Variable Geo Exile Mayhem

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Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Ter Abr 01, 2014 12:03 am



PRÓLOGO


A meia-noite se aproximava. As ruas escuras de Tóquio estavam aos poucos ficando vazias. Em uma delas, um homem se aproximava de uma casa que aparentava estar inabitada.

Ao se aproximar, verificou se ninguém estava o observando. Em seguida, abriu o portão enferrujado e entrou. O jardim estava repleto de folhas que haviam caído das árvores. Era como se ninguém limpasse o local a meses.

A porta estava destrancada. O homem entrou. Após passar por uma sala vazia, se aproximou de uma das portas e a abriu.

No quarto em que entrou, um homem estava sentado em uma cadeira. Na mesa a sua frente estava um Notebook onde ele mexia em alguns arquivos. No meio do quarto havia uma mesa de madeira. Em cima, repousava o corpo de uma garota de longos cabelos azuis.

- Encontrou o que eu lhe pedi, Raiden? - Perguntou o Homem, sem olhar para Raiden.
- Eu encontrei um objeto nos escombros do segundo andar do ginásio. Exatamente como você descreveu, Makoto.

Raiden se aproximou de Makoto e colocou a mão no bolso de sua calça, retirando algo que parecia um chip.

- É revestido de diamante... - Disse Makoto pegando o chip - Incrível!
- Então... Podemos passar para a segunda parte do plano? - Perguntou Raiden.

Makoto se levantou, ainda segurando o chip e se aproximou da mesa onde o corpo da garota continuava imóvel.

- A VG Corp. está praticamente liquidada... Mas não precisa acabar assim. - Disse Makoto.
- Estamos incrivelmente fracos, Makoto. Nossa organização não existe mais. Você não acha que qualquer tentativa de contra-ataque a essa altura seria suicídio?

Makoto olhou para Raiden.

- Não da forma como planejo.
- Hum... Você tem alguma idéia que ainda não me contou?

Makoto voltou para seu notebook e encaixou o chip em uma das entradas.

- Esse chip contém a data das memórias dessa garota. Sabe o que isso quer dizer, não sabe?

Raiden observou a tela do notebook que carregava os arquivos do chip.

- Sei... Você vai verificar tudo que ela presenciou até a hora de sua morte.
- Exato... Nesse caso, quando ela acordar, saberemos exatamente tudo que ela presenciou.

Raiden cruzou os braços.

- E você vai estudar suas memórias para descobrir uma forma dela lutar ao nosso lado?

Makoto começou a ler os arquivos que haviam sido carregados.

- Exato. Dessa forma podemos estudar a melhor forma de convencê-la a ficar do nosso lado.

Raiden olhou novamente para o corpo da garota.

- Entretanto, eu preciso te pedir uma coisa, Raiden.
- Hum... O que é?
- Essa data contém uma incrível quantidade de energia. Eu poderia dizer que a VG Corp. chegou muito perto do seu objetivo. No entanto, o corpo dessa garota não vai conseguir aguentar tudo isso no momento em que ela acordar. Vai ser necessário tempo até que ela esteja pronta.

Raiden olhou para o monitor.

- E o que quer que eu faça?
- Eu calculo que levará algo em torno de trinta dias para seu corpo estar pronto para receber tamanho poder. Enquanto isso, quero que cuide dela.

Raiden se espantou.

- Você quer... Que eu cuide dela?
- Sim. Não podemos deixá-la aqui, e eu ando muito ocupado com esses estudos. Você por outro lado tem a capacidade de cuidar de uma garota em sua casa, não é?

Makoto precisava analisar as memórias do arquivo, e ao que tudo indica levaria tempo. Raiden vivia sozinho em seu apartamento, e não seria problema para ele cuidar de alguém.

- Eu... Tudo bem, eu aceito. - Disse Raiden.

Makoto riu.

- Muito obrigado. Aqui, eu vou fazer uma rápida edição em sua memória para que ela não tenha dificuldade em te aceitar como um familiar. Mas ela precisa de um nome. Quer ter as honras?

Raiden olhou novamente para o corpo repousando tranquilamente em cima da mesa.

- Eu não sei...
- Não é tão difícil. Pense um pouco.

Raiden observou o rosto sereno da garota.

- ...Angel.
- Angel? Como se ela fosse uma divindade, ou coisa do tipo?
- Não é um nome muito estranho, e nem muito trivial.
- Hum... Tudo bem. Eu vou armazenar isso.

Makoto começou a apagar alguns conteúdos do arquivo e escrever outros.

- Está tudo pronto... É hora de ver se isso vai dar certo...

Makoto levantou-se e foi até o corpo da garota. Em seguida, retirou uma seringa de seu bolso.

- O que vai fazer...? - Perguntou Raiden.
- Isso aqui fará com que seu corpo esteja pronto para receber as memórias artificiais. Em seguida, irei aplicar o conteúdo dos arquivos em seu cérebro. Pode levar algumas horas para que ela acorde.

Raiden baixou sua cabeça.

- Por que estamos fazendo isso...? A organização está praticamente morta. Acha que ainda temos alguma chance?

Makoto suspirou.

- Eu não quero passar o resto da minha vida sabendo que dediquei tanto tempo e atenção para um projeto que no fim acabou sendo destruído. E você?

Raiden pensou.

- Eu ainda temo um pouco pelo que pode acontecer. Praticamente todos os membros da organização morreram em combate. Por que seríamos exceções?

Makoto se aproximou de Raiden.

- Você é meu irmão, Raiden. Eu não vou te abandonar. Vamos tentar mais uma vez, Ok?

Raiden hesitou por alguns segundos, mas acenou positivamente.

- Muito bem... Vamos ver o que vai sair disso. - Disse Makoto, preparando a seringa.

Em seguida, Makoto injetou o líquido no braço esquerdo de Angel.

- E então...? - Perguntou Raiden.
- O corpo parece ter reagido bem a substância. Caso contrário, presenciaríamos alguns espasmos.

Makoto voltou para o Notebook.

- Agora preciso transferir a data desses arquivos para um microchip, para injetar em seu cérebro.
- E então ela vai me reconhecer... Como um parente?
- Exato. Mais precisamente, Angel será sua sobrinha.

Raiden cruzou os braços. Não era dessa forma que ele imaginava que um homem ganhasse uma sobrinha.

- Eu acho que posso lidar com isso.
- Perfeito. Lembre-se que daqui a um mês ela terá que voltar ao laboratório para a segunda parte.
- Entendi.


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RENASCIMENTO: FIM

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Alexandre
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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Eder em Ter Abr 01, 2014 11:23 am

Não farei piadinhas de primeiro de Abril do tipo "não gostei do prólogo" ou "você devia parar de escrever a fic".
Então, bom prólogo, aguardo a continuação.

EDIT: Meu 3000º. post xD

Eder
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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Qui Abr 03, 2014 12:05 am

AVISO - CAPÍTULO I

Angel abriu os olhos. Estava deitada em uma cama no que parecia ser o quarto de um apartamento. A luz do sol entrava pela janela, indicando que já era de manhã.

- Ãh... O que aconteceu? Onde estou? - Disse ela enquanto esfregava os olhos e se sentava.

Naquele instante, a porta do quarto se abriu. Raiden entrou.

- Angel... Você acordou...
- Você... Tio Raiden... O que aconteceu?

Raiden se aproximou.

- O que você se lembra?
- Eu me lembro... Ontem a noite eu estava no hospital... Depois disso...

"Então ela pensa que estava no hospital?"

Raiden começou a falar.

- Você sofreu amnésia após um acidente de carro. Não se lembra?

Angel colocou as mãos na cabeça.

- Eu... Acidente de carro? Amnesia...?
- Sim, você perdeu parte da sua memória devido a uma pancada na cabeça. É provável que você não consiga se lembrar muito bem do que aconteceu nos últimos dias.

"Ela não se lembra de nada... As memórias implantadas devem estar funcionando para que ela acredite em tudo que eu disser... Então Makoto pensou em tudo..."

- Mas o mais importante... Você está sentindo alguma coisa? Como está seu corpo?
- Está tudo bem... Na verdade, estou com muita fome.

"Ela passou muito tempo inconsciente naquele laboratório... Mas não sabe disso..."


Raiden levou uma bandeja de café da manhã para Angel, que estava na mesa da cozinha.

- Se precisar de alguma coisa é só me avisar. - Disse Raiden colocando a bandeja na mesa.
- Obrigada! Eu não sei porque, mas sinto como se não comesse a semanas!

Angel começou a comer, enquanto Raiden foi até a sala.

"É inacreditável... Até alguns dias atrás ela não faria a menor idéia de quem eu sou... E agora, me trata como um familiar..."

Raiden pegou o controle remoto e ligou a TV.

- Bom dia, população de Tóquio! - Disse o apresentador do jornal matinal - É melhor vocês se prepararem: A meteorologia prevê que essa noite uma tempestade vai se aproximar da cidade. Recomendamos a todos que não saiam de casa durante a noite, pois...

Naquele instante, alguém bateu na porta.

- O quê...? - Disse Raiden assustado.

Raiden vivia sozinho. Não tinha familiares por perto, e ele não era do tipo que fazia amigos. Receber visitas em casa era algo extremamente raro, para não dizer impossível.

Lentamente, Raiden levantou-se e foi até a porta. Ao abrí-la, encontrou dois policiais.

- Você é Raiden Yuuji? - Perguntou um dos policiais.
- E vocês, quem são? - Perguntou Raiden.
- Nós somos da polícia de Tóquio. Meu nome é Maxwell, e esse é meu parceiro Akira.

Raiden olhou para os dois.

- Como sabem meu nome?
- Isso aqui é seu?

Maxwell entregou para Raiden um pacote endereçado a Raiden. Ele conhecia muito bem a letra. Era de Makoto. Raiden abriu o pacote e encontrou um pendrive.

- Esse pendrive contém alguns arquivos de trabalho... Mas só quem tem isso é meu irmão, Makoto... Por que está com vocês?

Maxwell e Akira se entreolharam.

- Então você é irmão de Makoto?
- Me digam logo onde querem chegar! - Disse Raiden, perdendo a paciência.

Naquele instante, Angel apareceu atrás de Raiden.

- Tio Raiden...? O que está acontecendo?

Raiden olhou para Angel.

- Não se preocupe. Eles vieram me entregar algo que meu irmão me enviou.

Angel olhou por alguns segundos, até voltar para a cozinha.

- Sejam rápidos. - Disse Raiden.

Maxwell suspirou.

- Bem... Essa madrugada recebemos uma denúncia. Estava tendo muito barulho em uma casa abandonada na área Leste de Tóquio.

"Casa abandonada... Eles estão falando do laboratório...?"

Akira começou a falar.

- Quando chegamos lá... Bem... Eu acho melhor você nos acompanhar...

Raiden baixou a cabeça.

- Esperem um pouco...

Raiden foi até a cozinha e encontrou Angel, que estava guardando a bandeja.

- Angel... Eu vou ter que sair por algum tempinho... Acha que pode ficar sozinha?

Angel se virou para Raiden.

- Ah... Eu estou bem, tio. Não se preocupe!

"Ela continua me chamando de tio..."

- Tudo bem. Eu prometo que não vou demorar.

Angel sorriu. Raiden voltou para os policiais.

- Vamos. Eu não quero... Deixar minha sobrinha sozinha por muito tempo.
- Não se preocupe, será rápido... Você só tem que nos ajudar com algumas coisas. - Disse Akira.

"O que será que aconteceu...? Makoto...?"


Os três se aproximaram da porta da casa abandonada.

- Esse lugar está deserto... O que exatamente vocês faziam aqui? - Perguntou Maxwell.
- É um excelente lugar para trabalhar sem que pessoas nos incomodem. - Respondeu Raiden.

Akira abriu a porta lentamente e entrou. Os dois entraram em seguida.

- Você disse trabalho...? Algo relacionado com experimentos? - Perguntou Akira.
- Sim. Nós fazemos pesquisas.
- Que tipo de pesquisas?

"Eles estão começando a me provocar..."

- Vocês disseram que houve algo aqui, correto? Poderiam deixar o questionário para depois?

Maxwell olhou desconfiado para Raiden.

- Como quiser... Akira, você na frente.

Akira se aproximou da porta do laboratório e a abriu.

- Nós encontramos o local nesse estado, e...

Raiden não esperou Akira terminar e se preparou para entrar.

- Cuidado!! - Gritou Maxwell.

Maxwell segurou Raiden pelos braços. Ao olhar no chão, Raiden notou inúmeros cacos de vidro espalhados. Aparentemente, quase todos os frascos e potes foram quebrados.

- Me solta! - Disse Raiden, empurrando Maxwell para trás.

Raiden desviou dos cacos de vidro. Ao olhar nos fundos do laboratório, seu rosto foi tomado por uma expressão de medo.

- Foi isso que nós encontramos... - Disse Maxwell.
- Ele é seu irmão, não é...? - Perguntou Akira.

Raiden não respondeu. Apenas continuava olhando para aquela figura.

Makoto estava sentado no chão, encostado na parede do laboratório. Inúmeros cacos de vidro haviam perfurado todas as partes de seu corpo.

- O quê... Aconteceu aqui...? - Perguntou Raiden.
- É o que esperamos que você nos ajude a descobrir. - Disse Maxwell.
- Não havia ninguém no local quando chegamos. Nós encontramos aquela carta endereçada a você, por isso fomos te procurar.

Raiden se aproximou do corpo de Makoto. Ele não conseguia sequer contar quantos cacos de vidro estavam perfurando seu irmão da cabeça aos pés.

- O que fizeram com você...? Quem fez isso, Makoto?! - Perguntou Raiden.

Maxwell e Akira se aproximaram.

- Você sabe de alguma coisa? - Perguntou Maxwell.

Raiden se virou para os policiais.

- Você sabe de algum motivo pelo qual alguém mataria seu irmão? - Perguntou Akira.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Eder em Qui Abr 03, 2014 9:43 am

Não pensei que o Makoto fosse morrer já no começo.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Sab Abr 05, 2014 12:31 am

AVISO - CAPÍTULO II


- Se você tiver alguma dica... Qualquer coisa... Nós chegaremos mais perto da verdade. - Disse Maxwell.

Raiden baixou sua cebeça.

- Eu sei tanto quanto vocês... Ontem a noite nós nos encontramos aqui de novo para continuar estudando. Não havia nada de estranho, nada de anormal... Eu não faço idéia do que pode ter acontecido!

Akira olhou para Maxwell.

- A hipótese de assassinato é a mais provável. Houve muita bagunça aqui. Não pode ter sido suicídio.

Raiden olhou novamente para Makoto.

- Ele não faria isso. Ele estava perfeitamente normal, e inclusive me pediu para vê-lo de novo hoje.

Raiden mentiu. O que Makoto queria era ver Angel novamente em um mês. Mas ele não podia contar isso para os policiais.

- Raiden, você tem sua sobrinha pra cuidar, correto? Não queremos tomar seu tempo. - Disse Maxwell.
- Você pode voltar pra casa. Nós vamos te avisar sobre qualquer progresso na investigação.

Raiden acenou positivamente, e saiu sem dizer mais nada, deixando Maxwell e Akira sozinhos.

- É... Pelo visto estamos sozinhos nessa. - Disse Maxwell.
- Você acha que tem algo errado com aquele cara? - Perguntou Akira, referindo-se ao comportamento de Raiden.

Maxwell cruzou os braços.

- Eu quero ficar de olho nele só por segurança. Mas não acho que ele saiba alguma coisa.

Do lado de fora, Raiden caminhava pela calçada. No céu, algumas nuvens começavam a surgir no horizonte. Aparentemente, a tempestade que o telejornal havia noticiado estava se aproximando.

"Eles podem continuar investigando... Eu vou tratar das coisas do meu jeito... Tenho um pressentimento de que alguém descobriu sobre Angel. E eu não sei se há muitas pessoas em Tóquio com ligação direta com a VG Corp... Exceto... Exceto elas..."


Raiden entrou em seu apartamento. Angel estava sentada no sofá assistindo TV.

- Ah, você chegou... O que aconteceu?

Lentamente, Raiden sentou-se ao lado dela.

- Meu irmão foi morto...

Angel se espantou.

- O tio Makoto...? Ele morreu...?

"Ela conhecia Makoto...? Claro! Ele deve ter se inserido nas memórias dela..."

- Sim... Encontraram-no morto em sua casa. Desconfiam que foi assassinato.
- Mas quem...? Quem faria isso...? - Perguntou Angel, com os olhos lacrimejando.

Para conformá-la, Raiden estendeu seu braço e puxou Angel pelo ombro, em direção ao seu corpo.

- Eu não sei... Mas não podemos fazer nada. Meu irmão se foi. A polícia vai tentar descobrir o que aconteceu. Enquanto isso só podemos esperar.

Angel não dizia nada.

"Não... Eu não vou esperar... Eu mesmo vou tratar de encontrar respostas. Nem que eu tenha que colocar minha própria vida em risco. Eu não vou ser pego tão fácil!"

Raiden baixou sua cabeça e olhou para Angel, que continuava com um olhar triste.

"Angel... Ela nem sequer conheceu Makoto realmente... E ainda sim estou aqui confortando-a pela morte de seu suposto tio..."


Yuka terminava de passar uma vassoura entre as mesas do restaurante.

- Ufa! Pronto! Acabei mais tarde do que o normal, hehe!

Yuka levou a vassoura até a despensa e a fechou.

- Agora posso ir pra casa! Se der tempo aproveito para visitar a Manami!

Antes que pudesse se virar, Yuka ouviu o sino da porta tocando. Aparentemente alguém havia entrado.

- Hã...? Quem viria aqui a essa hora...?

Assim que Yuka se virou, levou um susto. Raiden estava parado em frente a porta do restaurante, com os braços cruzados, e olhando fixamente para ela.

- O... O quê?! V... Você... Você está vivo...?!

Raiden olhava friamente para Yuka.

- Bom te ver também, Yuka! Podemos conversar?

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Seg Abr 07, 2014 12:26 am




AVISO - CAPÍTULO III



A noite estava chegando. Havia um vento forte que fazia as árvores da rua balançarem. Era sinal de que a tempestade estava perto.

Raiden puxou uma cadeira e se sentou.

- Eu fiquei sabendo que tem uma tempestade chegando. Sente-se, eu quero ser rápido.

Yuka não sabia ao certo o que fazer, mas resolveu obedecer Raiden.

- Então você se lembra de mim, né? - Perguntou Raiden.
- Sim, você... Você é um deles...
- Um membro da VG Corp. Meu irmão e eu trombamos com você algumas vezes, não?

Yuka baixou sua cabeça.

- Depois que Satomi e eu destruímos o laboratório e interrompemos o projeto Venus... Eu achei que você havia morrido.
- Mas eu estou vivo, assim como você.

Yuka continuava confusa.

- E... O que você quer comigo?
- Se você se lembra de mim, deve se lembrar de meu irmão, Makoto. Andávamos juntos.
- Eu não conheço vocês pelo nome, mas... Acho que lembro de alguém andando com você.
- Meu nome é Raiden. Meu irmão morreu na noite de ontem.

Yuka não entendia onde Raiden queria chegar.

- Eu... Eu sinto muito...

Raiden bateu as mãos na mesa.

- Você não sente nada! Você não tem motivo para lamentar por nós!
- E... Então o que você quer...? - Perguntou Yuka assustada.

Raiden se acalmou.

- Tem dois policiais investigando o caso.

Yuka se espantou.

- Seriam... Maxwell e Akira?
- Você os conhece...?
- Sim, eles são... Velhos amigos...

Raiden juntou as mãos.

- Amigos, né...? Então acho que você contou pra eles tudo sobre minha organização...?
- S... Sim... Fatalmente, acabei contando.
- Fatalmente... Entendo.

Raiden pensou por alguns segundos.

- Quem está aqui na cidade?
- C... Como assim?
- Você sabe do que eu estou falando. Quais das lutadoras estão na cidade?

Yuka pensou.

- Eu não tenho que te contar...

Raiden começou a perder a calma.

- Então eu vou ter que descobrir sozinho...
- A sua organização fez muita coisa errada. Eles colocaram a vida de pessoas em risco. Eles queriam poder absoluto para...

Raiden se levantou.

- Já basta. Eu não preciso ouvir isso.

Em seguida, Raiden se preparou para sair. Porém, antes de abrir a porta, virou a cabeça para Yuka.

- Mas fique sabendo de uma coisa, Yuka... Eu não me importo com o quão poderosa você e suas amigas são... Mas se alguma de vocês estiver envolvida na morte do meu irmão... Ou pior ainda, se tentarem encostar um dedo em alguém da minha família...

Raiden preferiu não terminar a sentença. Simplesmente abriu a porta e saiu do restaurante.

Yuka continuou sentada por alguns segundos, ainda tentando entender o que havia acabado de acontecer.


Raiden chegou em seu apartamento, quando já era noite. Ao entrar, encontrou a TV ligada. Aparentemente, Angel esqueceu de desligá-la.

- Hum... Só estática... Acho que o mal tempo está prejudicando o sinal.

Raiden desligou a TV. Em seguida, caminhou até o quarto de Angel, e a encontrou dormindo tranquilamente. Ao se aproximar, pegou o cobertor que estava mal colocado, e ajeitou-o até cobrir seu ombro.

- Não se preocupe, Angel... Eu não vou deixar que nada de mal aconteça com você. Eu não tenho certeza sobre quem matou meu irmão, mas... Não vai pegar a gente.

Raiden caminhou até a porta do quarto, e parou, olhando uma última vez para Angel.

- Eu prometo!


Enquanto isso, Maxwell se encontrava no apartamento de Akira. Maxwell mexia no computador enquanto Akira observava.

- Tem certeza?! - Perguntou Akira.
- É, a tempestade vai permanecer por vários dias. Vai ficar difícil conseguir sinal para dispositivos móveis e até mesmo internet vai ficar complicada em alguns lugares.

Akira virou-se de costas para Maxwell.

- Só pode ser brincadeira... Agora que temos um possível assassinato pra resolver?
- É, vamos ter que lidar com isso...

O celular de Maxwell começou a tocar.

- Falando em sinal... Ei, é a Yuka!
- Yuka? O que será que ela quer?
- Eu não sei...

Maxwell atendeu.

- Alô, Yuka.

Alguns segundos de silêncio se seguiram.

- ...Como é que é? Raiden? Tem certeza disso?

Akira se espantou.

- Mas ele fez alguma coisa com você...? Ah, só isso...? Entendo. Não se preocupe, eu vou tomar todas as providências possíveis. Onde você está...? Certo, não saia daí!

Maxwell desligou.

- Raiden...? O irmão da vítima? O que ele fez? - Perguntou Akira.
- Ele foi até o restaurante de Yuka. Pelo que entendi ele parece estar investigando a morte do irmão, e está desconfiando das lutadoras do torneio.

Akira cruzou os braços.

- Desconfiando delas...? Por quê?

Maxwell encarou Akira.

- Porque ele é da VG Corp. Ele e o irmão.

Akira se assustou.

- O... O quê?!
- Eu acredito que ele suspeita que a morte do irmão foi planejado por elas.
- Mas por que elas fariam isso?
- Eu não faço idéia. Mas é mais uma coisa que teremos que investigar. Acredito que Raiden está escondendo algo de nós.

Maxwell foi até a janela e notou que uma chuva fina começava a cair.

- Ele deve saber mais do que nos contou... Akira, eu quero ir até o apartamento do Raiden. Você vem comigo?
- Heim...? Mas agora?!

Maxwell olhou novamente para a janela.

- Pode ser tarde demais amanhã... E se ele fugir da cidade? A tempestade seria perfeita para uma fuga. Eu vou falar com ele novamente. E eu quero que você fique com Yuka, pra ela se sentir mais confortável.

Akira baixou a cabeça.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Qua Abr 09, 2014 12:59 am

AVISO - CAPÍTULO IV


Raiden estava sentado no sofá da sala. As luzes estavam apagadas. Mesmo assim, ele não conseguia dormir.

"Eu não acredito que elas não estejam envolvidas... Se descobrirem quem Angel realmente é, com certeza irão matá-la. Mas eu não vou deixar... Não vou permitir que façam isso com ela!"


Enquanto isso, o carro de Maxwell parava em frente ao restaurante de Yuka. A mesma estava esperando, assim como Maxwell havia ordenado.

- Akira, fique com Yuka até eu voltar.
- Você vai ficar bem?
- Não se preocupe. Vou tentar resolver tudo com calma e diálogo.

Akira abriu a porta do carro. A chuva estava começando a ficar mais forte. Rapidamente, ele correu até a porta do restaurante e entrou.

- Akira! O que vocês vão fazer? - Perguntou Yuka correndo em sua direção.
- Maxwell vai conversar com Raiden. Ele teme que se tiver algo de errado, ele vai fugir durante a tempestade.

Yuka baixou a cabeça.

- Não... Isso é muito perigoso... Ele pode estar planejando algo.
- Infelizmente não dá pra parar o Maxwell. Você sabe como ele é.


Raiden abriu a porta do quarto de Angel. A mesma continuava dormindo tranquilamente.

- Eu sinto muito, Angel... Mas você ficará mais segura assim.

Raiden fechou a porta, e do lado de fora, a trancou.

Alguns segundos depois, Raiden olhou pela janela da sala e viu um carro suspeito parando em frente ao prédio.

- Esse carro... Eu nunca o vi por aqui antes... Será possível que...?

Naquele instante, Raiden sentiu um choque.


Maxwell chegou em frente ao mesmo apartamento onde esteve naquela manhã.

- Ok... Como eu disse... Tentarei resolver com calma e diálogo.

Maxwell bateu na porta algumas vezes. No lado de dentro, Raiden estava parado em frente a porta.

"É aquele policial, eu tenho certeza... Yuka disse que eles eram amigos... Então eu não posso baixar minha guarda!"

- Olá, tem alguém em casa?! - Perguntou Maxwell.

Lentamente, Raiden abriu a porta.

- ...O que você quer?!
- Raiden, não é...? Será que eu posso entrar?

Raiden olhou de forma desconfiada para Maxwell.

- Não. Se você tem algo a dizer, diga daqui mesmo.
- Muito bem... Eu queria saber mais sobre a vítima.
- Pensei que já havia dito que não sabia de nada.
- Raiden, você está escondendo alguma coisa de mim. E se não me contar, não poderei ajudá-lo a descobrir quem matou seu irmão.

Raiden pensou por alguns segundos.

- Sinto muito, mas não tenho nada que possa ajudar.
- Raiden, me deixe entrar agora! - Disse Maxwell, perdendo a paciência.

Raiden fechou a porta e a trancou.

- Raiden!! Abra essa porta!

Maxwell começou a bater na porta com força.

"Angel... Não! Ela vai acordar!"

Vendo que não havia outra saída, Raiden abriu a porta.

- Silêncio!! Minha sobrinha está dormindo! Ela não precisa ouvir isso.
- Então me deixe entrar, conversamos, e eu vou embora!

Raiden suspirou, até que resolveu abrir a porta e deixar Maxwell entrar.

- Satisfeito?
- Sim, bastante. - Disse Maxwell, entrando.


Akira e Yuka estavam sentados em uma das mesas do restaurante.

- Isso não está certo, Akira! Nós temos que ajudar o Maxwell de alguma forma!
- Não podemos fazer nada, Yuka. Mesmo que concordássemos em ir até lá, com essa chuva fica impossível. E estamos sem carro.

A chuva já estava bem forte a essa altura. Volta e meia, um relâmpago clareava a rua.

- Me diga... Se realmente a VG Corp. ainda está ativa... O que estariam planejando?

Yuka suspirou.

- Eu não sei... O projeto da arma biológica falhou tantas vezes que ficaria difícil imaginar que estariam tentando novamente.

Naquele instante, um flashback ocorreu na mente de Akira. Ele se lembrou do laboratório em que encontraram o corpo de Makoto.

- Yuka, espere... O laboratório! A casa em que o corpo foi encontrado... Havia um laboratório! E...

Yuka olhou para Akira.

- Você... Você realmente acha que eles...

Akira debruçou na mesa.

- Eu não sei se isso passou pela cabeça do Maxwell... Ele pode estar correndo sério perigo agora!

Yuka se levantou.

- Nós temos que fazer alguma coisa?!
- Não, não dá mais tempo. Nunca vamos chegar lá a pé, ainda mais com essa chuva!

Akira retirou seu celular do bolso.

- Eu vou avisá-lo pelo celular. É só o que podemos fazer!


----5 MINUTOS ANTES-----


Maxwell entrou no apartamento de Raiden. Mais precisamente, na sala.

- Sente-se... - Disse Raiden.

Maxwell obedeceu, e sentou-se no sofá.

- Obrigado.
- O que você quer dessa vez?

Maxwell pensou um pouco.

- Eu só quero que você me responda algumas perguntas... Primeiramente, no que você e Makoto trabalhavam?

"Essas perguntas... Com certeza Yuka já falou com ele."

- O que você acha que eu faço? - Rebateu Raiden.
- Eu não sei. Me responda.

Raiden imaginava que Maxwell o estava provocando.

- Estávamos trabalhando em um projeto particular.
- Eu posso saber do que se trata?
- Nós estudamos biologia e química. Estávamos estudando substâncias diversas. Isso explica a quantia de vidros e tubos de ensaio que haviam no local.

Maxwell não parecia estar comprando a idéia.

- Me responda uma coisa com sinceridade... Você sabe o que é a VG Corp.?

Direto ao ponto. Maxwell fez a pergunta crucial.

- VG Corp... Sim... Eu estive lá.
- Hum... Então você sabe o que eles pretendiam, não é? Aquela história da arma biológica...
- Sim, eu sei. Mas esse projeto foi destruído junto com a organização.
- E você desconfia que seu irmão foi morto por alguém que era contra a VG Corp. não é?

Raiden fez silêncio por alguns segundos.

- E quem você acha que faria isso? - Perguntou Raiden.
- Eu não sei... Você tem alguma idéia?
- Na verdade eu tenho sim... Mas não gosto de fazer acusações antes da hora.

Naquele instante, o celular de Maxwell tocou.

- Desculpe, só um minuto.

Maxwell se levantou e foi até a janela, a alguns metros de distância de Raiden.

- Alô, Akira? Alguma coisa aconteceu?

A voz de Akira era desesperada.

- Maxwell, eu preciso ser rápido! Yuka e eu estávamos conversando e desconfiamos que a VG Corp. pode ter voltado a criar a arma biológica!

Maxwell se espantou.

- O quê?!

Raiden notou que algo sério estava acontecendo. Lentamente, ele se levantou e caminhou até a cozinha.

- Do que você está falando, Akira?
- Maxwell, tudo faz sentido! Lembra o local onde Makoto foi encontrado? Era um laboratório!

Maxwell se lembrou da garota.

- Akira, você não acha que está exagerando?
- Por favor, Maxwell... Tome muito cuidado!!
- Ok... Não sei se isso tem alguma lógica, mas vou ficar atento.

Maxwell desligou. Quando se virou, deu de cara com Raiden.

- Algum problema? - Perguntou Raiden.
- Ah... N... Não, foi só uma ligação de um amigo... - Respondeu Maxwell, guardando o celular.
- Se você já fez todas as perguntas, eu posso te levar a saída. - Disse Raiden.

Maxwell pensou novamente no que Akira disse.

- Raiden... Se não for um problema... Eu queria falar com a sua sobrinha... Qual o nome dela?

Raiden demonstrou incômodo.

- Angel. Mas ela está dormindo agora.
- Entendo... Nesse caso, eu voltarei amanhã de manhã, tudo bem?
- ...Tudo bem... Eu estarei aqui.

Maxwell foi até a saída.

- Desculpe te incomodar... - Disse Maxwell.
- Passe bem. - Respondeu Raiden fechando a porta.

Raiden suspirou aliviado e trancou a porta novamente. Em seguida, voltou a cozinha, retirou uma faca de seu bolso e jogou na mesa.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Qui Abr 10, 2014 11:44 pm

Antes de terminar o Episódio 1, eu gostaria de dizer algumas coisas a respeito de Mayhem:

- Primeiro, queria pedir desculpas pela qualidade questionável do Episódio 1. Quando comecei a trabalhar na fic eu ainda não sabia ao certo onde eu estava indo, então tive que alterar alguns trechos pra trama se adaptar as mudanças que eu estava fazendo, então não sei ao certo se ficou bom. Mas a partir do episódio 2 se estabiliza.

- E segundo, eu queria convidar, até mesmo aqueles que não estão acompanhando a fic para ler o Episódio 3. Terminei de ajustá-lo hoje, e acho que de longe foi a história mais... Bem, vocês vão entender quando chegarmos lá.

AVISO - CAPÍTULO V


Akira e Yuka continuavam esperando por Maxwell. Naquele momento, um carro parou em frente ao restaurante.

- É ele! - Disse Akira.

Os dois se levantaram e esperaram até que Maxwell entrasse.

- Maxwell, você está bem? - Perguntou Yuka.
- O que você descobriu? - Perguntou Akira.

Maxwell olhou para os dois.

- Segundo Raiden, tudo que ele quer é descobrir quem matou seu irmão. E não está descartando a hipótese de que alguma das lutadoras do torneio esteja envolvida.
- Ele tinha uma sobrinha, certo? Conseguiu falar com ela? - Perguntou Akira.
- Raiden não me deixou chegar até ela porque estava dormindo. Mas eu consegui que ele me deixasse falar com ela amanhã.

Maxwell suspirou.

- Amanhã de manhã eu vou falar com ela, talvez ela nos ajude a descobrir se o que você disse faz sentido, Akira. Por enquanto não há nada que possamos fazer.

Akira baixou a cabeça. Os três caminharam para a saída do restaurante.

- Nós já testemunhamos uma vez o poder dessa arma. É uma ameaça para a população. E estando nas mãos de alguém que pertenceu a VG Corp. é algo ainda pior. - Disse Yuka.

Maxwell abriu a porta do restaurante.

- Yuka, eu lhe darei uma carona pra sua casa. Entre no carro.
- Ah... Obrigada...

Yuka correu até o carro, passando pela chuva.

- E Akira, eu sei que você está preocupado, mas vamos esperar. Se houver algo suspeito por lá, nós vamos descobrir.

Akira acenou positivamente.

- Eu sei...

Em seguida, Akira e Maxwell foram até o carro.



O carro parou na frente da casa de Akira.

- Até amanhã, Akira! - Disse Maxwell.
- Boa noite, Akira! - Disse Yuka.
- Até amanhã, Maxwell, boa noite, Yuka! - Disse Akira descendo do carro e correndo para sua casa.

Akira retirou as chaves do bolso e destrancou a porta. Em seguida entrou na sala e acendeu a luz.

- Muito bem... Hora de ir pra cama...

Akira se preparou para ir para seu quarto. No entanto, foi interrompido quando seu celular tocou.

- Essa não... Será que o Maxwell esqueceu alguma coisa?

Rapidamente, Akira retirou o celular de seu bolso.

"Número Restrito"

- O quê...? Não tem nome... Alô?

Ninguém respondia do outro lado. Definitivamente a ligação não estava muda, já que era possível ouvir alguns sons indescritíveis do outro lado.

- Alô?! Quem é? Eu vou desligar...

Akira esperou alguns segundos, mas ninguém respondeu. Então, resolveu desligar o celular.

- Que brincadeira sem graça...

Assim que Akira se aproximou do corredor que levava para seu quarto, seu celular fez outro som. Dessa vez era uma mensagem de texto.

- Outra vez...?!

Akira pegou o celular. Novamente, a mensagem era de um número restrito.

- Ok, se não tiver nada eu vou desligar o celular!

Akira abriu a mensagem.

"Eu ouvi tudo"

Eram essas três palavras.

- "Eu ouvi tudo"...? O que é isso? O que essa pessoa quer comigo?!

Akira desligou o celular. Em seguida correu para seu quarto, trancou a porta e se jogou na cama.

- Isso está estranho demais... Droga, não vou conseguir dormir agora! Talvez eu devo chamar alguém...?

Através da janela era possível notar que a tempestade estava começando a ganhar força.



Alguns segundos depois, Akira foi surpreendido novamente por um barulho.

- O que foi isso...?! Alguém está na minha casa?!

Não era possível destinguir o som em meio a forte chuva. Mas parecia que alguém estava andando pela cozinha de Akira.

- Tem... Tem alguém aqui... Eu sei que tem...

Akira levantou-se da cama e pegou sua arma que repousava no criado-mudo. Em seguida, destrancou a porta sem fazer barulho.

- Parou... Mas eu tenho certeza que ainda está aqui em casa...

Rapidamente, Akira saiu do quarto e atravessou o corredor até a sala. A cozinha estava logo a sua frente. Mas não era possível ver ninguém.

- Muito bem... Se não tiver ninguém aqui, é sinal que eu ouvi demais, e preciso dormir...

Ao entrar na cozinha, definitivamente não havia ninguém por lá.

- Ok... A área está limpa... Eu preciso...

Porém, Akira notou algo estranho. Havia um envelope em cima da mesa. Era um envelope de cartas totalmente branco.

- O que diabos... Como isso veio parar aqui...?

Akira pegou o envelope, e sem pensar duas vezes, abriu.

- Onde... Onde conseguiram isso...?



Maxwell estava indo para casa após deixar Yuka em sua casa. O celular começou a tocar.

- Alô? Akira...? Aconteceu Alguma coisa...?

A voz de Akira era incrivelmente fraca.

- Maxwell... Tem alguém na minha casa...

Maxwell se espantou.

- Alguém na sua casa? Você desconfia de quem pode ser?

Akira continuava sussurrando.

- Eu acho que sim, mas... Não pode ser...

Maxwell estranhou.

- Como assim? O que quer dizer?

De repente, a ligação foi encerrada.

- Akira? Akira?! Droga!!

Maxwell fez uma rápida curva, e voltou em direção à casa de Akira.


Maxwell desceu do carro em meio a chuva, e correu na direção da porta da casa de Akira. A mesma estava trancada, então ele a arrombou sem pensar duas vezes.

- Akira?! Cadê você?!

Ninguém respondeu. Maxwell olhou por toda a sala, até que notou alguma coisa na cozinha.

- É você?! Akira!!

Ao correr na cozinha, Maxwell levou um grande choque. Akira estava caído no chão. Seu corpo havia sido atingido nas costas inúmeras vezes. Haviam marcas que definitivamente eram facadas.

- A... Ah... Akira...

O rosto de Akira estava virado para a direita. Seu olhos estavam arregalados, e sua boca semi-aberta. Ao lado de sua mão direita, estava o celular que ele usou para fazer a ligação.

- Não... Não... Quem fez isso... Quem...?!

Quando Maxwell olhou ao lado esquerdo do corpo de Akira, notou um envelope.

- O... O que é isso...?

Maxwell abriu o envelope. Dentro havia uma foto.

- Essa foto... Foi quando...

A foto em questão mostrava Maxwell, Akira, Takamura, Yuka, Satomi, Chiho, Manami e Takigawa reunidos no restaurante de Yuka.

- Isso foi depois que nós...



Na manhã seguinte, a tempestade caía com força. Angel assistia TV na sala, quando Raiden se aproximou.

- Bom dia, tio Raiden! - Disse Angel alegremente.
- Bom dia, Angel... O que aconteceu...?

Raiden olhou para a TV e notou que o que passava era um telejornal.

- Foi horrível... Um policial foi encontrado morto por seu colega de trabalho.

Na TV, a foto de Akira surgiu, deixando Raiden assustado.

- Espere... Esse policial... Ele...

Raiden se lembrou perfeitamente. Akira estava junto com Maxwell na primeira vez em que se encontraram. E também no laboratório.

- Eu... Não acredito...

Raiden sentou-se no sofá ao lado de Angel e colocou as mãos em sua cabeça.

- Tio Raiden...? Aconteceu alguma coisa?

Raiden estava pensando.

"Eu pensei que estavam atrás da VG Corp... Mas esse policial era amigo do Maxwell... Então... Não tem lógica."

- Não... Nada demais... Mas... É horrível saber que duas pessoas morreram em tão pouco tempo.

Angel olhou para a TV.

- ...Quem você acha que cometeria um crime desses?

Raiden baixou sua cabeça.

- ...Eu... Não sei...



======AVISO======

=======FIM=======

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Eder em Sex Abr 11, 2014 9:19 am

Não acho que o primeiro episódio está com qualidade questionável. Pelo visto, o terceiro será o clímax.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por infernosword em Sex Abr 11, 2014 9:01 pm

Possíveis previsões de como será o terceiro episódio:

- Ele vai matar todos os personagens da fic.
- Ele vai dizer que não tem tempo e vai abandonar a fic.
- Ele vai terminar a fic com um episódio que não explica todos os mistérios da fic.
- Ele vai incluir personalidades do fórum.
- Ele vai fazer um spin-off do spin-off.
- Ele vai fazer mais um capítulo cuja qualidade será questionável.
- Ele vai retomar uma fic que ainda não tem fim, adicionando fins alternativos ao fim que nunca existiu.
- Ele vai brigar com Willi por qualquer motivo inútil sobre RE, onde será apresentada uma lista de possíveis argumentos de defesa. Lista essa que, por sua vez, será incontestavelmente verídica.
- Ele vai usar um vestido azul, fazer slackline sobre pernas de pau, enquanto gira um bambolê e canta a música tema de Digimon, primeira temporada, em dó menor.
- Ele vai fazer um sanduíche de picanha invertida de barata neozelandesa, acompanhadas de pernas fritas de louva-deus, molho branco e suco de extrato de casco de girafa em pó.
- Ele vai perder um tempo precioso, onde poderia escrever a fic, lendo todas essas asneiras XD.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por J. Marlon em Sex Abr 11, 2014 9:39 pm

Acho que alguém andou cheirando gatinhos. E em casos extremos, fumando pilhas.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por infernosword em Sex Abr 11, 2014 10:37 pm

Duas palavras: halls preto.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Eder em Sab Abr 12, 2014 9:02 am

infernosword escreveu:Possíveis previsões de como será o terceiro episódio:

- Ele vai matar todos os personagens da fic.
- Ele vai dizer que não tem tempo e vai abandonar a fic.
- Ele vai terminar a fic com um episódio que não explica todos os mistérios da fic.
- Ele vai incluir personalidades do fórum.
- Ele vai fazer um spin-off do spin-off.
- Ele vai fazer mais um capítulo cuja qualidade será questionável.
- Ele vai retomar uma fic que ainda não tem fim, adicionando fins alternativos ao fim que nunca existiu.
- Ele vai brigar com Willi por qualquer motivo inútil sobre RE, onde será apresentada uma lista de possíveis argumentos de defesa. Lista essa que, por sua vez, será incontestavelmente verídica.
- Ele vai usar um vestido azul, fazer slackline sobre pernas de pau, enquanto gira um bambolê e canta a música tema de Digimon, primeira temporada, em dó menor.
- Ele vai fazer um sanduíche de picanha invertida de barata neozelandesa, acompanhadas de pernas fritas de louva-deus, molho branco e suco de extrato de casco de girafa em pó.
- Ele vai perder um tempo precioso, onde poderia escrever a fic, lendo todas essas asneiras XD.

Tenho a impressão que você vai acertar, pelo menos, a última. Mas, gostaria de ver a nona previsão acontecer, principalmente se estiver falando daquela música da Angélica xD

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Sab Abr 12, 2014 8:41 pm

O Inf conseguiu errar tudo.

Episódio 2 começando:

APARIÇÃO - CAPÍTULO I


- Prepare-se, Yuu!! - Gritou Manami.

Manami correu na direção de Yuu, tentando socá-la com sua enorme luva. Rapidamente, Yuu pulou por cima de Manami, e aterrissou atrás dela.

- Sim, bela tentativa! - Disse Yuu.

Manami se virou.

- Você é bem ágil... Eu já deveria prever isso.

Yuu levantou-se e se virou para Manami.

- Você também não é nada mal... Talvez eu tenha te julgado errado.

Manami sorriu com um olhar ameaçador.

- Eu sei que está pegando leve comigo. Por que não levamos isso a sério?

Yuu fechou as mãos.

- Então vamos lá... Não vá se arrepender depois.
- Não se preocupe, eu não vou!

Yuu correu na direção de Manami, que se preparou para defender.

- Vamos ver como você lida com isso!!

Manami lançou sua luva como se fosse um iô-iô na direção de Yuu, que desviou pela direita. Rapidamente, a luva voltou para suas mãos.

- Esse truque não vai funcionar comigo! - Disse Yuu.

Yuu desferiu uma voadora em direção ao rosto de Manami, que se protegeu. O pé de Yuu acabou atingindo os braços de Manami, que estavam em seu rosto. Yuu pulou para trás e caiu em pé.

- Isso doeu? - Perguntou Yuu.
- Não... Não senti nem uma gota de dor.

A expressão de Manami dizia o contrário. Pelo menos um pouco de dor ela havia sentido.

- Certeza que não quer parar? - Perguntou Yuu sorrindo.
- Não... Ainda não acabei!!

Manami correu em direção a Yuu.

- Agora é minha vez! - Gritou Manami.

Uma luz azul começou a emanar da mão direita de Yuu. Em seguida, ela estendeu seu braço em direção a Manami e disparou uma esfera de energia.

- Nã... Não!! - Gritou Manami.

Manami não teve tempo de desviar e foi atingida, caindo de frente para o chão. Em seguida, Yuu correu em sua direção e lhe estendeu a mão.

- Você foi muito bem!

Manami pegou a mão de Yuu e se levantou.

- Ah... Eu queria ao menos ter uma chance contra você. - Disse Manami.
- Não se preocupe com isso. Você foi muito bem.

Manami deu um leve sorriso. Em seguida, Yuu olhou para a arquibancada.

- E então, Angel? O que achou?

Na arquibancada, apenas Angel observava as duas. Seus olhos estavam arregalados, como se nunca tivesse visto algo daquele tipo.

- Eu... Eu nem sei o que dizer...

Yuu se aproximou de Angel, sorrindo.

- Como... Como vocês conseguem...? - Perguntou Angel, ainda surpresa.
- Muito tempo de treinamento em artes marciais. Como representantes, temos que estar sempre treinando. - Disse Yuu.
- Se você quiser, eu posso te ensinar. - Sugeriu Manami.

Angel riu.

- Não, acho que esse tipo de coisa não é pra mim.


Já do lado de fora, Angel observou o segundo andar do ginásio, que estava parcialmente destruído.

- O que aconteceu lá em cima? - Perguntou Angel.
- Ah, aquilo? Algum tempo atrás houve um confronto. Até a polícia estava envolvida. - Disse Manami.
- Eu fiquei sabendo que o local vai ficar interditado por tempo indeterminado. Melhor pra nós, que poderemos entrar e sair quando quisermos. - Disse Yuu.

Naquele instante, o trio foi surpreendido por um trovão. Yuu olhou para o céu.

- Eu fiquei sabendo que uma tempestade está se aproximando de Tóquio.
- Eu vi na TV que provavelmente chegará nessa noite, ou no máximo até a tarde de amanhã. - Disse Angel.
- Bem... Eu não quero ficar pra saber. Que tal irmos pra casa? - Sugeriu Manami.
- Talvez seja melhor. A noite está começando a cair. - Disse Yuu.

Angel sorriu.

- Obrigada pela tarde, meninas.
- Sem problemas. Gostamos muito de te conhecer. - Disse Manami.
- Espero que possamos nos encontrar mais. - Disse Yuu.

Manami e Yuu se despediram de Angel, e seguiram caminho.

- Obrigada por me deixar ficar na sua casa durante as minhas férias, Manami. - Disse Yuu.
- Sem problemas. É sempre bom ajudar os amigos, não é?
- Eu acho que sim... Falando nisso, é muito bom estar de volta a Tóquio.


Eram onze e meia da noite. Manami e Yuu dormiam no quarto de Manami. Yuu estava em uma cama menor, própria para hóspedes.

- ...Manami...

Manami abriu os olhos lentamente e olhou para Yuu, que dormia logo ao lado.

- ...Yuu...? Você me chamou...?

Yuu se virou para Manami e abriu os olhos.

- ...Quê?
- Você me chamou?
- Eu? Não.

Manami olhou de forma estranha para Yuu.

- Engraçado... Acho que eu estava sonhando... Boa noite.
- É... Boa noite.

As duas se viraram e voltaram a dormir.

- Manami... Venha... Eu quero te mostrar uma coisa...

Manami acordou assustada. Dessa vez ela tinha certeza que ouviu alguma coisa.

- Quem me chamou?!

Fez-se silêncio. Manami olhou para Yuu que continuava dormindo. Definitivamente ela não ouviu nada.

- Eu tenho certeza... Tem alguém na minha casa!

Manami saiu do quarto e fechou a porta. Em seguida, desceu as escadas em direção a sala.

- Olá? Tem alguém aqui?!

Naquele instante, Manami teve a impressão de ver um vulto atravessando a porta de entrada da casa.

- Ei!! Quem é você?!

Após correr em direção a porta e abrí-la, notou que não havia ninguém no jardim. De tempo em tempo, um relâmpago clareava o ambiente.

- Será que... Já foi embora?!
- Venha, Manami... Quero te mostrar uma coisa...

Um frio percorreu todo o corpo de Manami. Alguém estava lhe chamando. A voz vinha da rua, mas não era possível identificar a localização exata.

- Quem... Quem está aí?! Responda logo!!

Novamente, Manami viu um vulto. Dessa vez, a figura passou correndo pela rua e seguiu em direção à esquina.

- Espere!!

Manami correu atrás do vulto. A figura aparentava ser humana, mas era só o que dava pra ver. Era como se fosse uma sombra.

- Mas... Mas que coisa... É essa...?

Após correr por quase um minuto, a figura desapareceu. Manami percebeu que estava na rua do restaurante de Yuka.

- Por quê... Por que veio pra cá?!

Quando Manami observou o restaurante de Yuka, teve a impressão de ver a figura misteriosa atravessando a porta, como se fosse um fantasma.

- O quê... Eu... Estou vendo coisas...?

Naquele instante, a mesma voz começou a sussurrar.

- Venha logo... A porta está aberta... Venha me encontrar...

Assustada, Manami lentamente se aproximou da porta. De fato, estava destrancada.

- Por que me trouxe pra cá... Quem é você?

Manami abriu a porta e entrou.


- Olá...? Alguém aqui?

O local estava escuro. Manami foi ao lado da porta e ligou o interruptor. Não havia ninguém.

- Vamos lá... Isso não é engraçado!

Após ir caminhar até o balcão, Manami levou um susto: A porta do restaurante se fechou violentamente.

- O quê?!

Rapidamente, correu até a porta e tentou abrí-la. Era ínútil. Estava trancada.

- Não é possível! Quem está fazendo isso?! Socorro!! Alguém!!

Após alguns segundos batendo na porta, Manami ouviu algo e se virou. Uma figura estava parada a alguns metros de distância, segurando um machado.

- Quem... Quem é...?

Não era possível distinguir o que era aquela coisa na sua frente. Era uma figura humana, porém totalmente preta e borrada. Era quase como se uma interferência estivesse a impedindo de identificar uma pessoa.

- O quê... O que está acontecendo...

A figura ficou imóvel por alguns segundos. Em seguida, numa velocidade sobre-humana, arremessou o machado em direção a cabeça de Manami.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Seg Abr 14, 2014 12:56 pm

APARIÇÃO - CAPÍTULO II


Maxwell estava dormindo quando começava a amanhecer. O telefone, que estava em seu criado-mudo, começou a tocar, acordando-o. Lentamente, pegou o telefone, ainda deitado, e atendeu.

- Hum... Alô?... O quê?!

Maxwell sentou-se na cama, assustado.

- Eu... Eu já estou indo!!


Menos de dez minutos depois, Maxwell estava em seu carro, dirigindo para o restaurante de Yuka. Ao chegar, notou várias pessoas paradas em frente a porta, que estava interditada.

- Tá todo mundo aqui... - Comentou enquanto parava o carro.

Yuka, Satomi, Chiho, Takigawa e Yuu estavam parados em frente a porta, demonstrando certo nervosismo. Maxwell se aproximou correndo.

- Maxwell, você chegou! - Disse Takigawa.
- Eu vim o mais rápido que pude.
- Maxwell... Isso é horrível... Eu ainda não acredito... - Disse Yuu, que estava chorando.

Maxwell olhou para dentro do restaurante. Lá estavam Akira e Takamura, analisando algo atrás do balcão.

- Manami... Então é verdade...?
- Sim... Yuka a encontrou assim que chegou. - Disse Chiho.

Maxwell atravessou as faixas que interditavam a porta e entrou lentamente. Akira, ao percebê-lo, correu até ele.

- Maxwell!!
- Akira... Cadê ela...?

Akira baixou a cabeça.

- Ela está atrás do balcão...

Maxwell cruzou os braços.

- Será que eu posso... Vê-la?
- Sim... Takamura e eu estamos analisando a cena do crime.

Takamura chegou perto dos dois.

- Infelizmente acho que não há mais nada a se fazer por aqui. Só nos resta procurar por testemunhas e interrogar pessoas próximas.

Maxwell se aproximou do balcão.

- Manami...



Maxwell finalmente observou o que estava atrás do balcão. Na mesma hora, cobriu sua boca. Seus olhos começaram a lacrimejar.

Manami estava sentada com as mãos apoiadas no chão. Sua cabeça estava tombada para trás, onde havia um machado cravado.

- Meu... Deus... Manami... - Disse Maxwell ajoelhando-se perante o terror da cena.

Akira e Takamura se aproximaram.

- Ela foi morta... Com um machado... Quem faria uma coisa dessas? - Perguntou Maxwell.
- Alguém que não queria apenas matá-la... - Comentou Akira - Também queria exibir o nível de sua crueldade.

Maxwell levantou-se lentamente.

- Ela era uma garota esperta... Tudo bem que gostava de provocar de me provocar de vez em quando, mas... Eu ainda não consigo acreditar nisso!

Maxwell puxou uma cadeira do restaurante e se sentou, apoiando suas mãos na mesa.

- Maxwell, infelizmente não há nada aqui que possa nos revelar quem pode ter feito isso. - Disse Takamura.
- Tudo que nos resta então é interrogar pessoas próximas e tentar encontrar algo que nos dê alguma pista. - Completou Akira.

Maxwell continuava tentando acalmar sua cabeça.

- E vocês já sabem quem pode ajudar?

Akira pensou.

- Parece que ela estava ficando na casa de Yuu enquanto passava um tempo em Tóquio. - Disse Akira.

Maxwell fez uma leve pausa, e se levantou em seguida.

- Deixem isso comigo... Eu vou interrogá-la.
- Tem certeza...? - Perguntou Takamura.
- Sim. Eu faço isso.
- Nesse caso, Akira e eu vamos conversar com os outros. Pode ser que eles queiram dizer alguma coisa. - Disse Takamura.



Na sala de interrogatório da delegacia, Maxwell sentou-se. Havia uma garrafa de café e um pacote de copos descartáveis na mesa.

- Pode entrar, Yuu. - Disse Maxwell.

Yuu abriu a porta e entrou.

- Primeiramente, café? - Perguntou Maxwell pegando a garrafa.
- Sim, obrigada... - Disse Yuu.

Maxwell colocou café num dos copos descartáveis e entregou para Yuu.

- Você estava ficando na casa de Manami desde que veio de férias para Tóquio, correto?
- Sim... É isso mesmo...
- E você notou algo estranho com Manami nesses dias?

Yuu pensou.

- Ontem a noite... Ela me acordou e perguntou se eu a havia chamado.
- ...Chamado?
- Sim... Eu disse que não, e ela disse que devia ter sido um sonho... Mais tarde naquela madrugada, eu acordei com um relâmpago muito forte... E notei que ela não estava mais na cama... Mas... Eu não sabia que...

Yuu começou a ficar nervosa.

- Tudo bem, Yuu... E durante aquele dia?
- Naquele dia... Nós fomos até o ginásio com Angel...

Maxwell se surpreendeu.

- Espera... Quem?
- Angel... Manami a tinha conhecido naquela manhã, e me apresentou.
- Então... Manami tinha uma nova amiga? - Perguntou Maxwell, se interessando.
- Sim... É uma menina da idade dela.
- Hum... Você viu algo suspeito nela?

Yuu pensou.

- Não, não tinha nada de suspeito... Ela parecia uma menina qualquer...

Maxwell acenou positivamente.

- Ok... Mais alguma coisa que você queira adicionar ao depoimento?
- Hum... Acredito que não.

Em seguida, Maxwell apoiou as costas na cadeira, e cruzou as pernas.

- Então... Você sabe onde essa amiga da Manami mora?
- Sim, ela... Ela me contou...
- Ok... Eu acho que preciso fazer um segundo interrogatório...


Raiden segurava o telefone, esperando Makoto atender.

- Alô, Makoto? Sou eu, Raiden.
- Oh, olá Raiden.
- Acho que temos um pequeno problema.
- Hum...? O que é?

Raiden sentou-se no sofá, segurando o telefone.

- Ontem uma garota de cabelos castanhos e olhos azuis veio acompanhada de uma garota de cabelos cor-de-rosa. Elas eram Yuu Asuka e Manami Kusunoki. Parece que ficaram amigas de Angel.
- Hum? E o que tem?

Raiden estranhou a calma de Makoto.

- Como assim? Você sabe quem elas são, não sabe?
- Sei sim. Mas isso não é problema para nós.

Raiden se surpreendeu.

- ...Não?
- Não. Eu apaguei as memórias de Angel em relação às pessoas que ela conhecia. E lembre-se que ela está num corpo totalmente diferente do anterior. Em outras palavras, pode ter certeza que ninguém se reconheceu.
- Então... Não há problema em deixá-la em público?
- Absolutamente não. Mesmo que ela se encontrar cara-a-cara com a pessoa mais importante pra ela na outra vida, ninguém vai se conhecer.



A tarde começava a cair. O céu estava encoberto por nuvens. Maxwell caminhava pelo corredor do terceiro andar de um prédio, e parou em frente a uma porta. Em seguida, bateu algumas vezes. Um homem atendeu.

- ...Pois não?
- Com licença... É aqui que mora a senhorita... Angel Yuuji?

O homem baixou a cabeça.

- ...Sim. Ela é minha sobrinha.
- Meu nome é Maxwell, e eu gostaria de falar com ela por uns dois ou três minutos, se não for incomodar.
- Esse uniforme... Você é da polícia?
- Sim, mas não se preocupe, sua sobrinha não está encrencada. Uma amiga dela faleceu ontem, e eu quero falar com ela a respeito.

Naquele instante, Angel apareceu atrás do homem.

- Tio Raiden... Quem é ele?
- Ah, ele... Ele quer falar com você.

Vendo que não havia mais escapatória, Raiden abriu a porta.

- Com licença... Você é Angel, não é?
- Sim, sou...

Maxwell observou a sala.

- Bem, eu queria falar com você em particular... Pode ser?
- Claro! - Disse Angel - Vamos para o meu quarto.

Raiden colocou a mão na cabeça.

- Nesse caso... Eu preciso conversar pessoalmente com seu tio, Angel. Vou vê-lo antes que a tempestade chegue de vez.
- Ok. Eu vou ficar bem, não se preocupe. - Disse Angel.

Raiden saiu do apartamento, deixando Maxwell e Angel, que foram até o quarto. Angel sentou-se na cama. Maxwell sentou-se em seguida.

- Angel... Você conhece uma garota chamada Manami?
- Manami? Claro! Ela é minha amiga!

"Ela não sabe... Será que... Isso vai chocá-la muito...?"

- Bem... Infelizmente... Eu não trago boas notícias.

Angel fez uma cara de medo.

- Por quê...? O que aconteceu...?

Maxwell baixou a cabeça.

- Manami... Morreu...
- O quê?! - Disse Angel assustada.
- Nós... Nós a encontramos hoje pela manhã no restaurante de uma amiga minha...

Angel levantou-se da cama e cobriu o rosto.

- Você... Você está bem...?
- Ela... Ela foi... Assassinada...?

Maxwell percebeu que Angel estava chocada, mas não podia fazer nada.

- Sim... Ela foi... Eu vim aqui para saber se... Se você percebeu algo estranho nela na última vez que a viu.

Angel enxugou os olhos.

- Não. Não tinha nada de errado.
- Tem certeza? Ela não disse alguma coisa... Estranha?
- Não.

As respostas eram tão firmes e diretas que Maxwell chegou a suspeitar.

- Angel... Você sabe de alguma coisa...?

Angel pareceu ter ficado furiosa com a pergunta.

- Não!! Não sei de nada!!

Maxwell levantou-se assustado.

- Você não precisa ter medo de mim... Eu só quero ajudar a...

Naquele momento, a luz do quarto começou a piscar.

- O... O que está acontecendo...? É uma queda de energia...? - Perguntou Maxwell.

Angel começou a olhar ao seu redor.

- N... Não... Isso é... É...

A porta do quarto se abriu com violência.

- Angel!! O que está acontecendo aqui?! - Perguntou Maxwell assustado.

Angel não respondeu. Apenas respirava ofegante. Em seguida Maxwell sentiu como se houvesse alguém o agarrando pelo pescoço.

- A... Ah... Arg...

Maxwell tentava respirar, mas estava sendo sufocado por mãos invisíveis. Angel observava tudo, com uma expressão de pavor. Em seguida, seu corpo foi violentamente atirado pela janela, quebrando os vidros.

- Não!! - Gritou Angel.

Em seguida, Angel avistou uma figura sombria parada em sua frente. A mesma a encarou nos olhos e parecia ter um sorriso em seu rosto. Enquanto isso, Maxwell finalmente atingiu o chão.


A chuva caía na manhã seguinte. Takigawa encontrou Yuu sentada em um banco na estação de metrô.

- Então... Você vai mesmo voltar para casa?

Yuu olhou para Takigawa, e apenas acenou positivamente.

- Eu entendo... É difícil acreditar que tanta coisa aconteceu em dois dias...
- Primeiro a Manami, e agora o Maxwell... - Disse Yuu, baixando a cabeça.

Takigawa olhou para ela.

- Você vai ficar bem?
- Vou sim... Obrigada...

Os trens passavam pela estação.

- Sobre esses casos... Alguma novidade? - Perguntou Yuu.
- Infelizmente a polícia está extremamente confusa. - Respondeu Takigawa.


====APARIÇÃO====
======FIM======

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Eder em Ter Abr 15, 2014 9:57 am

O segundo episódio mal começou e já chegou ao fim.
Ainda não desconfio de quem seja o assassino.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Qua Abr 16, 2014 1:06 am

Sim, a idéia do Mayhem era ter episódios mais curtos.

Começa o episódio 3:

MASSACRE - CAPÍTULO I


Um carro atravessava uma pista em meio a uma floresta.

- Ok, Angel... Só mais alguns minutos e estaremos lá. - Disse Maxwell, ao volante.
- Você ainda não me explicou direito para onde estamos indo... - Perguntou Angel, que estava logo ao lado.

Maxwell fixou o olhar na estrada.

- Estamos a caminho da mansão Rokkenjiro. Já ouviu falar?
- Roken... Quê?

Maxwell riu.

- Essa mansão fica bem afastada da civilização. Próxima a uma colina. Estamos indo lá fazer uma espécie de excursão.
- Excursão? Como assim?
- Então você nunca ouviu falar... Chegando lá eu vou explicar tudo. Acho que os outros já chegaram, falando nisso.

O carro fez uma curva e entrou em uma estrada de terra floresta adentro.

- Daqui a pouco vai escurecer... - Comentou Angel.
- Você não está com medo, está...? - Perguntou Maxwell, com um sorriso malicioso.
- ...Medo? Do que está falando?
- Só mais um ou dois minutos...

Como Angel não sabia sobre a mansão, e Maxwell agia de forma estranha, ela não podia evitar sentir um pouco de medo.

Finalmente, o carro parou em frente a uma enorme mansão, quase na beira de um abismo. Havia outro carro parado. Quando observou o lado de fora do carro, Angel notou que já haviam mais pessoas por lá.

- Chegamos! - Disse Maxwell retirando o cinto.

Angel tirou seu cinto e desceu do carro.

- Olá, pessoal! - Disse Maxwell cumprimentando o pessoal que estava por lá.
- Olá, Maxwell e Angel! - Disse Yuka, acenando.

Maxwell observou o grupo.

- Ei, cadê Takigawa e Manami?
- Eles não puderam vir. - Disse Akira.
- Mas eu avisei que... Bem, então somos só nós sete? - Perguntou Maxwell.
- Sim. - Confirmou Akira.

Angel olhou para a mansão, surpresa. Alguns pássaros sobrevoavam ao redor das janelas.

- Esse lugar é lindo...

Maxwell se aproximou da porta de entrada.

- Pessoal, aproximem-se!

Akira, Yuka, Satomi, Chiho, Yuu e Angel pararam em frente a Maxwell.

- Acho que vocês querem saber porque eu os trouxe pra cá, não é?

Todos se entreolharam.

- Você vai nos prender aqui dentro e nos forçar a matar um ao outro até restar só um? - Perguntou Akira.

Maxwell cruzou os braços e encarou Akira com um olhar sério.

- Desculpa... - Disse Akira.
- Enfim, pelo visto ninguém aqui ouviu falar sobre o que aconteceu nessa mansão. Então eu vou explicar.

Maxwell sentou-se no degrau da entrada.


- Cerca de vinte anos atrás essa mansão pertencia a um milionário chamado Izuki Rokkenjiro. Ele morava com sua esposa e seu filho, cujos nomes foram omitidos na história que eu li.
- Nomes omitidos... Então essa história pode não ser real. - Comentou Chiho.
- Apenas ouçam... Durante mais de cinco anos, a família viveu feliz nessa mansão. O senhor Rokkenjiro conquistou tudo que queria. Uma bela esposa, um filho como sucessor, e uma mansão onde poderia passar o resto de sua vida e dar o melhor para sua família.

Satomi cruzou os braços.

- Isso parece o sonho de todo homem.
- De fato. Porém, algo inacreditável aconteceu.

Maxwell levantou-se.

- Um dia, o senhor Rokkenjiro chegou em casa e descobriu que seu filho estava de cama. No mesmo dia ele ligou para o hospital e chamou um médico. Aparentemente, seu filho tinha uma doença muito séria, e seu tempo de vida era curto.

Angel colocou as mãos na cabeça.

- Que horrível...
- Os dias foram se passando. Em determinado momento, seu filho já estava irreconhecível. Até que ele...

Maxwell olhou seriamente para todos.

- Ele pegou uma arma e atirou no próprio filho, para livrá-lo da dor.

Todos se chocaram.

- Ele... O quê?! - Disse Akira assustado.
- E isso não é tudo... Em seguida, ele atirou em sua esposa...

Maxwell apontou para o abismo.

- ...E se jogou dessa colina. Seu corpo nunca foi encontrado.

Naquele ponto, todo mundo estava olhando fixamente para Maxwell.

- Maxwell... Essa foi a maior mentira que você já contou! - Disse Chiho.

Maxwell olhou seriamente para Chiho.

- Mas... Mas é verdade! Essa é a lenda... Digo, história da mansão Rokkenjiro.

Chiho se aproximou de Maxwell.

- É verdade que havia uma família rica morando nessa casa... Mas todos sabem que eles se mudaram! Essa casa está abandonada.
- Aí é que você se engana! Essa é a história que contam para ocultar a verdade!

Satomi se aproximou de Maxwell.

- E o que viemos fazer aqui?

Maxwell foi até o carro, abriu o porta-malas e pegou uma lanterna.

- Viemos explorar o lugar!

Yuka cruzou os braços.

- Explorar? Procurando o quê?
- Eu quero encontrar vestígios dessa história. Se houver uma pista indicando o que aconteceu realmente aqui, seremos os primeiros a encontrar. Se não acharmos nada... Vai ser divertido.



A noite finalmente começava a surgir. Quando todos entraram na mansão, Maxwell acendeu a lanterna e apontou para o salão de entrada.

- Nossa, olha o tamanho desse lugar! - Disse Maxwell espantado.

O salão de entrada estava vazio, exceto por dois sofás abandonados no lado direito da escadaria. Um ou outro quadro continuava pegando poeira nas paredes. Haviam duas portas em cada lado do salão. Um lustre velho ainda enfeitava o teto.

- Ok, vamos fazer da seguinte forma... Akira, Yuu e Satomi, vocês vão pro andar de cima. Yuka, Chiho, Angel e eu ficamos aqui no andar de baixo.
- Maxwell, eu ainda não sei exatamente o que viemos procurar aqui. - Disse Akira.

Maxwell suspirou.

- Galera, isso é pra ser divertido! Vamos procurar por vestígios do passado dessa mansão. Vocês nunca assistiram filmes investigativos?
- Ah, então foi isso que contaminou você. - Brincou Akira.

Maxwell ignorou o comentário.

- Pensando bem... Isso pode ser legal. - Disse Yuu.
- É mesmo. Talvez encontremos algum segredo da família. - Disse Yuka.

Maxwell sorriu.

- É assim que se fala. Vamos nos encontrar de novo em meia hora. Quem encontrar a coisa mais interessante vence. - Disse Maxwell.

Akira ainda duvidava um pouco da idéia, mas resolveu obedecer, subindo as escadas com seu grupo. Maxwell e sua equipe ficaram na parte de baixo.



Maxwell abriu a porta. A sua frente surgiu uma cozinha abandonada. Havia um fogão enferrujado pelo tempo, um armário de madeira, uma geladeira e uma pia.

- Nossa, essa cozinha parece que foi abandonada a séculos! - Comentou Chiho.
- Verifiquem os armários. - Disse Maxwell, indo em direção a geladeira.

Maxwell abriu a geladeira. Como não havia energia elétrica na casa, estava escura. Após examiná-la com a lanterna, viu que não havia nada dentro. Em seguida, ouviu um grito.

- Yuka?! O que aconteceu? - Perguntou Maxwell virando-se rapidamente.

Um rato desceu da porta de cima do armário, caindo perto da pia. Em seguida, escalou até o chão e correu pela porta da cozinha. Yuka estava cobrindo a boca com as mãos. Maxwell riu alto.

- Ei, Yuka... Parece que você foi a primeira a achar algo interessante! - Brincou Chiho.

Angel se aproximou de Maxwell.

- Não tem nada nas gavetas da pia. Acho que não vamos achar algo por aqui.
- Ok, parece que não tem nada na cozinha. Vamos ver o que tem nas outras portas. - Disse Maxwell.



Akira abriu a porta. Em sua frente surgiu um quarto. Havia uma velha cama, um criado-mudo e um guarda-roupa.

- Ok... Esse quarto pode ter pertencido a quem...? - Perguntou Akira.

Yuu entrou e examinou o local.

- Essa cama é de solteiro... Pode ser do filho.
- Quer dizer... Que ele pode ter morrido aqui? - Perguntou Satomi assustada.

Akira se virou para Satomi.

- Por favor... Você não vai acreditar naquela baboseira que o Maxwell disse, não é?

Satomi baixou a cabeça, mas continuava pensativa. Yuu abriu a gaveta do criado-mudo.

- Nada aqui dentro.

Akira foi até o guarda-roupa e o abriu.

- Vazio. Com certeza todas as roupas foram levadas na mudança. Isso é uma prova de que eles realmente podem ter ido embora daqui.

Satomi foi até a janela. A vista dava para a floresta.

- Pessoal... Eu acho que está chovendo...

Akira correu até a janela.

- É brincadeira... Parece que tem uma tempestade chegando. Satomi, vá avisar o Maxwell que se ele não desistir dessa brincadeira nós estamos indo embora.

Satomi acenou positivamente e saiu do quarto.



Maxwell abriu mais uma porta.

- Tá... Que lugar é esse? - Perguntou Chiho.
- Eu não sei, parece uma espécie de escritório...

Na parede havia uma estante com alguns livros velhos. No fundo, próximo a janela havia uma mesa, mas nenhuma cadeira.

- Eu quero ver esses livros. - Disse Angel se aproximando da estante e pegando um deles.
- Que livro é esse? - Perguntou Yuka.

Angel leu a capa e em seguida abriu numa página aleatória.

- Pelo que parece... Esse livro fala sobre... Magia negra.

Maxwell e Chiho se aproximaram.

- Magia negra?! - Perguntou Maxwell assustado.

Chiho checou outros livros da estante.

- Parece que é o único que fala sobre isso. Os outros são novelas.
- Talvez... Talvez o senhor Rokkenjiro gostava de estudar ou escrever...? - Perguntou Yuka.

Maxwell cruzou os braços.

- Hum... Pode ser...

Naquele instante, Satomi entrou no escritório.

- Pessoal...?
- Satomi, o que houve? - Perguntou Maxwell.
- Akira está preocupado com o tempo... Está começando a chover.

Angel foi até a janela. A mesma dava na direção do abismo, onde era possível ver montanhas no horizonte.

- É mesmo, já está começando a chover forte. - Disse Angel.
- Ok... Onde ele está? - Perguntou Maxwell.
- Lá no andar de cima, com a Yuu. - Respondeu Satomi.

Maxwell e o grupo se retiraram do escritório.


Após subir as escadas, o grupo encontrou o corredor do segundo andar.

- Qual o quarto? - Perguntou Maxwell.
- O segundo da esquerda. - Disse Satomi.

Haviam duas portas de cada lado do corredor, e uma no final, provavelmente sendo o banheiro do segundo andar. Maxwell foi até a porta.

- ...Satomi, essa porta está trancada.

Satomi se assustou.

- O quê...? Não, nós estávamos aí... Yuu! Cadê você?!

Maxwell sacudiu a maçaneta.

- Não é bom, isso não vai abrir. Eu vou ter que...

Maxwell pegou distância. Em seguida, correu e chutou a porta com força, abrindo-a.

- G... E... Akira...!!

A expressão de Maxwell foi tomada por pavor. Akira estava deitado na cama, com as mãos cruzadas no peito. Uma faca havia sido cravada em seu olho direito. Maxwell caiu ajoelhado no chão, sem tirar a visão de seu amigo.

- Maxwell...?! O que aconteceu...? - Perguntou Angel.

Aos poucos, todas conseguiram ver o motivo do pânico de Maxwell.

- Quem... Quem fez isso?! - Disse Satomi apavorada.

Lágrimas corriam dos olhos de Maxwell.

- Espere... Tem alguma coisa... Ele está segurando algo! - Disse Yuka.

Havia um papel dobrado nas mãos de Akira. Lentamente, Maxwell se levantou e foi pegá-lo.

- O que está escrito aí...? - Perguntou Chiho.

Maxwell abriu o papel.

- E então...? - Perguntou Yuka.

Maxwell leu.

- ..."Restam cinco"...

Todas se assustaram.

- "Restam cinco"... Isso quer dizer que... Mais cinco pessoas vão morrer...? - Perguntou Angel.

Maxwell baixou seu braço que estava segurando o papel. Um clima de silêncio se seguiu.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Eder em Qui Abr 17, 2014 9:44 am

Você vai nos prender aqui dentro e nos forçar a matar um ao outro até restar só um?
Hmm... Akira havia entrado para minha lista de suspeitos. Mas, acabou saindo por um "certo motivo".

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Qui Abr 17, 2014 11:13 pm

MASSACRE - CAPÍTULO II


Maxwell levantou sua cabeça e olhou para seu amigo uma última vez. Em seguida, se virou para o grupo parado em frente à porta.

- Esse lugar não é mais seguro. Nós temos que ir embora. Vamos.

Maxwell fez um gesto para que todas saíssem do quarto. Em seguida, fechou a porta.

- Espere... Cadê a Yuu? - Perguntou Angel - Ela não apareceu ainda!
- Ela estava com o Akira, não estava...? - Perguntou Satomi.

Naquele instante, Angel ouviu uma porta atrás dela se abrindo. Ao se virar, encontrou Yuu.

- Pessoal...? O que aconteceu...? - Perguntou Yuu, aparentemente estranhando o clima.

Chiho se aproximou de Yuu.

- Onde você estava?
- Eu...? Eu estava investigando esse quarto. O que está havendo aqui?

Imediatamente, Chiho agarrou Yuu pelos ombros, e a segurou contra a parede. Maxwell se assustou com a atitude.

- Você estava com o Akira esse tempo todo, não estava?! O que aconteceu com ele?! - Perguntou Chiho.
- Akira?! Do que está falando...? Me solta!!

Maxwell se aproximou de Chiho.

- Chiho, o que pensa que está fazendo?
- Você não percebe, Maxwell...? Não há mais ninguém nessa mansão! E ela estava com Akira esse tempo todo...
- Já basta, Chiho. Solte ela!

Chiho hesitou por alguns segundos, mas acabou libertando Yuu, que caiu ajoelhada.

- Yuu... Akira foi morto. - Disse Maxwell.

Yuu olhou espantada para Maxwell.

- Ele... O quê?!
- Nós o encontramos morto naquele quarto. Ele foi assassinado.
- Mas... É impossível... Não tinha ninguém por lá...

Chiho cruzou os braços.

- Você tem certeza que não havia ninguém?
- Não... Eram só nós dois... Eu tenho certeza!

Maxwell começou a pensar.

- Ok... Nós não podemos ficar mais nessa mansão. Vamos embora imediatamente!


Ao abrir a porta da mansão, a chuva começava a ganhar mais força, enquanto o vento balançava as árvores da floresta.

- Ok, eu peguei as chaves. Vamos nos dividir em dois grupos, Ok?

Todas concordaram.

- Vamos correr até os carros. Estamos em seis, então podemos nos dividir tranquilamente.

Maxwell saiu correndo em direção ao local onde haviam estacionado.

- Eu... Não acredito... Isso não pode ser real!

Maxwell parou de correr e olhou para os carros.

- Maxwell, o que aconteceu? - Perguntou Yuka, chegando atrás dele.
- Alguém... Quem fez isso...?

Quando se aproximou de seu carro, pôde confirmar o que havia desconfiado: Alguém havia furado todos os pneus. O mesmo valia para o carro de Akira.

- Os pneus... Foram furados... - Disse Angel.
- Definitivamente... Nós estamos sozinhos aqui... - Disse Maxwell.
- O que faremos agora? Não podemos voltar a pé, a estrada está longe e essa chuva só vai piorar. - Comentou Yuu.

Maxwell não conseguia mais pensar direito.

- Vamos... Vamos voltar por enquanto.
- Você está louco? - Perguntou Chiho - Alguém, ou alguma coisa matou o Akira. E agora está nos evitando de ir embora.
- Não temos opção! - Disse Maxwell - Ficar aqui fora pode ser pior.

A chuva ficava cada vez mais intensa. Todos podiam notar as gotas de água cada vez mais frequentes.

- Será que... Ainda está lá dentro? - Perguntou Satomi.
- Eu não sei. - Disse Maxwell - Pode estar aqui fora também. Lá na floresta, esperando por nós.


O grupo estava reunido no salão de entrada. Maxwell entrou por uma das portas, segurando um martelo.

- Eu encontrei isso aqui na dispensa. Não é a arma mais poderosa do mundo, mas é melhor que nada.

Maxwell sentou-se no sofá. Yuka se virou para Chiho, que estava de braços cruzados.

- Chiho, você não trouxe suas kunais*, trouxe?
- Eu não vim aqui com a intenção de lutar. Tinha uma faca cravada no olho do Akira. Porque você não vai lá buscar, Maxwell?

Maxwell não reagiu. Ele sabia que não era a melhor ocasião para iniciar uma discussão.

- Chiho, não fale assim com o Maxwell! - Disse Yuu.
- Desculpem-me, mas a culpa dessa situação não é minha. - Respondeu Chiho, caminhando em direção à janela.

Angel continuava em silêncio, até que Yuka a convidou para ver a tempestade através de uma das janelas. Satomi sentou-se no sofá logo a frente de Maxwell.

- Maxwell... Não se incomode com Chiho. Não está sendo fácil para ela. - Disse Satomi.
- Eu sei. Mas ela tem razão. Tudo isso é culpa minha.
- Você não sabia, Maxwell. Ninguém aqui sabe o que está acontecendo nessa mansão.

Maxwell suspirou.

- Quem você acha que foi...? Quem matou o Akira?
- Eu não faço idéia. Será que... Tem mais alguém nessa casa?
- Isso praticamente já está comprovado.
- Como... Como assim?
- Lembra dos pneus que foram furados? Nenhum de nós saiu da mansão. O seu grupo estava reunido no andar de cima. Yuka, Chiho, Angel e eu estávamos aqui, no andar de baixo. Alguém teria que ter se separado, e fatalmente teríamos percebido.

Satomi começou a pensar.

- Eu saí pra avisar vocês que Akira queria ir embora... Levou pouco mais de um minuto.

Maxwell acenou positivamente.

- Sim. E Yuu estava no outro quarto. Quando chegamos lá, o quarto de Akira estava trancado.
- Exato... O que significa...
- ... Que no momento em que Yuu se afastou de Akira, alguém trancou o quarto, e o matou lá dentro.
- Mas nesse caso... O assassino ainda estaria lá no momento em que chegamos, não é?

Maxwell cruzou as mãos.

- Não. Ele teve tempo suficiente para fugir, ou se esconder.

Satomi se surpreendeu.

- Agora que você disse isso... Não tinha um guarda-roupa no quarto de Akira?
- Tinha. Era nesse ponto que eu ia tocar. A minha opinião é a seguinte...

Maxwell fez uma breve pausa, e baixou sua cabeça.

- Assim que você saiu do quarto pra nos avisar que Akira queria ir embora, Yuu também saiu para investigar outro quarto. Akira ficou sozinho, e talvez se distraiu com alguma coisa. Isso deu tempo do assassino sair do guarda-roupa e surpreendê-lo. Após trancar a porta, o assassinato não foi tão difícil.
- E como nós não o pegamos...?
- Ele pode ou ter escapado pela janela, ou se escondido.

Satomi pensou.

- Aquele era o segundo andar... Será que era possível?
- Talvez sim, talvez não. Talvez nós ficamos tão apavorados que não notamos algum detalhe. Mas agora é tarde.

Satomi cruzou as mãos.

- Você se lembra daquela vez no ginásio...?
- Quando eu enfrentei... Ela? - Disse Maxwell.
- Sim. Você fez algo parecido.

Maxwell começou a se lembrar.

*Arma ninja que consiste de uma lâmina de ferro com um furo na base.


A noite finalmente chegou, e todos estavam cansados. Maxwell olhou para Angel, que estava sentada, com as costas na parede.

- Angel... Você está bem?

Angel apenas acenou positivamente. Maxwell se aproximou.

- Não se preocupe... Eu vou te tirar daqui. Eu prometo. Você está cansada?
- ...Estou...

Maxwell se virou para o grupo.

- Pessoal, não vamos conseguir ficar acordados a noite inteira. Temos que pensar em alguma coisa.

Yuka, que estava sentada no sofá, se levantou.

- Vamos ter que fazer um rodízio. Alguém fica acordado enquanto os outros dormem. Depois, revezamos.
- Talvez seja a melhor idéia.

Yuu olhou em seu celular, que estava sem sinal.

- Já fazem umas cinco horas desde que aquele crime aconteceu.
- Sim, mas mesmo assim... Não podemos baixar a guarda. - Disse Maxwell.
- Eu me ofereço pra ficar acordado. - Disse Maxwell.

Yuka negou com a cabeça.

- Eu fico primeiro. Tudo isso me deixou bem acordada. Você pode descansar com os outros.

Maxwell olhou para Yuka.

- ...Tem certeza que ficará bem?
- Tenho.
- Nesse caso, você fica primeiro. Quando perceber que não pode mais, me acorde e eu assumo.

Yuka concordou. Maxwell se aproximou dela e entregou o martelo.

- P... Pra quê isso?
- Se encontrar o assassino... Não hesite



3 HORAS DEPOIS
Maxwell acordou. Estava deitado no chão.

- Hum... Yuka...? Que horas...

Maxwell olhou ao seu redor. Estavam todas dormindo.

- Yuka?! Yuka!!

Angel, que estava em um dos sofás, acordou.

- Hum... Maxwell...?
- Angel... Eu... Não vejo a Yuka...

Angel se sentou, assustada.

- Acalme-se! Eu vou procurar! - Disse Maxwell.
- Eu vou com você! - Disse Angel, levantando-se.

Maxwell sabia que não adiantaria argumentar.

- Tome muito cuidado. Não saia de perto de mim.

Maxwell caminhou em direção a porta da cozinha, tomando cuidado para não acordar ninguém.

- Yuka?! Você está aí?

A cozinha estava vazia.

- Nada... Talvez a dispensa?

Maxwell foi até a porta ao lado da cozinha.

- Yuka?!

Ninguém. A dispensa estava vazia.

- O outro lado...? - Perguntou Angel.
- O banheiro e a biblioteca... Vamos.

Maxwell e Angel atravessaram o salão sem fazer barulho.

- Yuka?! Você está aí?

O banheiro estava vazio.

- Droga... Só resta a biblioteca... Eu duvido que ela está no andar de cima...

Maxwell lutava contra seu nervosismo. A situação estava ficando tensa demais.

- ...Yuka...?

Maxwell abriu a porta da biblioteca.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Dom Abr 20, 2014 1:07 am

MASSACRE - CAPÍTULO III


Maxwell entrou lentamente na biblioteca. O local parecia mais escuro do que da última vez em que havia entrado. Por isso, retirou a lanterna que estava em seu bolso e a acendeu.

- Está vendo alguma coisa...? - Perguntou Angel.
- Ainda não... Espere!

Assim que Maxwell mirou a lanterna em direção ao fundo da biblioteca, a mesma escapou de sua mão.

- Não... Não... Angel, saia daqui!

Angel, que estava parada em frente a porta, deu um passo para trás. Maxwell correu até o fundo da biblioteca, parando em frente à parede.

- Yuka... Eu não acredito nisso...

Maxwell se ajoelhou. No chão, estava o martelo que ele havia dado para Yuka algumas horas atrás. Do lado de fora da biblioteca, Angel encostou-se na parede, ao lado da porta e sentou-se. Estava cansada e confusa.


Alguns minutos se passaram. Maxwell saiu da biblioteca, segurando um papel.

- O que é isso...? - Perguntou Angel, ainda sentada.
- Algo que eu já esperava encontrar. - Respondeu Maxwell olhando para o papel - Agora restam quatro...

Angel baixou a cabeça.

- Como assim, restam quatro...? Estamos em... Cinco...

Maxwell baixou a cabeça.

- Eu ainda não desisti... Ainda quero descobrir o que está acontecendo nessa mansão.
- Maxwell?! O que aconteceu?!

Quando Maxwell se virou, notou que Yuu havia acordado. Satomi e Chiho que estavam por perto também acordavam lentamente.

- Aconteceu... Alguma coisa com a Yuka...? - Perguntou Yuu.

Maxwell não sabia ao certo o que falar. As três se aproximaram.

- Maxwell... Diga alguma coisa... Não nos dê esse silêncio. - Disse Satomi.

Maxwell respirou fundo.

- Eu a encontrei no fundo da biblioteca... Alguém destruiu sua cabeça. Ela está... Irreconhecível.

Todas se espantaram.

- Não... Não... - Disse Satomi, cobrindo a boca.

Chiho passou por Maxwell e entrou na biblioteca. Yuu cobriu o rosto. Maxwell caminhou lentamente até o sofá e sentou-se.

- Eu não acredito nisso... Eu não consigo crer que isso é real...

Angel se aproximou de Maxwell e sentou-se ao seu lado.

- Eu... Eu gostava da Yuka...
- Todo mundo gostava dela... Ela era amigável, e nunca abandonava os amigos.
- Então porque alguém faria isso com a gente...?

Maxwell respirou fundo.

- ...No que está pensando...? - Perguntou Angel.
- No que aconteceu enquanto dormíamos.

Maxwell juntou as mãos e baixou a cabeça.

- A pessoa que matou Yuka... Foi a mesma que matou Akira? - Perguntou Maxwell.
- Você acha que pode não ser...?

Maxwell pensou.

- Eu, você, Satomi, Chiho e Yuu... Nesse momento existem cinco pessoas vivas nessa mansão. Mas não podemos confirmar que existam seis. Ainda não vimos ninguém além de nós por aqui.

É um caso simples de equação. O que Maxwell queria dizer é que todos podiam afirmar que haviam cinco pessoas vivas naquela casa. Mas era impossível dizer quantas estavam se escondendo no local.

Nesse caso, o número de pessoas na mansão era 5+X, onde X representa o número de pessoas desconhecidas.

- Você quer dizer que pode haver mais de um assassino?
- É uma probabilidade. Não podemos afirmar que a mesma pessoa cometeu ambos os crimes.


Chiho, Yuu e Satomi se aproximaram de Maxwell e Angel. Satomi sentou-se no sofá em frente a Maxwell, e cobriu o rosto, enquanto chorava a perda de sua amiga. Yuu sentou-se ao seu lado para consolá-la. Chiho parou em frente a Maxwell.

- O que você disse é verdade...

Maxwell não disse nada. Apenas continuava de cabeça baixa.

- ...O que é isso na sua mão?
- É mais um bilhete do assassino.

Maxwell entregou o bilhete para Chiho. O papel dizia: "Restam quatro".

- Então é isso mesmo... Ele vai deixar apenas um sobrevivente. - Disse Chiho.
- Eu não vou deixar isso acontecer... Eu vou encontrar quem está fazendo isso. - Disse Maxwell.

Chiho amassou o papel enquanto fechava sua mão, com raiva.

- Maxwell... Yuka está morta! Akira também.
- O que você quer dizer com isso...?
- Você nos colocou nessa situação, Maxwell... Você nos arrastou pra cá pra uma brincadeira, e olha só no que se transformou!

Maxwell ouviu tudo em silêncio.

- Eles não vão mais voltar... E todos nós estamos em perigo! Até essa tempestade passar, pode não haver mais ninguém vivo nessa casa!

Yuu ameaçou pedir para Chiho parar, mas achou que o melhor a fazer era esperar. Angel continuava em silêncio.

- Maxwell, você está me ouvindo?! Quantas pessoas você vai deixar morrer até se tocar do que fez?!

Maxwell perdeu a calma. Rapidamente levantou-se do sofá e acertou um tapa no rosto de Chiho. A mesma colocou sua mão direita no rosto em seguida.

- Você acha que eu não sei o que está acontecendo? - Disse Maxwell - O que quer que eu faça? Me ajoelhe aqui e peça perdão? Isso não vai trazer ninguém de volta, Chiho. Eu estou tão triste quanto você. Eu estou sofrendo como você. Se eu pudesse... Se fosse possível, eu trocaria minha vida pela de qualquer um aqui.

Chiho olhou nos olhos de Maxwell.

- Eu não podia prever nada disso, Chiho. Eu jamais colocaria um dos meus amigos em perigo.

Maxwell caminhou até a janela, e olhou para a tempestade. Chiho não disse mais nada.



O silêncio foi subitamente interrompido: O grupo ouviu algo no andar de cima.

- O... O que é isso?! - Perguntou Angel assustada.
- Parecem passos... - Respondeu Maxwell, desviando o olhar da janela e olhando para o teto.

Maxwell imediatamente pegou sua lanterna e correu em direção às escadas.

- Maxwell, onde vai?! - Perguntou Yuu.
- Eu vou ver o que está acontecendo.

Yuu correu na direção de Maxwell.

- Você não pode ir sozinho! Eu vou com você.
- Ok...

Chiho se aproximou.

- Maxwell, eu...
- Não! Você fica aqui. Tome conta da Satomi e da Angel.

Chiho sabia que não estava em condições de discordar de Maxwell, então apenas acenou positivamente. Os dois subiram as escadas.


Maxwell e Yuu chegaram no segundo andar. Maxwell acendeu a lanterna.

- E agora...? De onde veio o som? - Perguntou Maxwell.
- Tem quatro quartos... E uma porta no final. Acredito que é o banheiro.

Maxwell pensou.

- ...Você vê as portas da direita. Eu vejo as da esquerda. Qualquer coisa, avise.
- Ok.

Maxwell e Yuu abriram as duas primeiras portas ao mesmo tempo.

- Nada aqui... - Disse Maxwell.
- Aqui também não... - Disse Yuu.

Imediatamente, os dois moveram para a segunda porta e abriram ao mesmo tempo.

- Limpo... - Disse Maxwell.
- Ninguém aqui... - Disse Yuu.
- Só nos resta... A última porta...

Maxwell e Yuu se aproximaram da porta, parando um de cada lado.

- Você... Está ouvindo alguma coisa...? - Perguntou Maxwell.
- Parece... Um chuveiro ligado... - Respondeu Yuu.

Maxwell se preparou para abrir a porta. Lentamente, pegou a maçaneta, girou, e a empurrou.

- Cuidado... - Disse Maxwell.

Ao abrir a porta, o banheiro surgiu em frente a Maxwell. No fundo havia uma cortina fechada, de onde o som de água estava vindo.

- Será que... Tem alguém aí...? - Perguntou Yuu.
- Só tem uma forma de saber...

Maxwell caminhou lentamente em direção a cortina. Em seguida, a segurou pela ponta e puxou.

- Mas o quê...?

Não havia ninguém dentro. Apenas a água corrente.

- Está vazio... - Disse Yuu.

Naquele momento, Maxwell levou um choque.

- Isso foi... Pra nos distrair...?!

Em seguida, um grito ecoou do andar de baixo, assustando os dois. Em seguida, houve um som de vidro quebrando.

- Essa foi... A Chiho?!

Maxwell saiu correndo do banheiro. Yuu o seguiu.


Enquanto descia as escadas, Maxwell avistou Angel. Ela estava sentada no canto da parede, encolhida, com a cabeça baixa. Aparentemente estava em pânico.

- Meu Deus... Por favor não... - Disse Maxwell, temendo o pior.

Ao chegar no salão, Maxwell e Yuu avistaram Chiho ajoelhada em frente ao sofá. Havia um copo quebrado no chão, em volta de uma poça de água.

- Chiho... O que houve aqui...? - Perguntou Yuu.

Lentamente, Maxwell se aproximou de Chiho e observou o sofá.

- Eu... Isso só pode ser brincadeira...

Chiho estava com as mãos na cabeça, desesperada.

- Ela... Ela me pediu um copo de água... Eu saí por quinze segundos...

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Sab Abr 26, 2014 11:50 pm

MASSACRE - CAPÍTULO IV


Satomi repousava no mesmo sofá em que estava antes de Maxwell e Yuu saírem. Seus olhos estavam fechados, como se estivesse dormindo tranquilamente.

- Não... Não pode ser... - Disse Maxwell ajoelhando-se.

No pescoço de Satomi havia um corte horizontal, aparentemente feito com uma faca qualquer. Ao que tudo indica, ela morreu instantâneamente.

- Nós estamos... Sendo dizimados... - Disse Yuu, baixando sua cabeça.

Maxwell observou que havia um papel próximo a mão direita de Satomi.

- É mais um bilhete do assassino... - Disse Maxwell, pegando-o.

Maxwell observou o bilhete.

- "Restam três..." Por que eu não estou surpreso...? - Disse, enquanto dobrava o bilhete e guardava em seu bolso.

Yuu observou que Angel ainda estava no mesmo local, sentada no canto da parede.

- Angel... Você está bem...?


Maxwell se aproximou de Angel.

- Angel... Você viu quem fez isso com Satomi...?

Angel não respondeu. Chiho e Yuu se aproximaram e se abaixaram em frente a Angel.

- Tudo bem, Angel... - Disse Yuu.
- Eu prometo que vou te tirar daqui... Mas, você tem que me ajudar... - Disse Maxwell.

Angel respirou fundo.

- Assim que Chiho saiu... Uma pessoa, usando uma blusa cinza-escuro, com um capuz cobrindo seu rosto saiu de trás do sofá de Satomi... E imediatamente a matou. Em seguida, ela me encarou e correu para as escadas.

Maxwell se espantou.

- Espere! Yuu e eu estávamos lá em cima... Como foi que...?!

Naquele momento, Yuu se levantou e olhou para as escadas.

- Ainda tem que estar lá em cima!

Maxwell, temendo que Yuu fizesse alguma loucura, resolveu falar.

- A partir de agora, não podemos mais deixar ninguém sozinho. Já sabemos do que aquela coisa é capaz...
- Nós temos que encontrá-lo! - Disse Yuu.
- Yuu, por favor... Aquela coisa parece mais forte e inteligente que todos nós! - Disse Chiho.

Maxwell suspirou.

- Nós só podemos...

De repente, um som vindo do segundo andar chamou a atenção do grupo.

- Outra vez?! - Disse Maxwell - Essa coisa está pensando que vamos cair nessa de novo?!
- Espere... Dessa vez é diferente... - Disse Yuu.

O som estava se alternando. Ao invés de pancadas aleatórias, pareciam passos. Em seguida, houve o som de uma porta abrindo e fechando. Em seguida, o silêncio dominou.

- Parece... Que se trancou em algum dos quartos. - Disse Chiho.
- Ou então... Trancou alguma coisa em um dos quartos. - Disse Yuu.
- Mas o quê? Não tem ninguém aqui além de nós? - Respondeu Chiho.

Maxwell apontou a lanterna para o segundo andar.

- Se estiver mesmo no andar de cima, alguma hora vai ter que descer.

Yuu observou o sofá novamente e viu o corpo de Satomi. Em seguida, fechou as mãos com força e correu para as escadas.

- Yuu, não!! - Gritou Maxwell.

Chiho esticou seu braço e ameaçou gritar, mas viu que seria inútil. Yuu já estava no segundo andar.

- O que faremos...? Vamos atrás dela? - Perguntou Chiho.

Maxwell não respondeu.


Yuu chegou no segundo andar. Maxwell não estava com a lanterna, então estava mais escuro do que antes. A cada período de tempo, um relâmpago clareava o local.

- Você está aqui?! Apareça!! - Gritou Yuu.

Em frente a Yuu estavam as quatro portas dos quartos, e a última porta, que levava ao banheiro. Ela não sabia ao certo por onde começar.

- Eu vou te encontrar! Você não pode ficar invisível para sempre!

Yuu foi até a primeira porta, e a abriu com um chute. Não havia ninguém dentro. Em seguida, abriu a porta à frente da mesma forma. Novamente, um quarto vazio. Um relâmpago clareou o quarto, confirmando que não havia ninguém.

- Vamos lá... Apareça!!

Naquele instante, Yuu sentiu uma corrente de ar fria entrando pela janela semi-aberta. Em seguida, sentiu como se alguém tivesse passado por trás dela. Rapidamente, se virou.

- O quê...?

Não havia ninguém. Yuu fechou a porta, voltando para o corredor. Havia um certo desconforto no ar. Embora não houvesse ninguém ao seu redor, era como se alguém estivesse bem perto.

- Isso não é bom... Mas não vou desistir!

Naquele momento, Yuu observou o final do corredor. Um relâmpago clareou o local, e por um instante, ela pensou ter visto alguém parado próximo a porta do banheiro, olhando para ela.

- Argh!! Aquilo era... Era a pessoa que Angel disse ter visto...?!

Yuu respirou fundo e foi até o final do corredor. Como já era de se esperar, não havia ninguém. Yuu abriu a porta do último quarto da esquerda e entrou.

- Eu não sei porque, mas... Acho que não deveria ter vindo sozinha...

Quando Yuu entrou no quarto, caminhou até a cama. Naquele exato momento, a porta se fechou com violência.

- O... O quê?!

Yuu olhou para a porta. Em sua frente, lá estava. Uma figura humana, usando uma blusa escura, e um capuz que tornava seu rosto impossível de se identificar.


No andar de baixo, um grito ecoou.

- Yuu?! - Gritou Maxwell.

Angel, que continuava sentada, ergueu sua cabeça para o segundo andar. Maxwell se levantou.

- Chiho, tome conta da Angel, eu já volto!

Chiho acenou positivamente, enquanto Maxwell correu para o segundo andar.

- Yuu!! Cadê você?!

Maxwell chegou rapidamente no corredor. Imediatamente, abriu a primeira porta da esquerda, mas ela não estava lá. Imediatamente, correu até a segunda porta da esquerda. Lá estava Yuu, sentada abaixo da janela.

- Yuu... Você está bem...?

Yuu estava apavorada.

- Yuu... Sou eu...

Yuu olhou para Maxwell.

- Eu... Eu vi...

Maxwell se abaixou.

- Você viu?!
- Sim, era... Era exatamente como Angel descreveu.
- Ele te machucou?!
- Não... Apenas me encarou por alguns segundos... E depois...
- Depois...?

Yuu suspirou.

- Desapareceu...
- Desapareceu?!
- Sim, desapareceu...

Maxwell ajudou Yuu a se levantar.

- Eu não sei o que dizer, Yuu... Mas...

Maxwell fez uma pausa.

- Eu acho que não estamos lidando com algo humano.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Seg Abr 28, 2014 12:50 pm

MASSACRE - CAPÍTULO V


Assim que Maxwell e Yuu desceram do segundo andar, Maxwell se aproximou de Chiho e Manami, que continuavam no mesmo lugar.

- Vocês voltaram... Encontraram alguma coisa? - Perguntou Angel.

Yuu não conseguiu responder. Maxwell foi até a porta de entrada e a abriu. A chuva continuava caindo.

- Nós vamos embora. - Disse Maxwell.
- O quê...? - Perguntou Chiho, assustada.
- Nós vamos embora. Não podemos mais ficar nessa casa. - Disse Maxwell.

Maxwell estava determinado a deixar o local. Embora a chuva continuasse forte, e os carros não estivessem disponíveis para correr.

- Você está falando sério? - Perguntou Angel.
- Sim, estou. Mas antes, tenho que fazer uma coisa.

Maxwell caminhou em direção a porta que levava para a cozinha.

- Ei, onde você está indo? - Perguntou Yuu.
- Só vai levar um minuto. Me esperem aqui. - Disse Maxwell.

Assim que chegou na cozinha, Maxwell fechou a porta e foi em direção a mesa. Em seguida, retirou um bloco de notas de seu bolso e rasgou uma folha.

- Ok... Eu tenho que fazer isso...

Em seguida, colocou a mão em seu bolso novamente e começou a escrever. Menos de um minuto depois, pegou seu manuscrito e guardou em seu bolso.

- Agora... É hora de ir embora...

Maxwell voltou correndo para a sala onde todas estavam esperando.

- ...Você está bem...? - Perguntou Yuu.
- Sim, estou. Vamos logo!



Maxwell abriu a porta novamente. A chuva caía.

- O plano é o seguinte... Vamos correr imediatamente até aquela trilha na floresta. Depois, seguimos até encontrarmos a rodovia.
- Entendido. - Disseram Yuu e Angel ao mesmo tempo.

Maxwell se preparou, e após alguns segundos, começou a correr. Angel, Yuu e Chiho seguiram, nessa ordem.

- Vamos!! Agora não podemos mais parar! - Gritou Maxwell.

O grupo correu em direção a floresta. Em seguida, entraram em uma trilha.

- Mais alguns minutos e voltamos pra estrada! - Disse Yuu.
- Eu sei! Parece que vamos conseguir! - Disse Maxwell, cobrindo o rosto.

Porém, alguns segundos depois, Maxwell parou de correr.

- Maxwell?! O que aconteceu?! - Perguntou Chiho.

Maxwell estava paralisado. Após olhar pra frente, o grupo entendeu o motivo. Em frente a Maxwell se encontrava a mesma figura misteriosa que Angel e Yuu haviam visto.

- Então... É verdade... - Disse Maxwell, aterrorisado.
- Essa coisa... Matou todos os nossos amigos? - Perguntou Chiho.

Numa fração de segundos, a figura misteriosa retirou uma adaga de sua blusa, e arremessou em direção ao grupo. A adaga passou por Maxwell, Yuu e Angel... Atingindo Chiho no peito.

- Não!! - Gritou Yuu.

Chiho caiu de costas para o chão. Na adaga havia um papel grudado. O mesmo dizia "Restam dois".

- Chiho... Você... Você a matou... Então agora eu sei quem está fazendo tudo isso... - Disse Maxwell.

A figura continuava parada.

- Eu... Eu vou te matar!! - Gritou Yuu.

Uma luz azul surgiu na mão direita de Yuu. A mesma esticou seu braço em direção a figura e abriu sua mão, disparando um feixe de energia. Porém, naquele mesmo instante, a figura desapareceu.

- Mas... O quê...? Sumiu... - Disse Maxwell.
- Pra onde ela foi?! - Perguntou Yuu.

Naquele instante, Maxwell baixou sua cabeça.

- Yuu... Eu preciso que você me faça um favor...

Yuu se virou para Maxwell.

- O... O quê...?

Maxwell retirou com cuidado o manuscrito de seu bolso e entregou para Yuu.

- Eu quero que você volte para a cidade com Angel. Entregue esse papel para o Takamura na delegacia de polícia.

Yuu olhou nos olhos de Maxwell.

- Maxwell...
- O que você quer dizer com isso...? - Perguntou Angel.

Maxwell olhou para Angel.

- Angel... Eu preciso que você vá com Yuu. Faça isso por mim, Ok?

Angel sentiu uma certa tristeza, mas concordou com Maxwell.

- Muito bem... Vocês duas, corram o máximo que puder, e não olhem para trás.

Yuu baixou a cabeça. Em seguida, as duas se viraram e correram, deixando Maxwell sozinho.



Maxwell esperou alguns segundos. Até que percebeu alguém se aproximando.

- Então... Você veio...

Maxwell se virou. A mesma figura encapuzada estava parada em sua frente.

- Eu imaginei que você viria atrás de mim... Mas não pense que estou com medo de você.

A figura continuava calada.

- Já que eu sou a próxima vítima... Quero pelo menos saber quem é você. Quem estava esse tempo todo matando meus amigos.

A figura baixou sua cabeça.

- Não vai falar, heim? Então... Acho que vou ter que me conformar em não saber.

Quando Maxwell olhou para o rosto da figura, mesmo sem identificá-la, sentiu algo em seu corpo.

- Você... Eu não consigo ver seu rosto, mas... Acho que já nos vimos antes... Tenho uma sensação estranha...

A figura levantou sua cabeça e retirou uma faca de sua blusa.

- Então tem que ser assim... Eu sei de uma coisa... Você está matando por algum motivo. Talvez... Talvez essas mortes não tenham algo a ver com você. Eu sinto que você não quer me matar.

A figura continuava em silêncio.

- É como se você não estivesse querendo matar, mas precisa por algum motivo. Eu entendo...

Imediatamente, a figura avançou em direção a Maxwell, atingindo-o no peito com a faca. Maxwell caiu morto no chão. A figura o observou por alguns segundos. Embora a chuva estivesse caindo em seu corpo, era como se uma lágrima tivesse escorrido do rosto daquela criatura. A chuva aos poucos começava a parar.



Yuu e Angel estavam na delegacia. Takamura havia dado um cobertor para cada uma se agasalhar.

- Então... Você está me dizendo que... Todos morreram? - Perguntou Takamura.

Yuu acenou positivamente. Em seguida, retirou o manuscrito de seu bolso e entregou para Takamura.

- O que é isso...?
- Maxwell mandou te entregar.

Takamura abriu a carta.

- É a letra dele... Vejamos...


"Takamura

Se você está lendo isso, significa que Angel e Yuu escaparam. E também significa que há grande chance de eu não retornar. Eu não sei exatamente o que aconteceu naquela casa, mas matou todos os meus amigos.

Estou escrevendo isso para dizer que planejo sair dessa mansão junto com Chiho, Yuu e Angel. Se alguma coisa acontecer, vou ficar pra trás para distrair aquela coisa enquanto elas fogem. Eu infelizmente não posso dizer que sei o que está nos perseguindo. Pode ser alguma coisa de outro mundo.

Infelizmente, não sei se tenho chance de sobreviver. Caso isso não aconteça, peço que tente descobrir o que está havendo por aqui.

Maxwell"



Alguém batia na porta de Takigawa. O mesmo abriu.

- Yuu? Que surpresa!
- Takigawa, eu... Posso te pedir um favor?
- Claro, entre!

Yuu entrou.

- Eu... Estou indo embora... Será que você pode me levar pra casa?
- Oh...? Você está saindo de Tóquio?
- Sim... Depois de tudo que aconteceu, eu acho melhor voltar pra casa.

Takigawa baixou a cabeça.

- Entendo... Não se preocupe, eu posso te levar.


1 DIA DEPOIS


Na manhã seguinte, Yuu acordou com o telefone tocando.

- Hum... O quê?

Yuu, ainda sonolenta, levantou-se e pegou o telefone que estava no criado-mudo.

- ...Alô?
- Alô, Yuu!

Yuu se assustou com a voz do outro lado da linha.

- ...Sanari? É você? Aconteceu alguma coisa?
- Sim, sou eu mesma! Ligue a TV agora! Canal sete.

Yuu pegou o controle remoto e ligou a TV no canal que Sanari disse. O apresentador do telejornal falava do estúdio.

- Algo inacreditável aconteceu na madrugada de hoje. Como vocês devem saber, houve um terrível massacre na mansão Rokenjiro, provavelmente entre a tarde e a noite de ontem.

Em seguida, a TV mostrou um repórter na frente da mansão, que estava interditada.

- No total, cinco corpos foram encontrados nesse local.
- Cinco... Então o Maxwell... - Disse Yuu.

O repórter continuou.

- Mas o mais inacreditável foi que nessa madrugada, uma garota aparentemente se atirou do terraço do edifício em que vivia.

Yuu se assustou.

- O... O quê?!

A câmera cortou para um repórter que estava em frente a um prédio. O mesmo apontou para o topo do edifício.

- Ao que tudo indica, a garota se atirou do topo desse prédio, e foi encontrada por pedestres que passavam pelo local. Ao analisar o corpo, foi encontrado um bilhete em seu bolso. O mesmo dizia a seguinte frase: "Yuu, não se preocupe. Eu vou no seu lugar".

Yuu entrou em choque, e largou o telefone.

- Yuu...? Você está aí? - Perguntou Sanari, do outro lado da linha.

Yuu olhava para a TV, sem saber o que dizer.


MASSACRE
==FIM===


VARIABLE GEO EXILE: MAYHEM


RESULTADO:

PRÓLOGO

RAIDEN
MAKOTO
ANGEL



ATO 1 - DESPERTAR

RAIDEN
MAXWELL

AKIRA - Morto em sua casa, por um assassino misterioso
YUKA
ANGEL

MAKOTO - Morto no laboratório com vários pedaços de vidro cravados em seu corpo


ATO 2 - APARIÇÃO

RAIDEN
MAXWELL - Empurrado pela janela de um prédio, por uma força misteriosa
AKIRA
YUU

MANAMI - Morta no restaurante de Yuka. Um machado foi cravado em sua cabeça
YUKA
SATOMI
CHIHO
ANGEL
MAKOTO
TAKIGAWA



ATO 3 - MASSACRE

MAXWELL - Morto na floresta pelo assassino
AKIRA - Morto por um assassino misterioso. Uma faca foi cravada em seu olho
TAKAMURA
YUU
YUKA - Morta na biblioteca. Sua cabeça foi destruída
SATOMI - Teve o pescoço cortado pelo assassino misterioso
CHIHO - Atingida por uma adaga arremessada pelo assassino misterioso
ANGEL - Cometeu suicídio, pulando do topo de um prédio
TAKIGAWA

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Qua Abr 30, 2014 11:44 am

SOMBRAS - CAPÍTULO I


Angel acordou assustada e ofegante. Ao olhar no relógio de seu criado-mudo, notou que eram duas horas da madrugada. Raiden abriu a porta.

- Angel? O que aconteceu?
- Eu... Eu tive outro... Pesadelo...

Raiden se aproximou.

- Você está bem?

Angel respirou fundo.

- Sim... Sim, estou...

Raiden a observou por alguns segundos, e em seguida pegou sua mão.

- ...Vem comigo.


Angel estava sentada no sofá da sala, enquanto Raiden mexia na gaveta do armário.

- Vejamos... Onde eu guardei aquilo...

Após alguns segundos, Raiden retirou um objeto semelhante a uma semi-esfera do fundo da gaveta.

- Achei!

Raiden voltou para Angel e sentou-se ao seu lado.

- Minha mãe me deu isso quando eu era criança. - Disse entregando o objeto para Angel.

O objeto em questão se assemelhava a um globo de neve. Dentro havia uma árvore de natal em miniatura. Parecia um objeto barato que se encontra em qualquer loja.

- ...O que é isso? - Perguntou Angel.
- Quando eu era criança e ficava com medo de alguma coisa, eu usava isso para me sentir seguro. Está vendo a chave que tem na parte de baixo? Gire-a.

Angel olhou embaixo do globo e encontrou a chave em questão. Após girá-la três vezes, a mesma travou, mas nada aconteceu.

- ...E agora?
- Agora chacoalhe-o.

Angel chacoalhou o globo. Algo incrível aconteceu. Começou a nevar ao redor da árvore, e a mesma acendeu-se com inúmeras luzes coloridas. Amarelo, vermelho, azul, roxo e rosa brilhavam ao redor da árvore verde, enquanto os flocos de neve caíam.

- Tio Raiden... Isso é tão lindo... - Disse Angel.
- Eu quero que você fique com ele. - Disse Raiden.
- Tem... Tem certeza?
- Tenho. Ande sempre com ele. Se alguma coisa te assustar, ative o globo, e lembre-se que eu sempre vou estar lá para te proteger.

Angel segurou o globo com força.

- ...Obrigada... Eu me sinto mais segura...

Raiden deu um leve sorriso.



Na manhã seguinte, Raiden pegou o telefone e ligou para Makoto. Após alguns segundos, o mesmo atendeu.

- Alô, Makoto? Angel teve outro pesadelo essa noite... Já são três noites seguidas, desde que ela veio morar comigo.

Angel estava na cozinha tomando seu café da manhã, enquanto Raiden estava na sala, de forma que não era possível um ouvir o outro.

- Raiden, eu já te disse... Toda a data de suas memórias foi alterada, portanto as lembranças de seu passado não estão mais a afetando.
- Eu sei, você quer dizer que se ela passou por algo em sua... "Outra vida"... Ela não pode lembrar nem em sonho?
- Não. Portanto, isso não é uma coisa que eu posso resolver.
- E o que você me sugere?

Makoto fez um breve silêncio.

- Esses pesadelos podem estar além do meu alcance como cientista. Acho que o melhor a fazer seria levá-la a um psiquiatra.

Raiden se espantou.

- ...Psiquiatra?
- Sim. O psiquiatra vai estudar o que há na mente dela que possa estar provocando pesadelos.
- Entendo... Você não é psiquiatra.
- Não. Então mesmo se ela me contar tudo que há em sua cabeça, eu não poderei encontrar a causa desses pesadelos.

Raiden entendeu.

- Ok... Eu vou levá-la a um psiquiatra.
- Perfeito.

Raiden desligou.



Raiden e Angel estavam sentados no sofá da recepção, esperando pelo psiquiatra. Alguns instantes depois, um homem abriu a porta.

- Senhoria... Angel Yuuji.

Angel levantou-se e olhou para Raiden.

- Tudo bem, Angel. Ele só vai te fazer perguntas.
- Mesmo assim... Não sei se gosto disso.

Angel entrou na sala do psiquiatra, que fechou a porta.

- Sente-se ou deite no sofá. O que preferir. Eu sou o doutor Koide.

Angel sentou-se em um dos sofás. Koide sentou no sofá a sua frente.

- Seu tio me disse que você está sofrendo de pesadelos... Correto?

Angel apenas acenou positivamente.

- Perfeito... Como são esses pesadelos?

Angel fez uma pausa.

- Eu... Sonho que meus amigos morrem.

Koide arrumou seus óculos, e cruzou as mãos.

- Seus amigos morrem... Como exatamente? Quanto mais detalhes você me der, melhor.
- Bem... Nesses sonhos eu vejo uma figura humana.
- Como ela é?
- Eu não sei. Eu não consigo ver o rosto dela, ou dele...
- Uma figura sem face?
- Sim...

Koide encostou as costas no sofá.

- Uma figura misteriosa está matando seus amigos?
- Sim... Faz três noites que ela aparece e faz isso.
- Agora vamos falar do mundo real... Você conhece alguém, seja pessoalmente ou não, que possa ser essa figura misteriosa? Lembre-se dela e tente encaixar alguém.

Angel começou a pensar.

- Eu... Eu não consigo...

Koide levantou-se e caminhou até uma pequena estante onde começou a pegar alguns itens.

- Gosta de desenhar, Angel?
- Hum... Não sou muito boa nisso.

Koide trouxe um papel em branco e alguns lápis de cor. Em seguida, colocou na mesa a frente de Angel.

- Eu quero que você desenhe essa figura para mim. Lembre-se dela e coloque-a no papel.
- ...Tudo bem...

Angel pegou os lápis e começou a desenhar e pintar.

- ...Pronto...
- Pronto? Deixe-me ver.

Koíde pegou o papel. Desenhado nele estava uma figura humanóide usando uma vestimenta e um capuz cinza. Seu rosto estava totalmente preto.

- Hum... O que é isso logo atrás? - Perguntou Koide mostrando alguns rabiscos feitos com lápis de cor prateado atrás da figura.
- Eu... Eu não sei direito... No sonho parece que ele ou ela tem longos cabelos.

Koíde olhou novamente para o desenho. Até no papel era meio assustador.

- Angel, no mundo algumas imagens ficam gravadas no nosso cérebro mesmo que não percebemos. Você já teve uma lembrança remota?
- Como assim?
- Às vezes você se lembra de uma coisa, ou um detalhe de um passado muito distante. E depois pensa: "Uau, como eu me lembrei disso?" É porque estava em sua memória. Guardada lá no fundo.
- O que quer dizer?

Koíde colocou o desenho na mesa.

- Essa figura pode ter sido exibida para você muito tempo atrás. Pode ser que você só teve um pesadelo com ela. Mas foi tão impactante que você não consiga mais esquecê-la. E por isso, seus sonhos ficam se repetindo.

Angel começou a pensar.

- Então... Eu vi essa figura, talvez anos atrás... E por causa de um pesadelo com ela...
- Exato. Você não consegue esquecê-la.

Koíde levantou-se.

- Meu conselho é que você faça o possível para esquecer dessa figura. Não lembre mais dela. Com o tempo, vai ficando cada vez mais borrada, e você vai fatalmente se esquecer.

Angel levantou-se. Koíde estendeu sua mão para ela, cumprimentando-a.

- ...Obrigada.
- Não se preocupe. É só o que posso fazer para ajudar.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Dom Maio 11, 2014 1:13 am

SOMBRAS - CAPÍTULO II


Raiden e Angel voltaram para casa.

- Então... O que pretende fazer? - Perguntou Raiden.
- Eu vou fazer o possível para esquecer desses pesadelos... Mas ainda não sei exatamente como.

Raiden olhou para Angel, pensativo.

- Talvez... Você devesse se encontrar mais com aqueles seus amigos... Você gosta de passar um tempo com eles, não é?

Angel pensou.

- Hum... É verdade... Acho que vou convidar algum deles para fazer alguma coisa.

Raiden acenou positivamente.

- E você sabe que pode contar comigo pro que precisar.
- Obrigada, tio. - Disse Angel sorrindo.

Raiden não tinha a menor idéia do que estava acontecendo com Angel, mas definitivamente não podia contar tudo que sabia sobre ela.



Angel estava em seu quarto, quando pegou o telefone e fez uma ligação. Após alguns segundos, alguém atendeu.

- Alô?
- Alô, Satomi? Sou eu, Angel.
- Ah, olá, Angel! Como vai?
- Tudo bem. Eu estava pensando em assistir aquele filme que estreou ontem no cinema. Vou convidar o pessoal todo. Você topa ir?
- Claro que sim! Pode deixar que eu chamo a Yuka e a Manami. Tenho certeza que vão topar.
- Obrigada, isso corta parte do meu trabalho! Então eu te vejo essa noite.

Após a ligação terminar, Angel colocou o telefone de volta no gancho.

- Vejamos... Chiho, Maxwell, Akira e Takigawa... Faltam...

Naquele instante, Angel sentiu um vento batendo em seu rosto.

- Eu... O que é isso?

Angel foi até a janela, que estava aberta.

- Eu ouvi que tem uma tempestade se aproximando do Japão... Se isso for verdade... Espero que não impeça o cinema de hoje a noite.



Maxwell estava em sua casa, mexendo na internet. De repente, seu telefone, que estava ao lado do computador, começou a tocar.

- ...Alô?
- Alô, Maxwell. Sou eu, Angel. Se lembra?
- Ah, Angel? Se não me engano você é amiga de Yuu e Manami. Como vai?
- Tudo bem, obrigada. Eu estou convidando o pessoal para ir ao cinema ver o filme de hoje a noite. Você topa?

Maxwell pensou.

- Ah, aquela comédia romântica...?
- Você não gosta?
- Não, não é isso... Eu gosto da parte da comédia. Eu vou com vocês.
- Obrigada! Agora só me falta chamar a Chiho, a Yuu, o Takigawa e o Akira.
- Pode deixar que eu chamo o Akira.
- Obrigada novamente! Te vejo essa noite!

Maxwell desligou o telefone, em seguida ligou para Akira.

- Alô, Akira. Quer ir assistir um filme romântico comigo essa noite?



Quando a tarde começava a cair, nuvens escuras se aproximavam de Tóquio. Aos poucos, as pessoas que andavam pela rua apressavam-se para chegar em casa antes da chuva. Angel olhava pela janela, apreensiva.

- Oh, vamos lá... Deixe para chover amanhã!

Raiden entrou no quarto de Angel.

- Angel, eu preciso te dizer uma coisa.

Angel se virou.

- Ah...? O que houve, tio?
- Seu tio Makoto me ligou e disse que quer falar comigo pessoalmente hoje a noite. É provável que você esteja no cinema quando eu sair de casa. Então, se eu não estiver aqui quando você chegar, já sabe onde eu estou, Ok?
- Ah, Ok, tio!

Raiden se aproximou de Angel.

- Bem, eu... Quero que se divirta o máximo que puder.

Angel sorriu.

- Obrigada!


A noite finalmente chegou. Raiden entrou no laboratório.

- Olá, Raiden. - Disse Makoto, enquanto digitava algo no computador.
- Makoto... Você disse que queria me ver?
- Sim. Acho que você já sabe sobre o que se trata.

Raiden puxou uma cadeira da mesa e sentou-se ao lado de Makoto.

- Vá em frente.
- Eu estou examinando os arquivos que foram implantados na memória de Angel.
- E...?
- Tem algo aqui me incomodando. Aparentemente, a causa da morte de sua versão anterior foi... Suicídio.

Raiden se espantou.

- Suicídio...? Mas por quê?
- Eu ainda não consegui descobrir. Essa data está muito criptografada. Temo que vai levar mais alguns dias.
- Quantas versões dessa arma biológica já foi feita?
- Até onde eu sei, três. A primeira foi destruída no laboratório da V.G. Corp. A segunda estava no Cruzeiro Venus, e também foi destruída, aparentemente. E essa última se suicidou. Se tudo que examinei estiver correto.

Raiden levantou-se.

- Makoto... O que levaria uma arma biológica a cometer suicídio?

As palavras de Raiden eram fortes. Quase como se ele estivesse preocupado.

- Bem... Na realidade, armas biológicas possuem sentimentos como seres humanos normais. Mas pode ter sido algum erro na data implantada em sua memória. Mas por que você está preocupado com isso?
- Não... Não é nada...

Makoto voltou a olhar no computador.

- É por causa da Angel?
- É mais por causa do estado atual dela... Ela reclama de pesadelos onde as pessoas a sua volta começam a morrer.
- Você a levou no psiquiatra?
- Sim, eu a levei ao doutor Koíde. Ele disse que esses pesadelos podem ser devido a uma memória distante que ela talvez não se lembre direito.
- Se fosse esse o caso, eu descobriria.
- Eu sei, por isso acabei descartando essa hipótese... Mas então, o que pode ser?
- Eu não sei.

Raiden baixou a cabeça.

- Você acha que se isso continuar, ela pode... Se suicidar?
- Eu também não sei.

PS: Mudei o nome do episódio 4 para "Sombras", pois faz mais sentido para o mesmo.

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

Mensagem por Alexandre em Qui Jul 17, 2014 12:31 am

SOMBRAS - CAPÍTULO III


Angel arrumava sua bolsa no sofá.

- Ok... Acho que peguei tudo! Inclusive isso... - Disse colocando o "amuleto" que Raiden havia lhe dado no fundo de outros objetos.

Em seguida, levantou-se e olhou para a janela.

- Ah não... Está começando a chover... E agora...?

A chuva começava a cair cada vez com mais força.

- ...Será que...

Angel abriu sua bolsa e pegou seu celular. Em seguida, ligou para Maxwell.

- Ei, Maxwell, sou eu, Angel. Está começando a chover muito forte, e eu não vou conseguir chegar ao cinema... Será que pode me dar uma carona? ...Ok, estou esperando. Obrigada.

Angel desligou o celular. Alguns segundos depois, a luz da sala se apagou, deixando o local escuro.

- O que é isso...? Queda de energia...?

Alguns instantes após as luzes se apagarem, Angel ouviu um estranho som vindo de seu quarto. Era quase como... Como se alguém estivesse batendo na porta, mas do lado de dentro.

- O quê?! Quem... Quem está aí...?

Lentamente, Angel se aproximou da porta de seu quarto. O som havia parado, mas ela tinha a estranha sensação de que alguém estava lá dentro.


Maxwell e Akira subiam as escadas. Estavam no corredor do apartamento de Raiden.

- É aqui? - Perguntou Akira.
- Sim, pelo menos foi o que Manami me disse.

Maxwell se aproximou da porta e bateu três vezes.

- Angel? Você está aí?

Ninguém apareceu.

- Talvez ela já foi...? - Disse Akira.
- Não, ela teria avisado, eu acho...

Maxwell checou a porta.

- Ei... Está aberta...
- Ok, isso está ficando estranho. - Comentou Akira.

Os dois entraram lentamente. A luz da sala estava acesa.

- Angel?! Você está aí? - Gritou Maxwell.

Havia um estranho silêncio no apartamento. Não era um silêncio pacífico. Era aquele silêncio que dizia que algo estava ocorrendo no local.

- A porta do quarto... Está aberta. - Disse Akira.

Maxwell se aproximou da porta e espiou dentro do quarto.

- Minha nossa... Akira, chame uma ambulância! Agora!!

Akira correu até o quarto. Angel estava desmaiada ao lado da cama.


Manami e Yuu caminhavam pela calçada. Manami levava um guarda chuva, e Yuu ia ao seu lado.

- Yuu, desgruda de mim?
- Então me deixa levar o guarda-chuva! Você está puxando pro seu lado!
- Ei, esse guarda-chuva é meu, esqueceu?

Enquanto discutiam, o celular de Manami tocou.

- Ah, espera... É o Maxwell. Alô?

Yuu tentava escutar o que Maxwell dizia.

- Essa não!! Tem certeza?! Agora?!

Houve alguns instantes de silêncio.

- Ok... Ok... Eu vou até lá!

Manami desligou.

- O que houve?
- Maxwell encontrou Angel desmaiada em seu apartamento!
- O quê?! O que aconteceu?
- Não sabem ao certo, Maxwell vai levá-la pro hospital. Eu vou até lá!!

Manami saiu correndo com o guarda-chuva, deixando Yuu para trás na chuva.

- Manami, espera!! Eu...


A chuva caía com força. Manami entrou correndo no hospital. Maxwell e Akira estavam sentados no corredor.

- Maxwel!! Cadê a Angel?! - Perguntou Manami.
- Não se preocupe, ela está bem. Está acordada. Mas os médicos estão examinando.

Naquele instante, Takigawa surgiu no corredor, acompanhado de Yuka, Satomi e Chiho.

- Maxwell! Viemos o mais rápido possível! Está tudo bem?
- Sim, está. Mas temos que esperar até que o médico a examine.

Yuka olhou ao redor.

- Ué? Cadê a Yuu?

Manami bateu a mão no rosto.

- Ah não!! Eu esqueci ela lá atrás!!

Manami saiu correndo do hospital e abriu o guarda chuva. Após descer as escadas, avistou Yuu se aproximando lentamente na esquina.

- Yuu!! - Gritou Manami.

Yuu se aproximou de Manami, de cabeça baixa.

- Eu... Acho que preciso pedir desculpas... Sinto muito!

Yuu não respondeu. Passou reto e subiu as escadas. Manami não sabia o que falar.

- Hã... Yuu, sem ressentimentos, certo?

Yuu parou. Em seguida virou-se para Manami e abriu sua mão direita, disparando uma esfera de energia em sua direção. Manami caiu com o impacto.

- Tudo bem... Eu não guardo rancor. - Disse Yuu entrando no hospital


Yuu e Manami se juntaram ao grupo.

- Caramba, Yuu, o que aconteceu? Veio à nado? - Perguntou Chiho.
- É uma longa história... Desculpem o meu estado.

Um médico se aproximou do grupo, trazendo papéis em suas mãos.

- Com licença... Maxwell, certo? Eu sou o doutor Ozaki. Foi você quem trouxe a Angel pra cá?
- Sim, eu mesmo! - Disse Maxwell.

O médico olhou para uma das folhas.

- Nós terminamos os testes em Angel.

Todos ficaram apreensivos.

- E... O que ela tem? - Perguntou Manami.

O médico analisou os papéis.

- Seu cérebro e sistema nervoso estão funcionando bem. A única conclusão que podemos chegar é a de que ela sofreu algum choque emocional.
- Choque emocional...? - Perguntou Satomi.
- Sim. Ela pode ter visto algo que lhe assustou muito. Não é algo perigoso, mas pode levar a pessoa a ficar algum tempo desacordada.

Maxwell pensou.

- Isso é estranho... Ela estava sozinha em seu quarto.
- Talvez alguém esteve lá antes...? - Perguntou Akira.

O médico se aproximou de Maxwell e lhe entregou um papel.

- Ela pediu pra que eu lhe desse isso. Ela disse pra você encontrar o tio dela nesse local e lhe avisar o que aconteceu.

Maxwell checou o papél.

- Eu vou pra lá imediatamente. E quanto a ela?
- O trauma deve passar por completo em algum tempo. Mas é melhor que ela passe a noite aqui.


SOMBRAS - FIM

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Re: Variable Geo Exile Mayhem

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