Escrita Livre - Papo Gamer

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Escrita Livre - Papo Gamer

Mensagem por Willi em Dom Fev 08, 2015 8:34 pm



Há algumas semanas eu venho querendo escrever um texto novo aqui pro fórum, porém tenho sofrido de bloqueio. Sento em frente ao teclado, faço uma breve introdução, e depois não sai mais nada. Acho que vocês já devem ter passado por isso. Na verdade, creio que qualquer um que escreve com frequência passa por isso.

Iniciei a review da saga Naruto Storm, mas não acabei. Travou. No caso, tá salva aqui e falta só concluir e fechas as ideias, logo posto ela. O review de Metal Gear Rising Revengeance não saiu. Deu até tempo do Ale jogar e zerar, e o review ainda não saiu XD. Eu quis escrever sobre os altos requisitos dos jogos de hoje em dia, impulsionado pela divulgação dos do GTA V, depois de alguns parágrafos virou uma grande reclamação com a indústria inteira e quando eu vi estava dando a opinião de um velho que quer Uncharted 4 em CD de 700MB. Apaguei tudo. Bloqueios como esses me ocorriam quando eu escrevia no Point às vezes, os quais ocasionavam os períodos de relaxamento na frequência de postagens do blog.

Esses dias eu estava vendo NCIS com minha mãe. Que baita série policial é NCIS. Junto com Castle, está entre as minhas favoritas. Assistam. Ambas, se puderem. Mas enfim, continuando. No episódio em questão, um dos membros da equipe estava escrevendo um livro. E ele estava sofrendo de bloqueios. Quando questionado pelo parceiro de trabalho sobre como ele lidava com os bloqueios, ele respondeu que praticava algo chamado Escrita Livre. Se não conseguia sair do chão com o que queria escrever, simplesmente sentava e escrevia tudo que viesse à mente. Sem se preocupar muito com corpo do texto, regras ortográficas, open & close de ideias, etc. Adorei a ideia, na mesma hora comentei com minha mãe: "Baaah, que ideia bacana! Gostei mesmo! Vou começar a fazer isso". Pra eu que estou em fase de vestibular, escrever assim é péssimo, pois não pratico o uso das regras que terei que usar ao fazer minha redação. Porém, se com bloqueio eu não escrevo nada, assim eu escrevo alguma coisa. E não interessa como eu for escrever: uma vez escrevendo, sempre me depararei com alguma dúvida, que com a abertura e pesquisa da mesma em outra aba do navegador, será sanada e me ajudará na hora em que eu estiver escrevendo minha redação de 30 linhas cheia de regras.



Então, aqui estou. Essa é a primeira vez que pratico isso, e com certeza não será a última, pois só em escrever o que você leu até agora, já estou sentindo um prazer imenso, e o melhor: nenhum bloqueio. Sentei, comecei a golpear o teclado com os dedos ininterruptamente, e só estarei fazendo minha primeira pausa... agora.

Pronto, negritei um termo algumas linhas acima. Vamos em frente.



Primeiro tópico. Novos consoles. Nova geração. New fóquin demet generation. Como essa coisa está deixando eu e muitos gamers aflitos. Fuck. Acho que não houve nenhuma geração até agora que nos primeiros anos de lançamento deixou tanta gente aflita (bem no sentido da palavra mesmo) do que essa oitava. Parece que há uma pressão em adquirir esses novos consoles como nunca houve antes. Pressão essa oriunda dos outros gamers, das softhouses, da mídia. Aaah, a mídia. Ainda não dirijo, mas não sei se a mídia automobilística deixa as pessoas que gostam de carros tão aflitas com o lançamento de um novo modelo quanto essa mídia dos games. Do nada, aquele PlayStation 3, Xbox 360 e Nintendo Wii que eu achava que durariam para sempre se tornaram velhos, ultrapassados. Meu Deus, há pouco tempo eles eram robustos e fodões! O que aconteceu? A mídia gamer têm feito de tudo para colocá-los lá embaixo, desfazê-los, desmerecê-los. E mesmo veículos de comunicação que não ganham um tostão em troca de promover o PlayStation 4, o Xbox One e o Wii U, parecem fazer de tudo para que PS3, 360 e Wii não pareçam ser mais divertidos. Tenho a impressão que isso é uma vertente de algo que escorre pelos dedos dos redatores subconscientemente: a vontade do ser humano, em especial do brasileiro, de ostentar. Não em palavras diretas, "Eu tenho, o meu é melhor, você não tem, chupa". Não. Mas subjetivamente. "Agora que eu tenho, veja como é bom nele, veja como tudo é perfeito nele, olha, olha! Você ainda não tem? Você precisa de um, não sabe o que tá perdendo!" E, acredito eu, sem perceber, essa mídia não sabe como está nos deixando aflitos com isso. Claro que sabemos o que estamos perdendo, claro que sabemos os gráficos e a diversão que os jogos daqueles belezas podem nos proporcionar. Mas deixem a gente saber disso dentro da gente, como foi quando lançou o PlayStation 3/Xbox 360/Wii, o PS2/Game Cube/Xbox, o PS1/Nintendo 64/Saturn, em que sabíamos do seu potencial e os desejávamos, mas quando conseguíssemos arrecadar a quantia necessária, compraríamos, sem stress, sem pressão. Não precisam jogar na nossa cara que a gente ainda não tem e que tá rolando "tudo de bom e mais um pouco" neles. Queremos esses consoles e iremos comprá-los de qualquer jeito, não precisam nos dizer a cada cinco minutos que eles são mais potentes que os nossos e que estamos perdendo em não tê-los neste exato momento, e mais, não precisam desdenhar os aparelhos da geração passada, pois até ontem eles mesmos babavam por Uncharted 3, Halo 4 e Mario Galaxy 2. Então não cuspam no prato que comeram, e aos que ainda não terminaram a refeição e não se serviram de novo, tenham mais respeito.



Next. "Preciso jogar Dying Light." "Olha esse Far Cry 4, que jogo perfeito, GOTY". "Olha, que jogo novo é esse? Aaah, The Order 1886? Bacana esse teaser, pena que só tem 1 minuto e 48 segundos. Preciso comprar esse jogo". Consumismo. Sem filtragem. Sem análise. Sem nada. Caiu na prateleira da loja, "toma meus 199 reais que eu quero levar esse!". Não sei se o povo gamer do nada ficou burro, mas ninguém mais tem gostos. Ninguém mais tem preferência. Ninguém mais escolhe nada. Lançou, tem que comprar. Lembro-me dos tempos áureos da nossa blogosfera gamer. Quando não só Nintendo 64 Brasil, Point Games Brasil, Smash Club e União Gamers postavam, mas diversos outros blogs de games brotavam do nada, e muitos deles com textos ótimos! Eu, que era apenas um estudante de 8ª série, não vencia ler tudo! Quanto conteúdo interessante, quantas opiniões diversificadas e fascinantes! "Então o fulano não gostou desse jogo, mas o ciclano postou comentário dizendo que é um bom jogo sim, vou eu jogar e tirar a prova!". Isso acontecia direto. Era uma busca por conhecimento e formação de opinião acerca do jogo em questão, diferente de hoje, onde um bando de zumbis que se autoproclamam gamers, vão atrás do cérebro chamado de jogo porque um J'avo mais esperto que eles disse que aquele cérebro é gostoso. Se a mídia especializada (vulgo "gamers" que começaram com FIFA no PlayStation 2 e Counter Strike na LAN House e na sequência cursaram jornalismo) diz que aquele é um jogaço, no outro dia o cara/a garota está indo à loja baixar duzentão no balcão do cara e dizendo "Vou levar!". Duzentão esse que sabe-se lá quantas horas ele ou ela, ou então, o que eu acho pior, o pai ou a mãe dele ou dela suaram para conquistar. Isso pra quê? Pra levar o jogo pra casa, zerar UMA vez só pra matar o hype e poder postar em algum lugar que zerou, e após isso largar o jogo em algum canto da estante, ou então, pior, pra jogar algumas horas, não gostar do título (porque não há gosto ou preferência nenhum envolvidos, apenas mídia) e da mesma forma, largar em algum canto. Gente. Duzentos reais. Duzentos. Duas daquelas notinhas com peixe desenhado, ou quatro das da onça. Não sei se você leitor vem de berço de ouro, mas para NOVENTA E CINCO POR CENTO DOS BRASILEIROS, duzentos reais SÃO DUZENTOS REAIS, NÃO VINTE. Pesa no orçamento. Pesa demais pra ir lá e rasgar num jogo que você não gosta de verdade. Pesa demais pra ter só mais uma caixinha com um CD dentro encostada num canto da estante. Então valorize e comece a filtrar e escolher melhor seus jogos, para levar para casa títulos dos quais realmente goste, e aplicar esse dinheiro que não foi fácil de conseguir. É normal se enganar com jogos, comprar achando que vai gostar e depois não gostar. Acontece. Mas se enganar é uma coisa, e ser um burro manipulado é outra totalmente diferente.



Próximo tópico, os gostos e a diversão de cada um. Gente, como é fácil coexistir. Sério. Respeitar os outros é uma coisa tão fácil. Respeitar as opiniões e gostos alheios, olha, é muito simples. Aquele estresse que os "gamers" bufam pelo nariz quando entram em discussões inúteis e vazias nas caixas de comentários internet à fora, sobre "PC é melhor que console", "Meu videogame é melhor que o seu", "Teus exclusivos são uma bosta", e por aí vai. Não é mais fácil ficar feliz em ver que a outra pessoa está se divertindo, e por quê não, até se interessar pelo que ela está falando? Quem sabe, de uma pergunta que você faz abaixo do comentário dela, sai toda uma conversa bacana e ambos os lados saem sabendo mais. E se aquilo realmente te irrita, te estressa, você odeia aquilo do fundo da sua alma, não é mais fácil ignorar e ir jogar o jogo que você gosta, tendo assim um momento de diversão e alegria, do que perder minutos ou até horas com estresse e raiva na frente do teclado? Na boa, ser feliz com o seu gosto e respeitar o gosto do outro não é um milhão de vezes mais fácil do que se meter em discussões que não vão levar nenhum dos envolvidos a lugar algum? Não é melhor estar alegre e contente do que estressado e nervoso? PC gamers têm que entender de vez que nem todo gamer buscar hardware e potência, uma grande parcela nem tem noção do que é isso e não são menos gamers por isso, eles apenas procuram diversão sem se preocupar com o aspecto técnico, e são até mais gamers do que a galera que fica preocupada com frames e deixa toda uma experiência passar batido pela sua tela. Console gamers tem que entender de vez que muitos PC gamers não estão interessados em exclusivos, e pronto, acabou, eles não têm interesse naqueles 10 jogos que só a sua plataforma tem, ponto final! E console gamers entre si, tem que fucking damn it entender de vez que as três plataformas são ótimas, às vezes o defeito que você vê é uma qualidade pro outro, o exclusivo que não te interessa pode interessar ao outro, mas cada um escolhe aquilo que quer e aquilo com o que se diverte mais, respeite isso e os outros respeitarão você, e todos nos respeitando acaba o estresse e a raiva entre essa classe chamada gamer, que mais deveria permanecer unida do que ficar brigando entre si, e aí todo mundo se diverte e é feliz! Caramba, ser feliz não é melhor do que ser raivoso e estressado? É uma questão tão simples e fácil de resolver, que não sei como a ficha ainda não caiu para o pessoal que briga nas caixas de comentários.





Agradeço a todos pela atenção e por terem lido minha escrita descompromissada. É sempre bom bater um papo bacana sobre algo, especialmente nessas questões dos games que geram discussão por causa de tanta picuinha e motivos fúteis e insignificantes. Nossa classe gamer pode ser consertada fácil fácil, basta educar um pouco os nossos hábitos. Não deixe de dar a sua opinião acerca do assunto, e caso concorde com o que foi dito aqui, espalhe as ideias para o maior número possível de pessoas. Problemas só são resolvidos com a disseminação de ideias para solução!



Última edição por Willi em Dom Fev 08, 2015 9:50 pm, editado 5 vez(es)

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Re: Escrita Livre - Papo Gamer

Mensagem por Vibastos em Dom Fev 08, 2015 8:51 pm

Counter-Strike*
Uma coisa que eu não entendo é esse preconceito com jogos de esportes, quando você mesmo diz que tem que respeitar os gostos, sei lá, só to dizendo.

Mas tirando isso o texto só tem verdades, agora para de escrever e vamo arruma a porra do quake 3!

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Re: Escrita Livre - Papo Gamer

Mensagem por Willi em Dom Fev 08, 2015 9:01 pm

Não é contra os jogos de esportes, Vi! Eu me referi àquela galera que começou a jogar videogame no PS2, ou seja, ontem, e nunca jogou nada anterior a isso, e já se acham gamers. Usei um dos jogos mais populares como exemplo, poderia ser GTA, Resident Evil 4, God of War, esses que qualquer um joga, e depois querem vir dar lição de moral nos gamers que já tem muito mais "estrada".

E eu nunca escrevo Counter-Strike certo linkred

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Re: Escrita Livre - Papo Gamer

Mensagem por Vibastos em Dom Fev 08, 2015 9:15 pm

Willi escreveu:Não é contra os jogos de esportes, Vi! Eu me referi àquela galera que começou a jogar videogame no PS2, ou seja, ontem, e nunca jogou nada anterior a isso, e já se acham gamers. Usei um dos jogos mais populares como exemplo, poderia ser GTA, Resident Evil 4, God of War, esses que qualquer um joga, e depois querem vir dar lição de moral nos gamers que já tem muito mais "estrada".

E eu nunca escrevo Counter-Strike certo linkred
Hum, ontem?Num video game que ta no brasil a pelo menos uns 13 anos?Antes do Super nintendo você jogou master system?Mega drive? E pelo texto que eu acabei de ler você começou a jogar o SNES la pelo começo dos anos 2000, onde o video game da época era o PS2, os "gamers de ontem" não tem culpa! E justamente por causa disso eles podem dar muita lição nos de "estrada", por que eles abraçam as coisas novas, e os de "estrada" geralmente ficam "ah, na minha epoca não era assim, hurr durr" "morrowind é melhor que Skyrim" "o melhor CS é o 1.5" "atari>>>>>>PS4", sei que não são todos assim, mas é isso que se vê na internet.



Acabou de escrever CS certo XD

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Re: Escrita Livre - Papo Gamer

Mensagem por Willi em Dom Fev 08, 2015 9:43 pm

Eu joguei muito Polystation (NES), Atari, Mega Drive e Super Nintendo na época em que o PS2 imperava! ^-^ Além do mais, sempre busquei conhecer games de todas as épocas. Antes, me referi ao pessoal que começou no PS2 e só foi dali pra frente, só acompanhando lançamentos e tal, sem nunca olhar pra trás pra descobrir bons jogos anteriores aos da plataforma atual de cada época.

Mas bem interessante esse seu ponto de vista dos "novinhu" com relação aos velha guarda like me. E sim, arrumei esse CS aí, na verdade é o próprio CS que escreve errado, pois em qualquer outro lugar Strike é com Y lol!

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Re: Escrita Livre - Papo Gamer

Mensagem por Vibastos em Dom Fev 08, 2015 11:24 pm

Wili escreveu:E sim, arrumei esse CS aí, na verdade é o próprio CS que escreve errado, pois em qualquer outro lugar Strike é com Y lol!
Eu realmente to tentando entender se isso foi uma piada ou se você tá falando sério xD

PS: QUERO RANKING!CADE RANKING?

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Re: Escrita Livre - Papo Gamer

Mensagem por Alexandre em Dom Fev 08, 2015 11:55 pm

Esse é um daqueles textos do Willi que eu preciso de um tempo para refletir e pensar em uma boa resposta.

Mas já deixo meus parabéns, espero por mais textos assim!

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Re: Escrita Livre - Papo Gamer

Mensagem por infernosword em Seg Fev 09, 2015 1:45 am

Sábio Alexandre! Sem querer acertou na mosca dessa vez. Acompanhe!

Primeiro quero dizer que o grande percursor da escrita livre aqui no fórum sou eu. Isso mesmo! Textos sem sentido, duplicidade de ideias e grandes contradições. Um jeito perigoso de escrever, se me permitem dizer. E também textos difíceis de bancar. São sopas de opiniões jogadas ao vento pra que quiser pegar, usar, misturar e jogar fora (e com o fato curioso de que muitas pessoas realmente acreditam que aquilo foi pensado, calculado e pior: acabam achando alguma utilidade). Além do mais, como já citado, é péssimo para qualquer tipo de análise, crítica ou postura de opinião e tenebrosos quando se precisa treinar coisas como dissertação para o vestibular.
Mas é apaixonante. Funciona mais ou menos assim: uma ideia puxa a outra. E isso vira um assunto. Para os mais loucos, como eu, é só acender a fagulha. Você deixa passar livre as primeiras palavras e, em seguida, observa o fluxo e o texto se monta praticamente sozinho (e de uma forma abstrata). Desse abstrato, um pouco cai na malha fina, ou seja, a sua consciência e a sua demagogia filtram tais conteúdos para que eles formem um abstrato mais próximo do "meu abstrato". Algumas vezes mais, algumas vezes menos.
Desse conjunto, saem três caminhos: o dos autores que leem, os dos que re-leem e o dos que mandam tomar no cu. O último é simples, é arte, é Dadaísmo, quase poesia. E termina nessa última etapa, a do meu abstrato mesmo. Esse tipo de texto não serve pra nada, a não ser para confortar o autor e dar-lhes a sensação de dever comprido. Normalmente gera textos incompreensíveis e incompreendidos.
O primeiro é o dos preocupados. Não com o texto, mas com a reputação. Não importa o que o texto diz, contanto que ele não se volte contra o autor. Por isso é necessário que algumas mudanças sejam feitas para que seja uma expressão de opinião segura. Comentários de internet. Maldosos eu admito, mas também engenhosos, pois não se prendem (as vezes nem se prendem) às questões debatidas, mas às circunstâncias ambientais do texto. É fácil atacar uma personalidade que apoia a Dilma (ainda se já houver apoio da massa contra essa personalidade), mas muito difícil atacar a questão levantada pela pessoa, pois você não vive a realidade dela, não entende os motivos e mal conhece (se conhece) ela.
E os que re-leem (essa palavra não existe). Esses textos geram... bem... nada. Esse é um texto livre que deixa de ser livre. Ele passa a ser pautado. Ele passa a ser um texto-reflexão. Ele passa a ser reescrito e naturalmente repensado. Ele morre e renasce em outra categoria. Normalmente um texto bom, mas trabalhoso, muito trabalhoso. Muito exigente, também.

Enganou-se quem achou que esse acima do Willi foi sobre "Papo Gamer". Esse é só o assunto.
Na verdade o texto acima é sobre texto livre. Torna-se claro que, além da dica do primeiro parágrafo, o autor está fazendo uma experiência. Experiência aparentemente segura, afinal é mais fácil ir em cima de um assunto que se domina do que um que não se domina. Aparentemente porque, quando o texto é livre, pouco importa o que você sabe ou não sobre o assunto. Se ele te dá mais segurança, tudo bem, faça-o. Mas a ideia é a de que o texto livre é para livra-lo de preceitos, não inseri-lo cada vez mais neles. Outra forma de descobrir que o texto é livre: note como o tópico dois conflita diretamente com o último tópico. O centro do tópico dois é o seguinte: reduzir o universo "Adquirir um jogo" ao fator monetário. São feitas assunções por parte do autor de que 200 reais gastos com um jogo bom é positivo, enquanto 200 reais gastos com um jogo ruim é negativo, quando na verdade são 200 reais e nada mais. Note como não é possível definir um jogo bom e um jogo ruim, note como não há como definir se 200 reais pesam no orçamento (e se pesam, qual o problema?), assim como não há como definir os que são "gamers" e os que são "modinhas de play 2", assim como não há como definir o que é ser mais um "manipulado da mídia". Aí você lê o último parágrafo e verifica a semelhança de tal paragrafo a esse desmantelamento do paragrafo dois. O texto livre não serve para dar opinião, serve para abrir caminho para um outro texto, ou para entreter o autor (pessoalmente falando). E é legal, porque dá pra você criticar o texto livre inteiro sem atacar o autor intelectualmente, afinal é um texto livre, não um texto pensado. Fiz isso para dar um foco superior do que é um texto livre e para mostrar como a ironia pode ser engraçada, pois muitas vezes julgamos pessoas por debates inúteis (na internet, por exemplo), mas vez ou outra debatemos textos não-debatíveis. Ainda mais se bem escritos.

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Re: Escrita Livre - Papo Gamer

Mensagem por Willi em Seg Fev 09, 2015 11:42 am

Caramba Inf, que mente mirabolante essa a sua, deu até tela azul no meu cérebro.

Na verdade eu não tinha pensado em nada disso aí que você disse, simplesmente sentei e fui escrevendo, e a intenção era realmente ser um papo gamer e debater sobre as questões gamers abordadas. Não achei também que eu fosse fazer o Ale mesmo ter que pensar pra responder.

Credo gente XD

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Re: Escrita Livre - Papo Gamer

Mensagem por Alexandre em Seg Fev 09, 2015 1:20 pm

Willi escreveu:Não achei também que eu fosse fazer o Ale mesmo ter que pensar pra responder.

Hahaha. O problema é que se eu escrevo textos longos depois da meia-noite eu acabo me confundindo um pouco. Meu cérebro começa a dar curto por essas horas.

Enfim, minha opinião sobre os tópicos abordados:


Sobre os novos consoles: Eu já imaginava que a sétima geração seria esquecida bem rápido. O mercado de consoles está crescendo muito, e as empresas precisam fazer de tudo para empurrar a nova geração aos jogadores. É por isso que tanto a Sony quanto a Microsoft e a Nintendo buscam lançar exclusivos para eles. Afinal, se a Sony lançasse um novo Uncharted 4 para PS3, ninguém ia atrás do PS4.

A questão é que, como você mesmo disse, a mídia está muito mais ativa do que antes. Na época em que a internet ainda era exclusividade dos mais bem afortunados, o pessoal tinha bem menos acesso às informações. Hoje em dia todo mundo assiste a E3, todo mundo vê o que as empresas estão lançando para suas novas máquinas. Eu não sou dessa época, mas o pessoal gamer mais velho diz que houve um tempo em que a única forma de se saber sobre um novo jogo era comprando uma revista.

Tem também a questão das redes sociais. As empresas estão cada vez mais próximas dos jogadores. Por exemplo, a Sony chega no twitter e posta: "Pessoal, Uncharted 4 para #PS4 terá um enredo bem maior do que o anterior!". Depois vem a Microsoft e contra-ataca: "Galera, Halo 5: Guardians para #XboxOne terá um novo modo de batalha para quatro jogadores." Daí chega a Nintendo: "Amigos, foi confirmado novo conteúdo adicional para o Mario Kart 8 #WiiU."

Isso que eu falei aí em cima desencadeia o que você citou no texto: A mídia fica louca pelos novos consoles e acaba esquecendo os anteriores.


Agora, sobre o gosto e a diversão de cada um. Eu sinceramente não sei muito mais o que falar sobre isso, porque acho que já comentei várias vezes em outros tópicos.

Eu acho muito saudável quando um gamer descobre do que ele gosta. Se ele se sente melhor com jogos da Nintendo, da Sony ou da Microsoft, é bom pra ele. Todo mundo tem o direito de expressar sua opinião, afinal ainda não vivemos numa censura total. Mas tem gente que se apega tanto ao que gosta, que deseja que o outro se ferre.

Eles só são extremamente apegados a uma empresa, jogam tudo que ela oferece, elogiam algo que ainda nem foi lançado e gastam horas criticando lançamentos de outras produtoras... Que nem sequer jogaram. Eu já vi muita gente assim em outros fóruns. Pra falar a verdade, eu nem sequer os considero como gamers. São apenas fanáticos que se apegaram a uma empresa.

Enfim, acho que isso é tudo.

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Re: Escrita Livre - Papo Gamer

Mensagem por Gustavo em Ter Fev 10, 2015 1:05 pm

Texto foda Willi! Cocncordo com praticamente tudo, nem tenho o que comentar.

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Re: Escrita Livre - Papo Gamer

Mensagem por infernosword em Ter Fev 10, 2015 10:24 pm

Willi escreveu:Caramba Inf, que mente mirabolante essa a sua, deu até tela azul no meu cérebro.

Na verdade eu não tinha pensado em nada disso aí que você disse, simplesmente sentei e fui escrevendo, e a intenção era realmente ser um papo gamer e debater sobre as questões gamers abordadas. Não achei também que eu fosse fazer o Ale mesmo ter que pensar pra responder.

Credo gente XD

Opa, entao derrubei a tese sem querer XD

Enfim, eu concordo mesmo com o Vi, tem muito novato que da um vareio nos tiozao e esse negocio de jogar SNES so pra dizer que e da velha guarda e tao ridiculo quanto o so ter jogado PS2. Abracar as coisas novas e respeitar as antigas. Sem bichisse. Queiram ou nao, os gamers mais hardcore que eu vejo sao os que jogam LOL.

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Re: Escrita Livre - Papo Gamer

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