O fim de um ciclo

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O fim de um ciclo

Mensagem por Willi em Qui Jan 23, 2014 12:02 am

Fiz este texto com o intuito de expressar e desabafar com vocês a peculiar sensação que sinto ao ver a 7ª geração de consoles sendo chamada de "geração passada" de videogames, de como isso está sendo estranho e diferente pra mim.

Bem, sem dúvidas esta foi a geração de consoles à qual eu mais joguei, mais pesquisei, mais ouvi falar, mais coexisti, mais vivi. Teve as épocas do SNES e do Polystation na infância, no caso do primeiro, eu joguei muitíssimo, mas muito mesmo, chegando a decorar cada centímetro da maioria dos jogos que possuo. No segundo, mais ou menos por essa linha, só que não tão intensamente. Só eu jogava SNES na minha cidade (se mais alguém tinha, devia estar guardado). Polystation tinha um amigo que tinha, então a gente se emprestava e trocava fitas também. Bons tempos. Só que, mesmo jogando muito os dois consoles, eu peguei eles na época que já tinham "saído de cena", que ninguém mais estava conhecendo-os, descobrindo-os, só em casos isolados como o meu, mas já não era mais algo "popular", fora nos anos 90, mas eu nasci em 96 e curti mesmo pra valer esses consoles no começo dos anos 2000, com Play 1 e Play 2 bombando. Como eu disse, caso isolado. Mesmo assim, agradeço imensamente ao meu pai por ter me feito gamer com um SNES, não com um PS1 ou PS2, pois acho os games de SNES infinitamente superiores, em todos os aspectos. Não que eu ligasse pra essa história de "lançamentos" ou coisas do tipo. Na época eu só jogava, me divertia e era feliz. Só citei como exemplo, o fato de jogar em um console já "fora de linha" (que pra mim nunca vai sair de linha).



Pelas minhas contas, comecei a acessar a internet quando tinha uns 11 ou 12 anos de idade, ali por 2008. Eu estava na sexta série quando colocamos acesso à rede aqui em casa, ainda me lembro. Na época, eu devorava conteúdos sobre Chaves, Chapolin e Naruto. Apesar de nunca ter deixado de amar videogames, naqueles anos eu era muito ligado nessas três séries e em suas curiosidades e informações mais profundas, que não passam nos episódios. Só depois eu comecei a pesquisar sobre games, mas era sobre jogos antigos, de Super Nintendo, Mega Drive, NES, e emuladores em geral. Jogos "modernos" eram algo distante pra mim, do tipo "láááá longe", meio que uma utopia inalcançável. Não faço ideia de quanto um PlayStation 2 custava na época, não devia ser os olhos da cara por já não ser mais um lançamento, mas também não devia custar dois dólares e um saquinho de alfafa, como é hoje. Eu não me interessava muito por jogos modernos pelo fato de não poder comprar um videogame para jogá-los. Se eu pedisse muito, acho que o pai até me compraria, mas sei lá, eu nunca gostei de tirar dinheiro dos meus pais, me dá um sentimento de culpa, não sei. E eu não trabalhava ainda para comprar com meu dinheiro. Nessa onda, fui de cabeça nos emuladores e acho que uns 80% dos 8 e 16 bits devem ter rodado na tela do meu computador. Mais ou menos por aí criei o Point Games Brasil, e vocês lembram como eu era lá no comecinho, retrogamer acíduo que só. Depois comecei a trabalhar com meu avô na loja de Auto Peças dele, e ganhar meu dinheiro. O interesse no PlayStation 2 veio em 2010, inicialmente com os jogos do Naruto (eu tava de saco cheio de só ter Mugens no PC), o das Tartarugas Ninja de 2003 que eu tinha jogado anos atrás na casa de um guri uma vez, e o Sonic Unleashed, que eu lia repetidas vezes o review no site Power Sonic, o qual eu também acompanhava. Aliás, foi através do Power Sonic que eu tive meus primeiros contatos com conteúdos sobre a 7ª geração de consoles, e a partir daí eu comecei a usar a internet mesmo pra ir atrás de jogos de TODAS as gerações, começando a deixar de lado Naruto, Chapolin e Chaves e também os 8 e 16 bits. Depois, quando o Ale comprou o PS2 dele, fiquei super empolgado por ele, comecei a conhecer mais jogos e vi que tinha coisa legal nesse mundo "moderno" de games (pleno 2010). Foi então que mais ou menos na metade do ano adquiri o meu PS2, já com alguns jogos baixados e gravados ANTES de ter o videogame, pra estreá-lo com tudo. E adivinhem quais? Tartarugas Ninja, Sonic Unleashed, e Spider-Man Web of Shadows (tinha até esquecido do Naruto Ultimate Ninja) além de ter comprado, piratex claro, o Sonic Mega Collection e o Marvel Ultimate Alliance. Sabem como estreei o PS2? O Sonic Unleashed não funcionava, o Sonic Mega Collection era um Gems Collection PAL que ficou preto e branco, o Tartarugas Ninja era o jogo do filme de 2006 e PAL também (eu era burro, aprendi sobre NTSC e PAL depois), o Marvel Ultimate Alliance não funcionava, e no fim o Spider-Man Web of Shadows foi o que tive pra jogar durante aquela primeira semana. E mesmo sendo considerado um dos piores games do console, eu tinha adorado, e é um dos jogos que mais gosto até hoje.



Aproveitei muito o PS2 com meus amigos naquela dobra de ano (da metade de 2010 até a metade de 2011). Jogamos muito Mortal Kombat Armageddon, História e Versus, Metal Slug, dentre outros jogos que não lembro mais. Mas o trunfo mesmo foi Ratchet & Clank Going Commando, jogo que o Alexandre pegou despropositalmente pro PS2 dele e em seguida veio aqui no fórum contar como havia sido gratificante sua experiência com o jogo. Me interessei pelo título, baixei e gravei pro meu Play (várias vezes, porque sempre travava em alguma parte, não sei se era ISO bugada ou DVD de má qualidade) e eu e meus amigos gostamos TANTO daquele jogo que viramos fãs acíduos da série toda. Nessa época eu também comecei a acompanhar o Baixaki Jogos e ler à respeito das novidades e lançamentos do mundo dos games, falava muito sobre PlayStation 3 e Xbox 360, e Wii em menor dose. Eu lia e tudo, mas sempre com aquele pensamento de coisa inalcançável, de tecnologia fora do normal, entre outros. Enquanto isso curtia meu PS2.



Eis que um dia, em meados de 2011, comentaram lá na loja sobre uma feira que haveria na cidade, no salão municipal. Aquelas cargas de produtos que a polícia apreende de quem vai pros países fronteiriços e compra mais do que o permitido, e depois doa para instituições carentes, como APAEs ou ONGs, para que façam feiras cujas quais todo o lucro é beneficente e aplicado na instituição. X da questão: essas feiras têm tudo a preços muito baratos. Aí me bateu a ideia: vai ter PS3 e Xbox 360 nessa coisa aí. Nunca que eu teria 1000 reais pra um videogame desses, por isso aquele sentimento de "sempre longe". Mas ali ia ser mais barato, estava ao meu alcance.



O dia da feira chegou. Enfrentei uma fila monstruosa das 8:00 até quase 11:00 da manhã se bem me lembro, sendo que nos últimos instantes antes de adentrar ao salão começou a garoar. E eu lá, firme e forte, esperando pra poder entrar e comprar o "futuro". Lembro que, na noite anterior, pedi ao Gustavo no MSN mil dúvidas sobre desbloqueio de Xbox 360, pois pra mim era mais em conta baixar e gravar jogos do que comprar (eu não sabia sobre desbloqueio de PS3, e pensar que hoje tenho o PS3 Caveira). Quando o tempo começou a piorar e eu ainda estava na fila, comecei a pedir pro pessoal que saía do salão se tinha PS3 e Xbox lá, senão eu ia ir pra casa. Quando me falaram que tinha, me animei e permaneci ali, até finalmente poder entrar. A mãe comprou uma calculadora e uma tesoura kkkkkkkkk, e eu voei nas caixas de videogames. Ao chegar, vi PlayStation 3 por 600 reais e Xbox 360 por 800. Na hora me bateu a dúvida de qual pegar, até liguei pro pai, pois tinha um tempo limite de permanência lá dentro. O pai me aconselhou: "se tu tem o 2, segue a linha, pega o 3, não compra outro." Nessa hora também lembrei do Ratchet. A questão ali não era God of War ou Gears of War, Gran Turismo ou Forza, a questão ali era ter ou não ter Ratchet & Clank. Nisso, fui lá e comprei o PlayStation 3.



Eu acho que nem a sensação de uma criança que ganha um "SIXTYYYY FOOOOOUUUR" podia ser mais forte do que a que eu estava sentindo. Eu havia atingido o limite, alcançado a utopia. Tinha um videogame da então "nova geração". Eu estava no ápice. Pra quem só jogava nos emuladores e via aquilo como algo distante e inalcançável, finalmente levar aquele distante e inalcançável pra casa era uma coisa de outro mundo. E a tortura foi ficar uma semana sem jogos, eu não havia comprado nenhum jogo, pois não sabia por qual console eu iria optar. Logo fui no Mercado Livre e comprei, sim, Ratchet & Clank Future: Tools of Destruction. Tinha que ser Ratchet. Eu havia olhado os preços do Mortal Kombat 9 e do Sonic Generations, mas eram lançamentos na época (2011), estavam muito caros, então optei pelo Ratchet. No dia que ele chegou do correio, uma semana depois, também comprei Assassin's Creed 1, em uma loja física, de artigos de informática que tinha 5 ou 6 jogos na prateleira, então naquele dia eu já tinha meus dois primeiros jogos next-gen. Cristo, que felicidade. Momentânea infelizmente, pois já me irritei com o AC só no tutorial, que eu não conseguia passar (por isso tenho raiva de tutoriais até hoje, deixem que a gente aprenda jogando, não nessas merdas). Por sorte tinha Ratchet & Clank pra fazer minha alegria. Nesse período nos mudamos para Maravilha e parei de trabalhar, mas eu havia guardado bastante dinheiro, o que me permitiu comprar jogos em uma frequência regular até janeiro de 2012, quando, de férias na praia, fui pela primeira vez na minha vida em uma loja de games, e fiz aquele "rancho" onde comprei cinco de uma vez. Antes disso, eu comprava sempre pelo Mercado Livre, e como morávamos em apartamento, os jogos sempre entalavam no Correio porque o bosta do entregador "não podia subir em edifícios", aí eu tinha que sempre ir retirar pessoalmente.



Já estamos em 2014 e muita coisa aconteceu nesse tempo. Mas muita. Só pra começar, nas primeiras jogadas de PS3 eu não tinha assimilado que aquele cabo USB era pra carregar a bateria do controle, então pensava que o controle do Play era com fio, aí eu deixava o PS3 numa cadeira no meio da sala pro controle alcançar o sofá. Um dia, não sei o que aconteceu que sem querer eu tirei o cabo e o controle continuou funcionando. Aí eu dei aquela risada de canto e boca e pensei, "Ah, é wireless". Teve também a época que eu queria um roteador pra ligar o Play à PSN pra poder baixar o Sonic 4, ou então ligar por cabo no quarto e baixar ali, e depois levar de volta para a sala. Nunca dava certo a configuração, e o Gustavo sabe o quanto eu bati a cabeça ali. A nossa MHnet é uma bosta e sempre vai ser uma bosta. Quando comprei o Spider-Man Web of Shadows pra PS3, pois é uma versão diferente da versão do PS2, ao pular dava um delay entre o pressionar do botão até o herói saltar. Ali achei que o Play estivesse com problemas ou algo assim, pois pra mim os jogos "next-gen" não podiam ter problemas, tinha que ser tudo perfeito. Ao longo do tempo fui percebendo que o jogo todo era meio bugadinho, então caiu a ficha que esses jogos têm bugs como quaisquer outros. E a vez que fui comprar uma fonte e um cabo HDMI, então? Nossa, aquele dia foi loco. Uma manhã chuvosa, eu perplexo que o console esquentava demais, botei ele na mochila e ela nas costas, e saí no tempo feio até a eletrônica do outro lado da cidade pra ver o que ele tinha. Me explicaram que o Play é 110 volts e tinha que comprar uma fonte-transformador (aqui é 220V). Comprei a dita fonte, e hoje sei que é normal o Play esquentar e que ele é bivolt (por isso não tinha queimado, se realmente fosse 110 volts teria estourado tudo logo na primeira jogatina). Começou a chover, voltei pra casa correndo, peguei um guarda-chuva e fui de novo na mesma eletrônica comprar um cabo HDMI, porque antes tinha faltado dinheiro.



Teve também uma ocasião, em outubro de 2011, em que eu queria jogar Super Mario World no Super Nintendo, e a fita ficava dando pane, além do fato d'ela ser pirata e não salvar. Foi aí que desbloqueei o PS3, não pra jogar jogos baixados, mas pra jogar Super Nintendo de maneira decente, através de um emulador de SNES pro console (já que prefiro jogar na TV do que no PC). Naquela madrugada, assisti a alguns vídeos e me informei sobre o assunto, aprendi a desbloquear, aprendi a instalar homebrews, e só depois, beeem depois, já em 2012, é que comecei a baixar jogos pro Play, quando o dinheiro dos originais tinha acabado. Acho que foi ocasião do destino, imaginem se eu tivesse comprado Mortal Kombat ou Sonic Generations lá no começo, ou se eu tivesse ligado o aparelho à internet quando queria baixar o Sonic 4? Ele atualizaria e então eu jamais poderia ter desbloqueado e aprendido tudo que sei hoje. O PS3 Caveira nunca teria nascido e eu nunca teria ajudado todas as pessoas que ajudei naquele blog. Lembro que, na madrugada que eu estava fazendo o desbloqueio, cheguei pro Haaley no MSN: "Hey, tô desbloqueando o PS3" e ele "O quê? O.O" ou algo assim. O primeiro jogo baixado, claro, foi Sonic Generations, que eu já devia ter baixado umas 4 ou 5 vezes e nunca dava certo. O segundo foi MK9. Depois foi um atrás do outro. Acho que já devo ter baixado mais de 1 terabyte de jogos de PlayStation 3 desde quando comecei em 2012 até agora. Muuuuuitas porcarias que deletei sem dó, muitos jogos "bons", e muitos fodásticos. Perdi as estribeiras com Batman Arkham Asylum e Assassin's Creed 1, mas depois fui recompensado com as maravilhas divinas que são suas sequências, Batman Arkham City e Assassin's Creed II, dois dos meus jogos favoritos de toda a vida. Ver as aventuras de Ratchet & Clank agora dubladas, mesmo que em português de Portugal, era um sonho na frente dos meus olhos. Os jogos ruins que eu havia comprado, fui vendendo um a um ao namorado de uma professora minha, que ia gostando de todos. Até chegar o dia que eu queria o God of War Ascension que ele tinha, e pra me emprestar (pra eu copiar pro meu HD, claro) ele queria um jogo meu emprestado também, e doeu na alma ter que emprestar o meu amado Devil May Cry 4 naqueles três dias. Aliás, Devil May Cry 4, como eu amei esse jogo, desde o dia em que coloquei o disco no Play e vi a tela de instalação. Tudo ali é perfeito, lindo e pau a pau com os lançamentos mesmo hoje em 2014: os gráficos, a trilha sonora, a ambientação, os personagens, a dublagem, a história, TUDO. Até hoje sempre uso o Nero como meu avatar no fórum, pois acho esse cara DO CARALEO. E apresentei a história de Devil May Cry 4 no seminário de livros da escola, onde cada um tinha que apresentar sobre um livro que leu. A professora se espantou com Devil May Cry 4 (e eu aprofundei emendando um pouco da história de todos os DMCs) o que me rendeu um 8,4 somado à minha "palestra" sobre o game livro. Os Naruto Storms aqui em casa com os amigos, todo mundo reunido pra passar o modo história, seguido de várias rodadas de versus. A série Uncharted, à qual comprei o primeiro despropositalmente e até com medo de não gostar, e acabei me apaixonando. Ele era usado e travava bastante, aí copiei pro HD e funcionou de boa. Baixei o segundo e então comprei o terceiro, nossa, como foi difícil esperar pra poder comprar o terceiro e ver a continuação da saga do Drake! Uma série da qual me tornei fã incondicional, e que provavelmente me fará escolher o PS4 ao invés do Xbox One no futuro.



Agora vocês entenderam porque eu disse que essa geração foi a que eu mais vivi? Pois eu não joguei ela simplesmente, como no SNES. Eu fui atrás de peças, de entender como as coisas funcionavam, eu usei o videogame pra mais coisas do que apenas jogar. Eu me irritei com ele e depois me apaixonei de novo. Várias e várias vezes. É como um bichinho de estimação que de vez em quando incomoda, mas que você o ama demais. Eu fui atrás de jogos, comprei, vendi, copiei, baixei, deletei, emprestei. Botei ele nas costas e saí por aí, nas minhas aventuras que ficam ainda mais completas com as aventuras que ele proporciona. Em janeiro de 2012, janeiro de 2013 e agora em janeiro de 2014 sempre visito meus amigos de Romelândia por uns dias, e sempre levo o Play comigo. No primeiro ano fomos de Uncharted 1 e God of War 3 (que travou por seu usado também, mas esse nem com cópia resolveu, e tive que comprar outro), ano passado zeramos Spec Ops The Line, e esse ano, Ratchet & Clank Nexus. E agora, com o PS4 e o Xbox One no mercado, estou vivendo o fim de geração mais glorioso que já presenciei, onde os fucking títulos de inauguração da nova geração estão saindo igualmente para PS3 e Xbox 360 em uma qualidade absurda, olha, Assassin's Creed IV Black Flag pode até ter gráficos melhores na nova geração de agora, mas a nova geração de ontem faz bonito, e se houver diferença, é mínima. Watch Dogs, Metal Gear Solid V, GTA V, saíram ou vão sair pra PS3 em versões excelentes. The Last of Us, que seria um ótimo título de inauguração pra 8ª geração, chega descabaçando tudo e sendo mais lindo que Uncharted. Se fosse olhar, não precisava de uma geração nova, pois essa ainda teria muito gás pra queimar.



Pra mim, parece até estranho falar "nova geração" e não estar se referindo a PS3 e Xbox 360. Quase não dá pra acreditar que o futuro chegou, que a pilha de rumores que tínhamos há algum tempo hoje se tornou realidade. Quem lê revistas de games ou acompanha sites de games a mais tempo do que eu, pode ter visto esses consoles da 7ª geração nascerem, mas pra mim, eles meio que sempre existiram, pois desde que acompanho as notícias de games, existem: os clássicos, que a gente joga em emulador, os atuais, de Play 2 e tal, e os fuckásticos, a utopia, que são o PS3, o Xbox 360 e o Wii. Esses três sempre foram (desde que eu acompanho) o que há de mais moderno, os "últimos", tudo tem pra eles, tudo sai pra eles... quase não dá pra acreditar que agora eles estão ficando pra trás. É um ciclo que se fecha. Assim como os mais velhos daqui cresceram com a utopia PS2 e viram a 7ª geração nascer, é isso que está acontecendo comigo agora com o PS4 e Xbox One... parece que isso não é real, parece que alguma coisa não tá certa. Eu cresci com aquele conceito de que "tudo termina no PS3/360/Wii", e agora eles não são mais os next-gen, são os current-gen. Acho que mais ou menos vocês entendem o que quero dizer.



Só sei que o PS3 ainda tem muita lenha pra queimar, e ele ainda vai me acompanhar por muito tempo. Muitos jogos bons serão lançados pra ele ainda, e eu ainda vou descobrir várias pérolas excelentes já lançadas às quais devo ter deixado passar. PS4 só daqui a uns anos, eu até cogitei adquirir o meu esse ano ou ano que vem, mas agora com os estudos pro e do curso superior, não vale a pena desembolsar uma quantia muito alta pra um console que vai ficar parado na maioria do tempo. Então vou jogar o meu amigão aqui, e deixar pra pegar um PS4 Slim daqui a uns anos, quando ele já tiver uma biblioteca estabelecida e eu realmente escolha jogos por gosto e interesse, não só por hype, como sei que faria se comprasse um PS4 agora. O PlayStation 3 e a sétima geração em si, é onde eu, como Willi Weiss, de fato "curti" minha carreira gamer, fiz a maioria das coisas sozinho, por conta própria, fucei, aprendi, me reuni com amigos pra jogar e zerar os jogos, e tudo isso no tempo de escola, que é o melhor tempo pra se jogar videogame, onde as preocupações são quase nulas. Vou contar para os meus filhos tudo isso, no futuro. Esses foram anos dourados que vão ficar marcados na minha história, como pessoa e como gamer, e sempre lembrarei de todos com muito carinho. De agora em diante, irei trilhar o caminho pra faculdade e para a minha futura profissão, mas sempre tirando um tempinho pro meu xodó preto fosco. É isso aí, hail to the 7th Generation of Video Games. I played here, i lived here!


Última edição por Willi em Qui Jan 23, 2014 1:24 am, editado 1 vez(es)

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Re: O fim de um ciclo

Mensagem por Alexandre em Qui Jan 23, 2014 12:32 am

Como seu amigo a tanto tempo, não posso evitar dizer que parte de mim ficou bem triste com seu texto.

Não que eu não goste que você tenha aproveitado muito seu PS3. Eu seria um monstro se desejasse que algo tivesse dado errado. Eu também curti muitos jogos dessa geração. Poxa, Alan Wake é um dos meus games favoritos. Borderlands 2 está sendo divertido pra caramba. E nem me faça falar do The Walking Dead, que eu escrevo literalmente uma bíblia.

O que me deixou meio chateado foi exatamente o ponto onde você endeusa a 7ª geração como seu futuro. Não vou mentir que fiquei realmente incomodado ao ler os comentários.

Enquanto eu lia seus trechos me passou pela cabeça que você infelizmente talvez tenha demorado muito pra perceber que um console pode oferecer bastante. Você só notou isso quando comprou um console poderoso da geração atual.

Novamente, fico feliz por você ter aproveitado tanto os jogos atuais. Eu não minto, também estou aproveitando. Mas te ver falando dessa forma me causou um pouco de... Sei lá, prefiro não ficar escolhendo palavras.

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Re: O fim de um ciclo

Mensagem por Gustavo em Qui Jan 23, 2014 1:00 am

Ótimo foda Willi! Realmente a 7º geração já ficou na história, também comecei a acompanhar as notícias nessa geração,
lembro que quando o ps3 saiu ninguém ligava muito, too mundo continuou jogando no ps2, também era como um sonho distante,
e como isso mudou bastante, principalmente pra mim, mas realmente é bem estranho ver essa geração se tornar passada

Willi escreveu:nas primeiras jogadas de PS3 eu não tinha assimilado que aquele cabo USB era pra carregar a bateria do controle, então pensava que o controle do Play era com fio, aí eu deixava o PS3 numa cadeira no meio da sala pro controle alcançar o sofá. Um dia, não sei o que aconteceu que sem querer eu tirei o cabo e o controle continuou funcionando. Aí eu dei aquela risada de canto e boca e pensei, "Ah, é wireless".

kkkkkkkkkkk

Willi escreveu:Lembro que, na noite anterior, pedi ao Gustavo no MSN mil dúvidas sobre desbloqueio de Xbox 360, pois pra mim era mais em conta baixar e gravar jogos do que comprar

HAHA, Eu lembro desse dia

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Re: O fim de um ciclo

Mensagem por Willi em Sex Jan 24, 2014 1:08 pm

Gustavo escreveu:Ótimo foda Willi! Realmente a 7º geração já ficou na história, também comecei a acompanhar as notícias nessa geração,
lembro que quando o ps3 saiu ninguém ligava muito, too mundo continuou jogando no ps2, também era como um sonho distante,
e como isso mudou bastante, principalmente pra mim, mas realmente é bem estranho ver essa geração se tornar passada
Pois é, eu acho que nunca foi tão estranho assim.

Alexandre escreveu:O que me deixou meio chateado foi exatamente o ponto onde você endeusa a 7ª geração como seu futuro. Não vou mentir que fiquei realmente incomodado ao ler os comentários.

Enquanto eu lia seus trechos me passou pela cabeça que você infelizmente talvez tenha demorado muito pra perceber que um console pode oferecer bastante. Você só notou isso quando comprou um console poderoso da geração atual.

Novamente, fico feliz por você ter aproveitado tanto os jogos atuais. Eu não minto, também estou aproveitando. Mas te ver falando dessa forma me causou um pouco de... Sei lá, prefiro não ficar escolhendo palavras.
Ale, também sou seu amigo, mas juro, você fala fala, mas eu não consigo entender onde está o "erro" que estou cometendo? O que essa geração tem de errado? Como você disse ficou feliz que aproveitei e tal, beleza, is we, high five aqui. Mas por quê ficar triste de eu só ter aproveitado bastante nessa geração? Talvez porque você lamenta que eu tenha perdido grandes jogos das gerações passadas? Isso talvez? Me explique melhor, sério, quero entender. Smile

Só que como eu sempre digo, eu não jogo nada por obrigação. Eu falei esses dias que "tentei" me viciar em 16 bits novamente com Metal Warriors e mais alguns games, mas não rolou, joguei ali, mas não me chamou mais a atenção, enjoei, cansei. Testei vários games de N64 e PS1 no PC na época dos emuladores, e na geração 32/64 bits INTEIRA os únicos jogos que gostei de verdade, foram o Super Mario 64, o primeiro Gex e o Klonoa 1. Não consegui me apaixonar pelos Resident Evils, pelos Crashs, pelos 007s, pelo Smash Bros, pelos Castlevanias... não que eu não goste, mas não me cativaram o suficiente para que eu jogasse mais do que algumas horas. É gosto cara. Se fosse que eu nem tivesse ido atrás, mas eu ainda me esforcei e comecei a jogar esses games mais de uma vez, e nunca seguia em diante. Se nem assim consegui gostar deles, então é porque de fato não são do meu gosto. Ninguém é obrigado a gostar de jogo nenhum.

No PS2 eu me diverti muito, mas um fator que me afastou um pouco dele foi o troca-troca de televisões aqui em casa. Eu sou MUITO perfeccionista, o Infernosword também é então vai entender as próximas linhas muito bem. PS2 é feito pra jogar em TV de tubo, e com a mudança, nos desfizemos da nossa Philips de 29 polegadas tubão, onde eu jogava PS2, para aquela Semp LCD 32" onde joguei PS3 até poucos meses atrás. Aí mudei o PS2 pro quarto, onde tinha aquela tubão 13" da Daytron, na qual caía o som direto (vocês lembram do meu vídeo do UMK3 apelão, onde tive que desligar ela uma hora no meio do vídeo porque o som caía). Aí foi comprada aquela Philco de merda que engolia a imagem do lado direito. Eu não jogo videogame desse jeito cara. E PS2 nas TVs modernas fica muito feio também. Isso acabou me afastando um pouco. Só que eu procurei conhecer alguns títulos diferentes de PS2, isso ainda antes de comprar o 3 e depois de ter comprado também, e eu jogava DVDs fora direto, pois tava difícil achar algo que eu de fato gostasse.

Aí agora nessa geração houveram inúmeros jogos dos quais gostei muito. Tiveram os jogos dublados e legendados em PT-BR que são um sonho virando realidade, se você entende inglês nos jogos bom pra você, mas eu quando sento pra jogar não consigo acompanhar a história direito se o jogo está em outro idioma, eu leio mas antes que eu possa traduzir, raciocinar e ligar as coisas já está dois diálogos à frente. Acha que não tiveram inúmeros jogos que não gostei e deletei ou vendi? Claro que sim, como em todas as gerações! Mas nessa tive muito mais que gostei do que nas outras.

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Re: O fim de um ciclo

Mensagem por Link-Hylian em Sex Jan 24, 2014 10:37 pm

Eu gostei muito dessa geração, também foi a que mais vivenciei. 
No entanto, devo admitir que estou bastante animado com a nova geração xD

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Re: O fim de um ciclo

Mensagem por infernosword em Dom Jan 26, 2014 2:16 am

Peguei o iPad pra ler esse texto como se deve, deitadão na cama e só de bermuda. XD

Nossa Willi! Eu tenho que parabenizá-lo em vários níveis por esse texto. Primeiramente como escritor. Esse é o texto mais bem escrito que eu li do senhor. Além do up no vocabulário, eu senti a paixão, o tesão com que você relata as histórias, bem do jeito que eu escrevo (eu escrevia, porque eu dei uma guinada radical com a nova fic). Apesar de não ter me citado diretamente no texto, eu agradeço pela discreta reverência à geraçāo PS2, da qual eu conto, usando esse mesmo texto aqui escrito por você, a minha própria história. É daí que se vale um texto: auto-identificação.
Sobre os games eu me abstenho de opiniões, porque o texto não é argumentativo, mas um relato pessoal. E em terra de vlogueiro, quem ouve mais do que fala é rei. Só atento para o fato de que, como eu já desconfiava, você seja um dos maiores true-gamers (se é que isso existe) que eu conheça, sendo essa a única opinião que vou emitir nesse comentário sobre o assunto.
E por último e mais importante é a forma como foi tratada essa experiência: ciclos (ótima escolha de título, por sinal). Isso mostra amadurecimento (algo muito difícil na vida, tema da minha nova fic, fim do merchan XD) e sapiência, de olhar para trás e ver que há um passado, há uma história. Prosseguir. Isso vale pra todos nós. Não são apenas games.

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Re: O fim de um ciclo

Mensagem por Willi em Dom Jan 26, 2014 9:02 pm

Êêêê conforto Inf! ^^

Nossa, fico até sem palavras ao ler seus elogios cara! Muito obrigado mesmo, de coração! Quando escrevo, eu simplesmente deixo a mente fluir e as mãos acompanharem no teclado, não costumo pensar muito no efeito que o texto vai causar. Mas muito me gratifica quando tal efeito é positivo. E como você disse, se identificar com a leitura é algo excelente, torna-a muito mais prazerosa e gostosa, e aumenta ainda mais esse "efeito" ao concluí-la.

Sobre os ciclos, a vida é cheia deles em tudo. Uma geração de consoles é um ciclo. As "fases" de infância, adolescência e tal, tudo são ciclos, a gente vai passando e quando olha pra trás às vezes dá risada, às vezes se arrepende, às vezes se orgulha, varia. Olhar pra trás é o que faz a gente "passar uns updates de firmware" em nossa personalidade e crescermos como pessoa. O pai sempre diz no rádio que "ninguém é perfeito, mas não custa tentar ser." Errar faz parte do ser humano, e a gente erra bastante. Mas aprender com os erros lhe transforma num ser humano melhor. Ainda humano, que ainda erra. Mas mais sábio e propício a mais acertos.

E eu sempre fui um cara que gosta como ninguém de escrever sobre o passado, então facilita! kkkkkk É um dos assuntos, senão o, que mais gosto de escrever.

Tô ansioso pela sua fic e a pegada "realista" que ela vai trazer. No aguardo!

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Re: O fim de um ciclo

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