Coisas Que Me Tiram do Sério em Games

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Coisas Que Me Tiram do Sério em Games

Mensagem por Willi em Ter Dez 23, 2014 12:37 am



Jogar videogame é sem dúvida uma das diversões mais completas que existem. Além de aprimorar nosso raciocínio e reflexos mentais, e proporcionar um contato social quando jogamos entre amigos, uma boa jogatina também nos expõe a um leque de emoções, como alegria, tensão, calma, prazer, e até mesmo raiva em alguns momentos. A raiva que um game pode causar em um jogador pode ser decorrente de vários motivos, muitos deles comuns entre os players, e outros mais particulares. No tópico de hoje, elencarei algumas situações e ocasiões que mais me irritam em jogos.


Depender do jogo para execução de ações



Algo que me faz sentir saudades dos jogos antigos é a valorização do nosso reflexo como jogadores. Precisão com saltos, timming correto para atacar e defender, esquivas ágeis... se não tivéssemos reflexos apurados para fazer nosso personagem desempenhar estas ações com certa rapidez, a falha nos custaria vidas. Mas nos games de hoje em dia, uma grande parte das ações que o personagem pode executar aparecem na tela no momento em que podem ser feitas. O reflexo ainda é necessário, sim, mas acaba-se relaxando um pouco e esperando o aviso aparecer na tela para executar a ação. Só que o que me irrita mesmo é quando só se pode executar a ação quando o aviso aparece na tela, ou seja, o reflexo é totalmente desnecessário, basta esperar que o jogo avise o momento e só é possível fazer quando o jogo permitir, nem antes e nem depois! Que raiva de ter que esperar o jogo dizer "Takedown" para então aplicar o nocaute no inimigo, e pior ainda é quando o jogo demora para exibir a "autorização" na tela, e por consequência desse atraso tomamos dano ou até morremos, algo que não aconteceria se as coisas estivessem nas nossas mãos e fossem feitas com os nossos reflexos.

Mapas enormes



Falando sério, eu não gosto de mapas imensos em jogos. O pessoal se molha todo quando anunciam que jogo X vai ter o mapa trocentas vezes maior que o de jogo Y, mas na prática, isso só atrapalha. Na maioria dos casos, o gigantesco mapa do jogo é na verdade vazio, e as coisas ficam muito distantes umas das outras, só para nos fazer perder tempo nos deslocando. Tem casos em que nem o bendito fast travel resolve. Aí nota-se que a área útil daquele mapa é na verdade a metade dele, o resto é só espaço vazio para encher nosso saco. Em outros casos, o mapa é recheado com coisas demais, são MUITAS missões secundárias, MUITOS coletáveis, muita pótcha, como dizem aqui na minha região (pótcha quer dizer tralha, tranqueira, porcariazinhas, migalhas que temos que ficar catando e não servem pra nada). E não me venham dizer que isso só aumenta a vida útil do jogo, porque se é pra expandir um game pra 50 horas com coisas chatas a se fazer, então que o deixem com 15 horas mesmo. Eu fiz a experiência de coletar TODOS os colecionáveis de Far Cry 4, e não foi nada divertido, só me estressei com isso (150 pôsteres, 55 máscaras, 50 sinos, 20 cartas e 20 diários). Um jogo longo tem que continuar sendo divertido, e não ser longo só por ser. E não tem nada de divertido em fazer trocentos objetivos bobinhos ou ficar andando pra cima e pra baixo em áreas vazias de um mapa.

Objetivos distantes



Tão ruim quanto um mapa gigantesco, é quando o lugar para onde você deve ir no mapa é pra lá de onde o diabo perdeu as botas. Pra quê colocar os objetivos a 900, 1000 metros de distância e bloquear os fast travels, se no caminho não vai acontecer nada? Haja saco.

Idas e vindas



Quando joguei Super Mario 64 pela primeira vez, simplesmente adorei a ideia de explorar o castelo da princesa em busca de novas fases, e de ir desbloqueando novas áreas do mesmo ao longo da jornada. Tanto as áreas onde há fases, quanto as salas secretas onde há apenas uma estrela ou até mesmo uma mini fase oculta, os vais e voltas pelo castelo eram muito divertidos. Inclusive, na época, tive um hobby de criar detonados para versões falsas de Super Mario 64 que eu mesmo inventava, e as escrevia em longos documentos do Word. "Vá por aqui, faça isso, depois volte e faça aquilo, mas no caminho você também pode ir por ali e pegar tal coisa como extra". Eu elevava a exploração que o Super Mario 64 já tinha a três, quatro níveis acima, tamanho o apreço que peguei pelo esquema do jogo. E não só ele, como outros games que já jogara ou vim a jogar posteriormente, como Ratchet & Clank de PlayStation, Goof Troop de SNES, Devil May Cry, tinham essa mecânica de ir e voltar para progredir. Só que, quando isso é demais, hmm, não digo que fico irritado, mas me sinto sufocado e sempre parece que estou deixando algo para trás ou esquecendo de acessar alguma sala ou tela, e é isso que me irrita. Jogos como Castlevania Symphony of The Night, os primeiros Resident Evil, Metroid, essa exploração e essas idas e vindas são complicadas demais e pouco intuitivas, e por isso passo longe desses games. Acho que se eu fosse de fato jogar um Super Mario 64 que fosse do jeito que os meus detonados eram, eu odiaria o game.

Não ter tradução



Enquanto o inglês era a única opção de idioma que o brasileiro podia usufruir em jogos de videogame, eu confesso que até fazia um esforço para tentar entender a história, e se não entendesse ia na internet para lê-la. Mas desde que os jogos passaram a vir oficialmente com legendas em português e, mais recentemente, dublados, jogar algo de complexidade "média ou maior" em inglês simplesmente não vai mais. Com tradução, você entende a história do jogo 100%, de maneira que o "85%" entendido com o jogo em inglês incomoda. Pegar um jogo todo em inglês dá tamanho desânimo que acabo preferindo nem entender nada do que me esforçar pra entender os 85%, porque sério, jogar games legendados e principalmente dublados, é outro papo. Você pode não concordar, mas se começar a jogar games nessa condição com frequência, um pouco de razão você me dará, não importa o quão bem você compreenda o inglês. No meu caso, eu domino o idioma inglês consideravelmente bem, só que em games ele passa muito rápido. Até eu ler uma legenda, interpretar e juntar o fato com o da legenda anterior, a próxima legenda já está dando lugar à seguinte. Inclusive, há games que sei que possuem uma ótima história ou que são focados nela, como Resonance of Fate, Catherine e Final Fantasy, que eu adoraria jogar, mas como só estão disponíveis em inglês e a história tem um peso muito grande no aproveitamento do gameplay e do jogo como um todo, prefiro esperar alguém fazer uma tradução não oficial, para que quando for jogar esses games, o aproveite como merecem. E poxa, o Brasil tem um público gamer muito grande, as indústrias têm que se coçar e começar a lançar games no nosso idioma como padrão, e não como esporadicidade.

Ausência de trilha sonora



Acredito que o que fez os consoles antigos serem tão marcantes nas nossas infâncias, foi em grande parte a trilha sonora linda, memorável e única que cada game possuía. Tanto eu como você podemos lembrar sem esforço o tema completo tocado em cada fase dos jogos que jogávamos quando eramos menores. Hoje em dia as produtoras parecem dar cada vez menos atenção à musicalidade de seus jogos (e atenção exacerbada aos gráficos). A trilha "de cinema" que muitos jogos possuem, aquela que serve só para enaltecer o momento e situação que estão acontecendo, não é memorável. Casa bem com o momento em que é aplicada, mas não é memorável. O pior é quando os jogos nem música possuem. Cito de novo o exemplo de Far Cry, que em muitos momentos só se ouve os sons dos passos do personagem, não há música alguma. Por este motivo acredito que os consoles atuais serão menos marcantes à geração que está crescendo jogando-os do que os antigos foram para nós. Se lembrarão, sim, dos jogos, das fases, das emoções que sentiram jogando tal título, mas o carinho para com os jogos, que é algo que nós sentimos em grande parte graças às músicas dos games antigos, esse não será sentido tão facilmente.

Delay de renderização



Se tem uma coisa que me frustra demais é ver um cenário embaçado ficar nítido na minha frente. Os jogos de hoje em dia tem tanto loading pra quê? Pra carregar as coisas, poxa! Carreguem tudo então antes de iniciar o gameplay, pois quando vou jogar gosto de ver o cenário pronto, e não terminando de se formar enquanto ando por ele. Mas mais irritante que o delay de renderização dos cenários, é o...

Delay de carregamento



Um cenário "meio feito" se definir na sua frente já é algo ruim, mas pior ainda é quando não tem cenário! Se tem uma coisa broxante é ver o cenário se montando logo à frente do personagem, isso dá uma sensação de mal funcionamento imensa, torna tudo muito desagradável. Quando é um item distante, que está no fundo da tela onde nem estamos prestando atenção, tudo bem. Mas quando é logo à nossa frente, pelo menos pra mim, me tira do sério. Esse é um dos fatores que mais me afasta dos jogos da geração 32/64 bits. Até dá pra encarar polígonos pontudos, mas o cenário se construindo logo à nossa frente é demais.

Falação



Possuo a "radical" opinião de que a história tem que ficar nas cutscenes, o gameplay é para jogar. Se tem algo muito irritante é quando, durante a jogatina, o personagem anda devagar porque está conversando. Isso só mata o fator replay do jogo. Mesmo The Last of Us, que é um game conhecido por ser uma perfeita obra de cinema, possui um ótimo fator replay porque toda a história está nas cutscenes. Já viu? Só dar skip. Mas quando a história se intromete no gameplay e você já a viu uma vez, a "rejogada" se torna massante. Cinematizar demais um jogo no intuito de deixá-lo "fodão" só o torna mais ainda uma experiência de uma vez só.

O MALDITO TELEFONE/RÁDIO/PONTO/COMUNICADOR QUE O PERSONAGEM NÃO LARGA O JOGO TODO



COM VOCÊS, O ITEM QUE ME DEU A IDEIA DE CRIAR ESTE TÓPICO! SIM, existe algo que consegue me estressar mais do que qualquer um dos itens acima, e olha que todos são coisas que odeio pra valer. E este item é a porcaria do aparelho de comunicação que o personagem carrega o jogo todo para falar com seus ajudantes que não estão ali presentes mas que fazem parte da história (aaah como eu gostaria que certos jogos tivessem um pouco menos de história só para o personagem saber se virar sozinho). É o comunicador do Ajay no Far Cry 4, o ponto do Batman em Batman Arkham, o monitor holográfico do Raiden em Metal Gear Rising, o telefone do cara (qualquer um que for) em GTA, o comunicador da Lara no Tomb Raider, até o rádio do cara em Need For Speed The Run serve para que momentos em que uma ótima trilha sonora teria seu espaço para brilhar, sejam trocados pela porcaria de um diálogo pelo comunicador. Meu Deus, eu já jogo offline pra ninguém vir me encher o saco, aí no jogo os bots ficam sarneando o tempo inteiro! Caramba, calem a boca, porra!



E vocês? Compartilham de alguma das minhas raivas? Têm alguma diferente? Mandem aí, vamos "ragear" juntos, hahahaha!


Última edição por Willi em Ter Dez 23, 2014 12:25 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Coisas Que Me Tiram do Sério em Games

Mensagem por Alexandre em Ter Dez 23, 2014 1:15 am

Eu vou ter que discordar do "Idas e Vindas" porque em todos os jogos que você citou a intenção é te fazer "decorar" o lugar, mas aos poucos as coisas vão mudando. No caso dos Resident Evils antigos, em vários trechos você volta pra um lugar que já havia ido antes e se surpreende com alguma coisa que acontece.

Você fica com aquela sensação de "Ah, vou ter que passar ali de novo..." e de repente BOOM! E sério, eu prefiro jogo assim do que "retão".


E sobre as traduções... Eu li um comentário curioso na internet que dizia que num futuro próximo as crianças vão deixar de se interessar em aprender outras línguas porque provavelmente todos os jogos vão vir em português. É curioso porque o meu interesse em aprender inglês veio com o Donkey Kong Country 3 e o Toy Story no meu velho SNES. Enfim, hoje eu domino 100% do idioma, e várias vezes baixo versões sem tradução mesmo. Eu bati o olho na legenda dessa screenshot do Catherine, e meu cérebro traduziu automaticamente. Obrigado DKC 3 e Toy Story Very Happy.

Enfim, por enquanto eu vou colocar só isso, mas amanhã eu volto aqui e aponto as coisas que me irritam em games, porque já passa da 1 da manhã e minha cabeça começa a falhar nesse horário.

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Re: Coisas Que Me Tiram do Sério em Games

Mensagem por Alexandre em Ter Dez 23, 2014 3:22 pm

Ok, vamos lá:


Protagonistas sem alma



Parece que é lei em RPGs: Se você pode customizar seu personagem, significa que ele será apenas um "boneco" na história. Em Skyrim por exemplo, o seu personagem é o "Dragonborn" que vai salvar o mundo da destruição. E como ele faz isso? Seguindo ordens de todo mundo, não dizendo uma palavra, e não demonstrando nenhuma emoção. Todo mundo manda nele, e você é obrigado a obedecer calado.



Câmera MUITO perto do personagem



Virou moda nessa geração colocar os personagens mais pro canto da tela, pra você enxergar o que está na sua frente. Mas o que acontece em alguns jogos como Dead Space chega a ser um absurdo: A câmera fica tão perto do personagem, que não é exagero dizer que às vezes o jogo quase fica em primeira pessoa. Pra mim é bem melhor quando você pode enxergar o personagem de corpo inteiro, como em Gears of War. De preferência com a câmera mais afastada, pra que seja possível ter uma boa visão do que está acontecendo ao seu redor.



Finais ridículos em ótimos jogos



Quando zerei Rayman Origins, acho que a única decepção que tive foi com o final. Tudo bem, o primeiro Rayman de PS1 não tinha o melhor desfecho do mundo, mas aquela cutscene dos fogos de artifício deixava aquele ar de "Você salvou o mundo!". Mas o final do Rayman Origins foi uma grande sacanagem, já que o jogo é bastante longo e divertido. Quando eu achei que não podia ficar pior, veio o final do Rayman Legends. Pela segunda vez consecutiva, a Ubisoft colocou um final ridículo em um ótimo jogo.


Inimigos que te matam com cutscenes


(Sério, eu gosto de você, Dead Space, mas já é a segunda vez que tu aparece aqui, heim?)

Uma das coisas que mais me irrita em jogos de ação. Você está enfrentando um inimigo normal do cenário, ainda com um pouco de vida restante. De repente ele te pega e você percebe que não está mais jogando. Você tem que esperar 15 segundos até que o inimigo arranque seus braços, te bata com eles, te jogue no chão, pise em cima, olhe pro alto e dê um grito até a tela de "game over" aparecer. Assistir isso pela primeira vez é até interessante, mas e quando o jogo fica fazendo isso até o final? Falando sério, no Dead Space tinha vezes que quando eu percebia que não estava mais controlando o Isaac, eu simplesmente apertava "Esc" e clicava em "Load checkpoint". Era bem mais rápido.


Bem, por enquanto é isso.

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Re: Coisas Que Me Tiram do Sério em Games

Mensagem por J. Marlon em Ter Dez 23, 2014 5:36 pm

- Loadings a cada porta que você entra, ao acessar inventários e em simples menus;
- Quando a câmera atrapalha/confunde a jogabilidade em momentos críticos.

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Re: Coisas Que Me Tiram do Sério em Games

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