do Mario para NES, relançados para o SNES. Claro, são quatro num único cartucho, sendo um deles inédito, e todos com melhorias gráficas. Mais tarde, a Nintendo "desmembrou" a coletânea e lançou os jogos como Super Mario Deluxe (GBC) e a série Super Mario Advance (GBA). Claro, não dá para dizer que ela vive apenas de REaproveitamento de ideias. Na era do Cube, lançaram Pikmin, que ganhou dois jogos em sequência, mas, quantos Marios foram lançados no mesmo período? Bem mais do que três, aposto. E, há algum tempo, anunciaram Splatoon, o shooter "amigável" de Nintendo. Mas, adivinha quem seria o personagem principal. Sim, o próprio. Parte da culpa é da própria empresa em repetir suas fórmulas de sucesso, afinal, é melhor investir em algo garantido do que apostar no desconhecido e dar um tiro no pé. Mas tem a parcela de culpa do fãs que financiam isso. Acredito que as vendas dos Zeldas WW HD e Ocarina 3D não tenham sido ruins.

infernosword escreveu:Rare. Mesmo quando você curte Pearl Jam, você vai querer ouvir uma música do Alice in Chains, uma do Soundgarden, uma do Nirvana e por aí vai. Ou muitas. Nós temos preferências. Os sábios não permitem limitar-se por essas escolhas. Meu segundo ponto de apoio sempre foi a Rare. Os jogos dessa empresa são, em sua grande maioria, fenomenais. Eles tem um jeito totalmente diferente de fazer jogos, com humor, com gráficos maravilhosos e mais uma porção de coisas que eu nem sei descrever a não ser pela expressão "atmosfera Rare". Porra, eu joguei Starfox Adventures uma vez e achei que nunca a indústria dos jogos iria superar aquilo. Até que ela foi vendida para a Microsoft, em 2002 ou 2003, não lembro.
- Remakes. Joguei dois remakes dos caras, Banjo kazzoie e Tooie. Bons remakes, arrumaram algumas coisas dos jogos, melhoraram a resolução e mais algumas outras coisinhas. O problema é que os únicos lançamentos de peso da Rare, nos últimos anos tenham sidos esses. E isso é demais pra mim. Agora, no Xbox one, anunciaram vários jogos da Rare. Eu não entendo o porque de tanta demora.
Não posso falar muito da Rare. Joguei apenas os DKC do SNES que ela desenvolveu. Cheguei a ver alguém jogando Banjo, mas, sei lá, o jogo não me agradou. Talvez por ser mundo aberto e eu me sinta perdido em jogos desse tipo. Enfim, vamos ao próximo tópico

infernosword escreveu:Todas as outras. Fora um ou outro estúdio no mercado, a grande maioria de empresas se apegam a séries de jogos, ou sequências. Dessas, uns 90% acabam lançando um jogo sequência que se torna O classico. E esse jogo acaba virando um remake. Nada contra. O problema é quando a empresa deixa de lançar a série ou cancela ou atrasa um novo jogo da série para lançar o remake do clássico para a nova plataforma. Minha indignação é que eu tenho visto acontecer em muitas empresas. Isso é horrível para o mercado.
Ubisoft. A Ubi eu respeito(ava). Mas a política de DLC deles se tornou algo que eu não aceito. Isso, pra mim, é prostituição de games.
EA. O respeito que eu tenho pela Ubisoft é diretamente proporcional ao desprezo que eu tenho a EA. Então, foda-se a EA.
Activision. A activision sempre foi um reduto de boas franquias e inovadores jogos. Mas, pior do que remake, é remake mal feito. Eu joguei o remake do THPS e aquilo ficou um vômito, me desculpem...
Microsoft. A Microsoft tem se mostrado uma surpresa, apesar de terem "fechado" a Microsoft games, que produzia bons títulos. Ainda estou avaliando.
Sony e parceiras. Não posso comentar sobre algo que não estou a par. Deixo pros sonystas.
Também não tenho muito o que comentar sobre as outras empresas, talvez da Capcom e suas diversas versões de Street Fighters. Engraçado ver que um título que nasceu em 1987 terá o quinto jogo da série (desconsiderando a série Alpha/Zero e remakes e spin-offs) agora, em 2016. Enfim... próximo!

infernosword escreveu:Não sou contra o remake, sou contra o SÓ REMAKE! E já encheu o saco!
Concordo. Não com a parte que encheu o saco, mas com a parte do remake apenas por fazer xD

infernosword escreveu:Terminem o texto pra mim.
Claro!

(Assim está bom?)

- - -

J. Marlon escreveu:Não tem nem o que discordar. Basta pegar, por exemplo, os Mario's do GC para trás e comparar com os recentes 3D Land e 3D World, que essa mudança de postura é claramente visível. O 3D World com o tema de gatinhos e aquele "Miauuu" chega a ser um belo exemplo de como se abaitolar um game.
Não fale assim do 3D World! xD
Falando sério, acho que fadinhas e gatinhos não agradaram todo mundo. Eu não vejo como nenhum problema, até porque, já tínhamos as transformações em animais, como o tanuki e a kitsune. Enfim, gosto não se discute. Porém, se tem algo que não me agradou nesse jogo foi o fato de parece ter sido otimizado para jogar apenas em multiplayer.
Já o 3D Land é um dos melhores Marios que já fizeram, na minha opinião. Tirando os Galaxy, não gosto muito dos jogos em 3D do Mario, prefiro os tradicionais 2D. Mas acho que com esse conseguiram encontrar o caminho entre os jogos side-scrolling e os de mundo aberto da série.

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Re: Mercado orientado a remaster

Mensagem por Willi em Seg Mar 23, 2015 8:35 pm

E vamos quotar XD

Alexandre escreveu:Acredito que um dos motivos das empresas optarem por remakes ao invés de lançar digitalmente é o fato de que o jogador vai se empolgar mais quando ler que o jogo vai rodar muito melhor do que no console anterior. Isso faz até com que quem já possua o jogo em outra plataforma se interesse em comprá-lo. Sei lá, pode ser viagem minha, mas é o que me passou pela cabeça agora.
Tipo eu, que até cogitei completar minha coleção de Devil May Cry comprando o DmC Definitive Edition para o PS4, enquanto já disponho do mesmo jogo para PlayStation 3. É, assim como eu gostei do jogo e pensei em adquirir a versão superior, não posso culpar nem julgar quem adquira God of War III Remastered.

J. Marlon escreveu:
infernosword escreveu:Os primeiros sinais foram essa infantilização (ou será que eu envelheci demais?) de tudo que a empresa faz. Confesso que eu sempre fui contra o realismo a todo custo desses jogos FPS, porque pra mim, quanto mais fantástico e doido o negócio for, mais artístico é. Porém, praticamente tudo que a Nintendo faz é voltado para o público 8 - 12 anos. É vergonhoso.
Não tem nem o que discordar. Basta pegar, por exemplo, os Mario's do GC para trás e comparar com os recentes 3D Land e 3D World, que essa mudança de postura é claramente visível. O 3D World com o tema de gatinhos e aquele "Miauuu" chega a ser um belo exemplo de como se abaitolar um game.
Eu não diria que essa infantilização ocorre só nos games da Nintendo. Comparem os Magical Quest do SNES com Ducktales Remastered. Caslte of Illusion do Mega Drive com Castle of Illusion da sétima geração. Os caras não conseguem mais atingir o equilíbrio entre "mundos coloridos e cheios de fantasia" com "temática que sirva para todas as idades". Ou o jogo é sério e realista, ou fantasioso e infantil. Claro, há exceções. Mas na maioria das vezes é isso que acontece. Os próprios Zeldas 3D Remakes do 3DS são mais infantilizados do que suas versões originais para N64.

Eder escreveu:REsumindo, não é de hoje que as empresas têm REciclado ideias, a diferença é que as coisas ficaram mais escancaradas, só não sei dizer se somos nós que ficamos mais críticos e passamos a perceber isso, afinal, não somos mais crianças que apenas sentam em frente da TV e ficam jogando, sem questionar o porquê das coisas, ou se elas é que perderam a vergonha e estão fazendo isso na cara dura.
Acho que ambos, Eder. Hoje somos mais céticos, e as empresas também têm feito esse tipo de lançamento dando atenção, publicidade e hype exagerados sobre esse tipo de produto. Mais que exagerados, cínicos, pois apresentando como se fosse uma grande novidade.

Ainda mantendo o assunto do Remaster e emendando um pouco com o assunto Nova Geração, percebemos uma coisa: PlayStation 4 e Xbox One já existem desde 2013, e podemos contar nos dedos os jogos novos que foram lançados exclusivamente para eles, sem serem títulos cross-gen ou games remasterizados. Aqui no Brasil e em vários países esses consoles são um horror de caros e geralmente a aquisição deles por parte da maioria dos consumidores acontece numa escala significativa da metade da geração em diante. Mas fora daqui, os gamers compram logo os consoles novos. Então digamos que já exista uma galera grande com Xbox One e PS4 na estante. O que de nova geração eles jogaram até agora? Quase nada. E por nova geração, eu não digo só um game exclusivo de One, PS4 ou PC, mas um game que apresente uma tecnologia inovadora que só seja atingida com esses consoles. Uma coisa é gráfico mais bonito, outra é tecnologia nova. Muito do que se viu até agora não são jogos nova geração, são jogos mais bonitos. Há melhoria técnica do PlayStation 1 para o PlayStation 2, e também do 2 pro 3, mas até agora, com quase dois anos de consoles novos, ainda não se viu praticamente nada de melhoria técnica do 3/360 pro 4/One, apenas cross-gen graficamente mal feitos na sétima para a atual parecer fodona, e remasterizações aos montes. E pior, já foi dito em vários lugares que "2015 será o ano das remasterizações". Então é uma lenga lenga sem fim, e a tal da nova geração (de jogos) começar de vez que é bom, nada.

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Re: Mercado orientado a remaster

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